Talkommunications - The Future of 5G in the World: Lessons Learned

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TALKOMMUNICATIONS - THE FUTURE OF 5G IN THE WORLD: LESSONS LEARNED Alexander Mogg, Partner e Practice Leader Strategy & Business Design, Partner, Deloitte Germany “Obviamente, a grande fatia do 5G irá para o setor B2B, cada vez mais focado na IoT, nas redes privadas, na cloud e no edge. Há muitos use cases que vemos a emergir e a questão é saber como criar um ecossistema para que os developers possam realmente trazer todos estes uses cases para o mercado, porque a generalidade não tem escala suficiente “Vemos uma grande oportunidade de mercado, com os operadores de rede a desenvolverem plataformas baseadas no 5G para o mercado de consumo. No entanto, com o 5G vem também a perspetiva do edge, que numa perspetiva nacional requer pelo menos o mesmo nível de investimento na infraestrutura cloud, onde já estão players mundiais poderosos e fast movers” “Será que no 5G se repetirá a história do 4G, onde os negócios ficaram mais para os players over the top do que para os operadores de rede, que pagaram a infraestrutura? Neste contexto, que papel poderão ter os operadores para assegurarem uma posição no ecossistema de 5G e egde? Estas questões ainda estão por responder” 5G. Aveiro é um exemplo, posicionandose como uma das primeiras cidades 5G do país, no âmbito do projeto Aveiro Tech City – The Living Lab. O objetivo, segundo Paulo Pereira, Diretor de Inovação Estratégica e de Tecnologia da Altice Labs, é redefinir a forma de viver e de trabalhar, através de uma cidade totalmente conectada. Para isso, foi colocado um conjunto de desafios à comunidade, tendo-se criado um “interessante ecossistema com a autarquia, universidade e setor empresarial”, que beneficia do facto de existir na cidade uma presença industrial muito forte, que potencia a criação e casos de sucesso do living lab. Assim, no âmbito do projeto, estão a ser desenvolvidas várias provas de conceito avançadas, sustentadas em redes 5G desenvolvidas pela Altice e no desenvolvimento de outras tecnologias, como a IoT, cloud e edge. Segundo Paulo Pereira, o projeto tem vindo a desafiar startups, scaleups e centros de I&D para criar novos produtos e serviços, usando o Living Lab para os testar. “Há muitos casos de uso a serem testados e demonstrados, para explorar a forma como o 5G pode trazer valor à comunidade. Acreditamos que a conetividade é muito importante, mas é muito mais do que isso, pelo que precisamos de ter um ecossistema à nossa volta”, explica. CONCORRÊNCIA VS RELEVÂNCIA Na fase de Q&A, moderada por Pedro Tavares, Partner da Deloitte, e por Sandra Fazenda Almeida, Diretora Executiva da APDC, voltou a abordar-se o tema da excessiva fragmentação do mercado europeu em

7 termos de número de operadores. Trata-se de um problema real, na perspetiva de Alessandro Gropelli, pelo que há que refletir se é de facto a concorrência o que se pretende neste momento. É que “se a concorrência é importante, as políticas industriais são críticas”. Por isso, “precisamos de ver onde há oportunidades para criar inovação europeia. E os OTT’s, que hoje são corporações mundiais mais poderosas que os estados, são as entidades com quem temos de negociar. A escala claramente interessa”, acrescenta. Alexander Mogg concorda que se trata de uma “decisão entre concorrência e política industrial. Mais operadores não trazem mais valor para a mesa, quando já existe uma cobertura forte nas áreas urbanas. Por isso, defende ser preferível haver mecanismos regulatórios e incentivos para cobrir as regiões fora das áreas urbanas, porque muitas empresas já estão fora das áreas urbanas e precisam de acesso, assim como incentivos para acelerar as capacidades e velocidades das redes. “Ter quatro operadores a construir as mesmas infraestruturas quatro vezes não é relevante. Estamos a falar de um investimento muito elevado. Há espaço para otimizar. Não digo para eliminarmos a concorrência, mas tem de haver mecanismos para reorientar estes avultados investimentos”, remata. E haverá, de facto, lições já aprendidas do que já está a acontecer no 4G? Para Pedro Sanguinho, a primeira de todas é que “o 5G em si não tem valor, mas é uma porta aberta a novas soluções, usando-se as demais tecnologias powered by 5G”. Já Alessandro Gro- Paulo Pereira, Director of Innovation Strategy and Technology, Altice Labs “O Living Lab que estamos a construir em Aveiro foi o desafio inicial para uma cidade inteligente e decidimos fazer um upgrade para uma cidade conectada e digital. Reforçando a qualidade de vida dos habitantes, através da tecnologia, serviços e apps, do treino e da educação” “Estabelecemos um conjunto de desafios que colocámos à comunidade, para termos empresas, startups e PME a criarem novas oportunidades de negócio e escalar algumas das ideias. Foi possível criar um ecossistema muito interessante, com a autarquia e a universidade, os principais drivers do projeto, a quem fornecemos um forte guidance tecnológico. Temos ainda uma forte presença industrial que cria desafios” “Além da tecnologia, pensamos que a inovação deve ser o driver dos negócios. Por isso, investimos no programa para criar e disponibilizar uma solução edge e uma plataforma que recolhe toda a informação dos uses cases que estão a ser desenvolvidos na cidade, que disponibilizamos a quem queira outras soluções”

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