Webmorning APDC - Cidades, Comportamentos, Tecnologia & Comunicação

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WEBMORNING APDC - CIDADES, COMPORTAMENTOS, TECNOLOGIA & COMUNICAÇÃO Envolver cidadãos para inovar nas cidades Para crescerem e ganharem qualidade e sustentabilidade, as cidades precisam de cidadãos mais ativos e participativos. Para o conseguirem, têm de apostar na utilização acertada das ciências comportamentais, assim como da comunicação e da tecnologia. ENVOLVER os cidadãos na vida das cidades e mudar os seus comportamentos, de forma a aumentar a qualidade de vida, fazer crescer a economia e incrementar o funcionamento nos grandes centros urbanos tem que passar pelas ciências comportamentais. Sempre associadas a uma utilização correta da tecnologia e da comunicação, que seja eficaz e que crie confiança nas pessoas, e tendo em conta princípios éticos. Há muitas oportunidades, mas as entidades públicas têm grandes desafios pela frente, como ficou claro neste webmorning sobre “Cidades, Comportamentos, Tecnologia & Comunicação”. “As cidades são cada vez mais o palco de desenvolvimento dos países. São vários os estudos que apontam para que em 2050 dois terços da população mundial viva em cidades. O que acentuará a pressão na gestão de recursos, como a energia, água, resíduos ou a mobilidade, mas também na conectividade, que hoje valorizamos de forma bem diferente”, considerou no início deste evento o presidente da Secção Cidades Sustentáveis e Saudáveis, da APDC. Segundo Vladimiro Feliz, “o foco da gestão das cidades até ao início da presente década centrava-se muito na tecnologia e na informação. Mas os desafios da sustentabilidade e do ambiente são também pontos na agenda da grande maioria das cidades. Muitas estão já a preparar-se para o futuro, incluindo em Portugal. Começaram pela aplicação do conceito de cidades inteligentes, mas hoje o desafio são as pessoas. Agora, as cidades têm que de reinventar e encontrar o caminho para a neutralidade carbónica. Um caminho que reclama uma nova agenda, inteligente e sustentável, que desenhe uma nova estética e uma nova funcionalidade”. Para analisar os caminhos de futuro das cidades, foi convidado o investigador e especialista Carlos Mauro, para quem “falar de cidades, comportamentos, tecnologias e comunicação é falar de comunicação voltada para a mudança comportamental, num processo de inovação que pode ser complexo do ponto de vista ético, mas que é muito produtivo e aumenta a qualidade de vida das pessoas”. E quais são as questões em cima da mesa? A forma como se pensa o comportamento dos

3 Continua a haver um afastamento claro entre cidadãos e instituições locais. Uma realidade que leva a uma subutilização do que é oferecido e à falta de pressão para o que é necessário. As pessoas não se sentem parte de uma comunidade, porque a informação não chega de forma eficaz e, por isso, não se envolvem nas questões de interesse local cidadãos nas cidades e quais são os efeitos desta conceção; o que está errado, como e quando mudar; e que papel para a tecnologia, a comunicação e as ciências na vida das cidades. Na opinião deste investigador, que criou no Porto a CLOO - a primeira empresa de consultoria de comportamento económico, especializada na análise de comportamentos e no desenvolvimento de estratégias e intervenções, num modelo de concilia ética com resultados - as premissas do comportamento dos cidadãos nos grandes centros urbanos assentam em três pontos distintos. A começar pela pouca confiança entre cidadãos, passando pela falta de confiança nas instituições locais, com um afastamento face às organizações públicas. Acresce que os recémchegados têm um capital social reduzido, o que diminui a participação em questões locais e a interação com os atores públicos. A consequência desta realidade é a “subutilização do que é oferecido e a falta de pressão para o que é necessário. Os cidadãos não se sentem parte de uma comunidade. Há pouca participação e envolvimento nas questões de interesse local”, avança Carlos Mauro, destacando que as pessoas continuam a ter poucas informações sobre as freguesias onde moram, o seu bairro ou mesmo a sua rua. A informação não chega de forma eficaz e no que é relevante, num “enquadramento e processo que faz com que as pessoas se afastem”. Para o especialista, há uma “distância psicoló-

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