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30 anos APDC

24. Diogo Vasconcelos na

24. Diogo Vasconcelos na APDC INSPIRAÇÃO INTEMPORAL 2008 maio Raul Mascarenhas anunciou, a meio do mandato, que deixaria de ser presidente da APDC. Era preciso arranjar um sucessor com urgência. Margarida Couto, sócia da Vieira de Almeida & Associados, lembrou-se imediatamente de Diogo Vasconcelos. Na altura, por coincidência, ele estava em Lisboa, em pleno Congresso das Comunicações. Arranjou coragem e foi ter com ele: “Lembro-me de querer falar-lhe e de o Jorge Coelho nunca mais sair de ao pé dele!”. Quando ficou finalmente sozinho, interpelou-o: “Diogo, temos de falar!” A resposta foi logo negativa: “Olhou para mim como se eu fosse um extraterrestre e disse-me: ‘Você está maluca? Eu não posso viver em Londres e ser presidente da APDC! Nem pensar. Eu ajudo com ideias”. Margarida não desistiu. Insistiu por mail e sms. “Persegui-o até ao quinto dos infernos, mas ele respondia sempre com smiles”. Quando já tinha perdido a esperança, eis que recebe uma mensagem: “Aquela sua insistência sobre a APDC ainda está de pé?”. Ligou-lhe logo, claro. “O Diogo disse-me: ‘Eu vou se a Margarida for para a Direção’. Falei com as pessoas e disse-lhes que o preço que tinham de pagar para ter o Diogo Vasconcelos era levarem comigo! Se achassem o preço muito alto…”. O mandato de Diogo Vasconcelos é considerado, unanimemente, extraordinário. Vanda de Jesus, diretora executiva da APDC durante a sua presidência, destaca: “O seu maior legado foi a capacidade de abrir a Associação a outros setores, à inovação e ao empreendedorismo. Ele acreditava que todas as pessoas tinham algo para dar e que trabalhando com o melhor de cada uma se poderiam alcançar verdadeiros milagres”. A distância, afinal, nunca foi uma questão. “O Diogo vivia e trabalhava em Londres, mas a sua energia 66 | 30 anos, 30 momentos extraordinários APDC Livro 30anos_MIOLO.indd 66 13/11/15 18:54

O Diogo Vasconcelos era uma pessoa extraordinária... “…porque foi um empreendedor da excelência, com capacidade extraordinária de mobilizar vontades em torno dos ideais e das ambições que tinha para o seu país. Como tive ocasião de referir, na entrega do Prémio Jovem Empreendedor, a sua personalidade é um exemplo que não devemos esquecer. Na verdade, devemos seguir a lição que nos deu ao longo da sua existência: Portugal deve apostar na criatividade e na inovação, pois só dessa forma poderá chegar mais longe e competir com os melhores do mundo, de igual para igual. Diogo Vasconcelos competiu com os melhores do mundo, de igual para igual. Porque não se resignou, porque foi capaz de sonhar. Sobretudo, porque foi capaz de encontrar os meios e reunir os talentos necessários à realização dos seus sonhos. A melhor forma de homenagearmos a sua memória é construirmos juntos um Portugal mais desenvolvido e atrativo para a inovação e as novas tecnologias. Esse era o sonho de Diogo Vasconcelos, que devemos cumprir em sua memória e em nome das novas gerações.” Aníbal Cavaco Silva, Sua Excelência o Presidente da República e entusiasmo eram tais que parecia que trabalhávamos lado a lado todos os dias”. Um privilégio para os que se cruzaram com ele. “Era um líder único. Inteligente e humilde. Visionário e pragmático. Global e focado. E, acima de tudo, apaixonado por ideias e pessoas”, realça Vanda de Jesus. E conclui: “Estas características permitiram amplificar o impacto e abrangência da APDC, uma associação de excelência e vanguarda, num setor que se interliga com toda a sociedade”. Quando inesperadamente faleceu, Diogo Vasconcelos já tinha passado o testemunho da presidência da APDC a Pedro Norton. “A morte do Diogo aconteceu logo a seguir à minha entrada em funções. Marcou-me muitíssimo. Acabei por encontrar, na sua herança e exemplo, a força que precisava para me desafiar constantemente”, confidencia. E continua a partilhar: “Muitas vezes pensava comigo mesmo, não tanto ‘O que é que o Diogo faria?’, mas ‘Como é que eu vou fazer isto para honrar a herança que recebi?’. Em todos os momentos tentei agir e decidir com a mesma seriedade e empenho que sabia que ele colocava nos desafios que abraçava. Nesse sentido, e se o paradoxo me é permitido, a ausência do Diogo foi para mim uma presença muito especial. E a melhor e mais justa homenagem que posso prestar-lhe é dizer, reconhecer com gosto, que me inspirou sempre a dar o meu melhor”. Inspiração Intemporal | 67 APDC Livro 30anos_MIOLO.indd 67 13/11/15 18:54

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