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Livro 30 anos APDC

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30 anos APDC

20. 3ª Geração À

20. 3ª Geração À CONQUISTA DOS PORTUGUESES 2004 abr. Agosto de 2000. O ICP abre oficialmente o concurso público para atribuição de quatro licenças de âmbito nacional UMTS. “A complexidade do processo de candidatura era enorme. Prever o mercado, os serviços potenciais, os novos terminais, a cobertura, o ritmo de expansão, o modelo de negócio... Foi um dos muitos momentos de stresse intenso que percorreu a empresa de cima a baixo. Ninguém ficou indiferente!”, recorda António Soares, à data vice-presidente da TMN. Após a entrada em cena da Optimus, a competição estava ao rubro e, com esta nova tecnologia, um novo protagonista prometia agitar o mercado. “Questionávamo-nos sobre se o mercado suportaria quatro operadores em condições mínimas de rentabilidade”, reconhece António Soares. A entrega das candidaturas revestiu-se de grande aparato mediático. O volume de documentação exigido era de tal forma grande que os operadores recorreram a camiões cheios de contentores. António Carrapatoso, presidente da Telecel, na entrega da sua proposta, transmitiu bem o clima de expectativa que se vivia à época: “O UMTS irá revolucionar a utilização do telefone celular, pelas suas potencialidades enquanto tecnologia e pelo que nos permitirá fazer em termos de desenvolvimento de novos serviços.” 58 | 30 anos, 30 momentos extraordinários APDC Livro 30anos_MIOLO.indd 58 13/11/15 18:54

O lançamento da 3G foi um passo extraordinário... “… porque foi a primeira vez que se puderam utilizar as tecnologias de vídeo móvel desta forma. Lembro-me que tivemos um susto de última hora quando descobrirmos que a marca i9 3G que íamos usar já existia como ‘Inove’ (creio que numa empresa do universo INESC, se não me falha a memória). Tivemos de negociar com eles mas foi tudo muito cordato e obtivemos o seu acordo. Mesmo no tempo de espera que houve nunca sentimos desânimo. O trabalho de coordenação dos fornecedores de equipamentos de rede, dos instaladores, da compatibilidade e disponibilidade de equipamentos terminais, dos novos fornecedores de serviços de imagem, da estratégia comercial e de marketing, nem davam tempo para respirar quanto mais para desanimar! O sentimento dominante era que o tempo era curto para tudo o que havia para preparar e depois queríamos ser os primeiros a lançar os serviços 3G. E fomos. Os primeiros em Portugal e os terceiros na Europa”. António Soares, à data vice-presidente da TMN Mas os vencedores – Oniway, Optimus, Telecel e TMN – tiveram, afinal, que enfrentar um grande compasso de espera. “Tínhamos uma loja modelo muito vanguardista montada na Almirante Reis, com o máximo secretismo. A marca da Oniway ia chamar-se Vmovel. V de ver pois, com o poder da imagem, a forma de utilização do telemóvel exigia um gesto novo: falar, olhando para o telemóvel”, revela Pedro Norton de Matos, à data presidente executivo da Oni. E acrescenta: “A embalagem dos telemóveis tinha uma segunda vida, pois era uma moldura para fotografias. Tive muita pena de não se ter concretizado um projeto que seria diferenciador e que ia obrigar os que estavam mais instalados a renovarem-se mais depressa”. Passados três anos e meio após a atribuição das licenças, é finalmente lançada a oferta comercial 3G, primeiro pela TMN a 21 de abril de 2004, depois pela Vodafone a 5 de maio e, por fim, pela Optimus a 4 de junho. Gradualmente, os terminais 3G tornaram a internet móvel e cumpriram a promessa de “terem tudo, todo o tempo em todo o lado”. À Conquista dos Portugueses | 59 APDC Livro 30anos_MIOLO.indd 59 13/11/15 18:54

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