Talkommunications - The Future of 5G in the World: Lessons Learned

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TALKOMMUNICATIONS - THE FUTURE OF 5G IN THE WORLD: LESSONS LEARNED Pedro Sanguinho, Senior Manager, Deloitte “A maioria das empresas portuguesas reconhece que as soluções de nova geração vão ter uma importância crítica para o seu sucesso no futuro. Não é algo que pensem adotar dentro de anos, mas sim já e estão prontas para o fazer. Acreditam que a disrupção que o 5G vai trazer não só transformará as organizações, mas as indústrias onde estão” “Entre os grandes desafios das tecnologias de conetividade avançada, as empresas destacam as preocupações em torno da segurança. Assim como a maturidade da tecnologia e o impacto financeiro deste investimento E também como o 5G e as soluções inovadoras podem coexistir com o que já foi feito” “Explorar o 5G está cada vez mais no topo das prioridades, pelo poder de inovação que traz. Vêm esta nova geração como a forma de desenvolver outras tecnologias, como IA ou automação, que vão trazer mais oportunidades, não só novas soluções, como endereçar novos modelos de negócio. Têm é que perceber como as podem instalar e como obter o devido retorno financeiro” pelos que resultam do espetro, onde Alessandro Gropelli destaca a lenta e desigual libertação de espetro entre os estados-membros e as fracas condições de investimento, face a leilões que atingem valores demasiado elevados para a capacidade dos operadores. A crescente fragmentação do mercado europeu, com as estratégias de promoção de mais concorrência, são outro problema. Ao nível da procura, há também constrangimentos, resultantes nomeadamente da baixa taxa de utilização do digital por empresas e cidadãos, assim como pelo setor público. A estrutura do mercado e o ambiente inovador também constituem constrangimentos. Acrescem problemas de desinformação, nomeadamente em torno da saúde, ambiente ou privacidade, assim como as diferenças na adoção de tecnologia entre os diferentes países comunitários. Por isso, o responsável da ETNO considera muito positivo que a Comissão Europeia tenha avançado na semana passada com o Digital Compass 2030, onde estão as metas europeias para esta década para o digital, com objetivos iguais para todos os países em termos de qualificações, infraestruturas sustentáveis e seguras, transformação digital dos negócios e digitalização dos serviços públicos. É que, afinal, “há uma consciencialização de que o 5G permitirá uma evolução sustentável de todas as áreas e tem um enorme potencial em todas as indústrias”, garante. A Alemanha é um dos países que já avançou no 5G em 2020 e esperam-se maiores desenvolvimentos no decurso deste ano. Alexander Mogg, Practice Leader Strategy & Business

5 Design e Partner da Deloitte Germany, destaca os planos dos três grandes operadores do mercado - Deutsche Telekom, Vodafone e Telefonica Deutschland – que se estão a focar na partilha de espetro, de forma a cumprir as metas definidas pelo regulador das comunicações em termos de cobertura do país. No entanto, num mercado muito maduro como é o móvel, considera que os planos dos operadores assim como as obrigações de cobertura estão abaixo do potencial que o 5G poderá disponibilizar. Embora refira que há muitas obrigações de cobertura, destaca que não são ambiciosas, citando o exemplo da obrigação definida de final de 2022 pelo menos 98% das casas e empresas terem uma velocidade de acesso à internet de 100 Mbps. Mais: alerta que, tendo em conta que o 5G na Alemanha terá uma forte incidência nas áreas urbanas, com grande concorrência entre infraestruturas, o que poderá mesmo acontecer é um aumento do digital divide entre zonas urbanas, semiurbanas e rurais. “O 5G será mais para o setor empresarial, com foco na IoT, nas redes privadas, na cloud e no edge. Há muitos use cases que estão a emergir e a questão é saber como criar um ecossistema que permita trazer para o mercado esses uses cases e massificá-los. Há uma grande oportunidade de mercado, mas há players mundiais poderosos que se movimentam rapidamente. Será que serão os OTT’s que vão vencer no 5G? E, neste contexto, que papel caberá os operadores para assegurar a sua posição? Estas questões estão por responder”, remata. Entretanto, no mercado nacional, estão a trabalhar-se já vários use cases assentes no Alessandro Gropelli, Director of Strategy and Communications, ETNO “Na Europa, os operadores têm como prioridade a transição de redes legacy para novas redes, como o 5G e o FTTH. Sabemos que muitas vezes é mais fácil começar do zero do que fazer a transição das antigas para as novas. A cadeia de fornecimento e a liderança da rede é outra prioridade. Assim como encontrar soluções europeias nos serviços digitais, dominados pelos grandes players e o 5G desempenha aqui um papel chave” “Um dos obstáculos na UE é a velocidade a que decorrem os leilões de espetro, assim como a procura, que é chave. Uma Telecom investe sempre mais do que a procura e esse é o nome do nome do jogo, mas quando é reduzida, o modelo de negócio é fraco. Há ainda um problema de estrutura de mercado e de ambiente de inovação” “É bom que a CE tenha apresentado o Digital Compass, que é a visão para os próximos 10 anos. Quer ter 5G para todos até ao final da década e pela primeira vez estabelece targets fortes do lado da procura. A digitalização e os fundos para a procura é algo que os governos devem olhar”

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