Estratégia Cloud para a Administração Pública em Portugal

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WEBMORNING – ESTRATÉGIA CLOUD PARA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA EM PORTUGAL Sara Carrasqueiro, Vogal do Conselho Diretivo, AMA - Agência para a Modernização Administrativa “É importante ter a noção que o ponto em que estamos hoje resulta de um caminho prosseguido há vários anos na AP na sua transformação digital. Foi esse caminho que nos permitiu chegar a esta necessidade de sermos mais eficientes e ágeis” “A pandemia veio acelerar muito a necessidade de termos uma nova postura e atitude no que é o desenvolvimento e disponibilização e serviços públicos digitais. Fez com que a AP repensasse todo o seu modelo de gestão, nomeadamente na agilidade e disponibilidade de ofertas online” “Verificou-se a necessidade de um desenvolvimento muito rápido de novos serviços digitais para responder a novas necessidades. O que veio confirmar e escalar a necessidade de algo que já estava a ser pensado no âmbito do CTIC” António Gameiro Marques, diretor-geral, Gabinete Nacional de Segurança/ Centro Nacional de Cibersegurança “A confiança é um tema comportamental, que se vai construindo ao longo do tempo. E se demora a ser construído, rapidamente se perde. Assenta em alguns princípios, como a transparência associada à perceção de segurança, qualidade e privacidade” “Há dois fatores que levam as entidades a não aderir à cloud: o desconhecimento e a confiança. Se queremos que o setor público a use, temos de explicar às entidades as vantagens. Temos trabalhado nesse tema” “Um serviço desta natureza deve ter alguma governance. E já está criado esse mecanismo. Existe o CTIC e o Comité técnico deste, que têm os atores necessários. Sendo um dos eixos da estratégia TIC para a AP, é natural que a monitorização esteja no seu âmbito”

7 Entre os principais obstáculos à adoção da cloud citou os custos, os riscos de violação da segurança, a incerteza na localização dos dados e o conhecimento. Por isso, está a ser desenvolvido um extenso trabalho para responder a um vasto conjunto de desafios. Desde a framework de implementação à identificação dos sistemas, aos critérios legais, tecnológicos, económicos, financeiros, passando pela análise do modelo de riscos, processos de contratação e cláusulas técnicas, qualificação de recursos humanos. Já no âmbito da mesa-redonda deste WebMorning, Sara Carrasqueiro, da AMA - Agência para a Modernização Administrativa, salientou que a pandemia “veio acelerar muito a necessidade da AP ter uma nova postura e atitude no desenvolvimento e disponibilização dos serviços públicos”. Perante a acelerada adoção de soluções digitais pela sociedade e as limitações crescentes dos canais presenciais públicos, o Estado foi obrigado a repensar processos e modelos de gestão, para caminhar para novos serviços públicos digitais que respondam a novas necessidades digitais. Por isso, há que ultrapassar barreiras e enfrentar riscos, “transferindo as preocupações com infraestruturas para terceiros que fazem disso a sua atividade principal, podendo a AP centrarse no que é essencial: a oferta de serviços públicos digitais de nova geração, simples, interoperáveis e transfronteiriços”. PRIORIDADE À CONFIANÇA Um ponto fundamental a ter em conta, que tem de ser construída ao longo do tempo e que rapidamente se pode perder é a confiança. António Gameiro Marques, do Centro Nacional de Cibersegurança/GNCS, diz que tudo “assenta nos princípios da transparência, associada à perceção de segurança, qualidade e privacidade, assim como na confiabilidade e proximidade. Se queremos que o setor público use a cloud, temos de explicar às várias entidades as suas vantagens”. Assim, o Centro Nacional de Cibersegurança/ GNCS tem trabalhado o tema e terminou em setembro de 2020 o processo de certificação de um conjunto de serviços cloud de um grande provider do mercado para tratamento de informação nacional reservado. Ao mesmo tempo, estão a acompanhar os trabalhos de Bruxelas para a certificação em cibersegurança, que promoverá a utilização de um esquema de certificação para vários serviços ou dispositivos, entre eles a cloud. Esta entidade está ainda a trabalhar com outros setores da AP para a criação de um selo digital, que vai dar transparência aos cidadãos quanto à resiliência de um determinado produto ou serviço em diversas componentes, como a segurança da informação. “Vai permitir a todos perceber se um terminado produto ou serviço é prata, outo ou platina, e quanto mais alto for o selo, mais confiável é o equipamento”, refere o gestor. Apesar de todos os desafios, estima-se que se tem registado um aumento superior a 20% na adoção da cloud na AP, como adiantou Teresa Girbal. “O que significa que é uma realidade”, diz, destacando que a boa adoção da cloud garante a melhoria da segurança e da qualidade de serviço. “À medida que vamos tendo cada vez mais conhecimento e mais capacidades aos vários níveis, os principais obstáculos vão sendo ultrapassados e alguns transformam-se em benefícios”, acrescenta.

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