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Novos Modelos de Trabalho

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WEBMORNING – NOVOS

WEBMORNING – NOVOS MODELO DE TRABALHO Isabel Moço Coordenadora e Professora Assistente, Universidade Europeia “Há uma tendência para uma forte adesão às modalidades de trabalho remoto. Associada a elevado nível de satisfação pela experiência. Mas há algumas repercussões que é preciso destacar e ter atenção, como o aumento da perceção de que o trabalho remoto contribui para elevados níveis de cansaço e aumenta os níveis de stress” “As pessoas têm a perceção de que nesta modalidade de teletrabalho se sentem mais produtivas, apesar de sentirem mais afastados da empresa. E de que há outras vantagens, como as questões dos tempos de deslocação e da qualidade de vida percebida. Mas há algumas desvantagens, como as relações interpessoais e de trabalho, a eliminação do esbatimento das fronteiras entre a esfera de vida privada e profissional e a gestão de tempo” “Em termos de gestão, é fundamental que se tenha em conta o perfil dos trabalhadores que se colocam em trabalho remoto, paralelamente ao trabalho que é desempenhado. Cerca de um terço da população ativa tem profissões potencialmente teletrabalháveis Claudia Pereira Business Unit Manager, Axians Portugal “É necessário refletir sobre as aprendizagens dos últimos meses. As organizações estão a redesenhar e a redefinir os seus escritórios e 98% das reuniões já incluem participantes remotos. A tecnologia está e estará cada vez mais presente” “Quando voltarmos ao escritório tudo será diferente. É expetável que cada vez mais a colaboração entre quem está no escritório e que trabalha remotamente será maior. Mas os espaços não estão desenhados e preparados para uma força de trabalho híbrida. A tecnologia assumirá um papel essencial no processo” “É essencial garantir experiências de colaboração inclusivas. A Axians, em parceria com a Cisco, endereça estes desafios de forma integrada. Proporciona soluções para uma melhor experiência de quem está a trabalhar remotamente e um regresso seguro ao escritório, assegurando a eficiência no trabalho, privacidade, compliance e a gestão transversal das soluções”

5 perfil, com um “mapeamento das características pessoais consideradas importantes para o trabalho remoto, paralelamente ao trabalho em si que é desempenhado”, defende. Há ainda outros temas a ter atenção, até porque a atual legislação é “curta e pouco elástica”. Estando o novo enquadramento legal previsto para 2023, e porque falta a moldura legal adequada, é necessário que as empresas tenham atenção questões como os tempos de trabalho, o direito a desligar ou quem assegura as despesas, a manutenção do local de trabalho, as questões de segurança e saúde, mas também de vigilância e de controlo. E, numa altura em que, no âmbito do Livro Verde sobre o Futuro do Trabalho, se começam a colocar algumas questões sobre o trabalho digno e o crescimento económico, tendo em conta que “as muitas das motivações das empresas para a colocação das pessoas em remoto,”, a adoção de um novo modelo de trabalho “deve ser um processo negociado. Não me parece que essa seja a lógica que prevalece. A tecnologia hoje permite os modelos de gestão, mas falta perceber o que isto traz nos impactos nas pessoas e no próprio trabalho”, remata. GARANTIR EXPERIÊNCIA DIFERENTE Também Claudia Pereira, Business Unit Manager da Axians Portugal, defende que é necessário refletir sobre as aprendizagens dos últimos meses, depois de em março do ano passado ter ocorrido “o evento mais disruptivo das nossas vidas, com impacto direto na forma como todos trabalhamos”. Todos os estudos conhecidos mostram que o mundo do trabalho será definidamente diferente daqui para a frente. Cerca de 53% das organizações estão a redesenhar e a redefinir os seus escritórios e 98% das reuniões já hoje incluem participantes remotos. “A tecnologia está e estará cada vez mais presente, para dar resposta a estes novos modelos de trabalho, de forma a proporcionar uma melhor experiência para todos os trabalhadores. Hoje, mais de metade (52%) ainda considera que esta é uma experiência fragmentada no dia a dia”, salienta. Agora que o regresso ao escritório já está a acontecer para muitos e que se sabe que o trabalho a partir de casa, pelo menos a 100%, nunca foi pensado permanentemente para grande parte dos trabalhadores, há que garantir uma experiência diferente. Até porque “no futuro, é espectável que cada vez mais a colaboração aconteça entre pessoas que estão no escritório e outras que estão remotamente a trabalhar de outro local”, diz, defendendo que é preciso que estes tenham a mesma experiência e estejam envolvidos e comprometidos com a organização. “Os espaços não estão desenhados nem preparados para uma força de trabalho híbrida, o que faz neste contexto que os trabalhadores remotos não tenham a mesma experiência. É necessário endereçar estas temáticas e a tecnologia é um dos meios para nos ajudar com estes desafios. É essencial garantir experiências de colaboração inclusivas”, adianta. A Axians, em parceria com a Cisco, endereça estes desafios de forma integrada. Jose Arada, Business Development Manager da Axians, diz que ambos os grupos têm uma “visão sobre o regresso ao escritório e sobre o modelo de trabalho híbrido que acreditamos seja o futuro”.

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