Views
1 year ago

Directório Global das TIC | Empresas e Profissionais | 2019/2020

  • Text
  • Computing
  • Lisboa
  • Digital
  • Portugal
  • Mobile
  • Empresas
  • Workplace
  • Andar
  • Content
  • Artificial

32 OPINIÃO globalizado.

32 OPINIÃO globalizado. O Digital deixou de ser um tema da tecnologia, para passar a ser um tema dos negócios e escalou para as agendas dos conselhos de administração e dos CEOs. Os benefícios mais referenciados pelas empresas na transformação digital focam-se na inovação em produtos e serviços, bem como na fidelização dos clientes. Por outro lado, são ainda poucas as empresas portuguesas que estão a fazer vendas pela internet, levando os portugueses a realizarem o grosso das suas compras online em lojas estrangeiras. Concomitantemente, o número de portugueses que faz compras online, apesar de já ser bastante elevado está ainda distante da média europeia (70%). Em ambos os casos o principal problema é a falta de competências digitais dos portugueses. No caso da sua população, Portugal tem hoje cerca de 2 milhões de portugueses que nunca usaram a internet e cerca de 4 milhões que fazem uma utilização muito básica (i.e. apenas para ver o email, fazer pesquisas e usar as redes sociais). Acresce que 95% do tecido empresarial português é constituído por microempresas (menos de 10 colaboradores), sendo que grande parte dos seus donos são pessoas com muito baixas ou nenhumas competências digitais. Em Portugal, 60% dos negócios ainda não têm sequer presença online. É nesta área que a ACEPI está a colocar uma parte significativa dos seus esforços, com várias iniciativas em curso para ajudar as empresas a digitalizarem-se e a utilizarem as ferramentas digitais para modernizarem os seus negócios e aumentarem as suas oportunidades de crescimento. Atenta a este cenário, a ACEPI tem vindo a desenvolver inúmeras iniciativas com o intuito de ajudar as PME a fazer a transformação digital e a internacionalizar os seus negócios. o Programa “Comércio Digital”- Qualificar o Comércio e os Serviços para a Economia Digital, um dos mais emblemáticos projetos nacionais criado até à data na área da transformação digital e da modernização das empresas portuguesas. Entre estas iniciativas, destacam-se o Programa “Comércio Digital”- Qualificar o Comércio e os Serviços para a Economia Digital, um dos mais emblemáticos projetos nacionais criado até à data na área da transformação digital e da modernização das empresas portuguesas. O ComércioDigital.pt, uma iniciativa conjunta da ACEPI - Associação da Economia Digital e da CCP – Confederação do Comércio e Serviços de Portugal que conta com o apoio do Ministério da Economia e que é cofinanciada pelo COMPETE 2020, e que visa promover a primeira presença online de 50 mil microempresas portuguesas do setor do comércio e dos serviços em dois anos, dando-lhes a conhecer através de um roadshow nacional que inclui 150 sessões de esclarecimento, as ferramentas essenciais do marketing digital e que lhes permitirão modernizar e internacionalizar os seus negócios, aproveitando novas oportunidades no contexto do comércio online e da economia digital a nível mundial. Destacaria ainda a iniciativa “Norte Digital”, um projeto piloto com 50 PME’s produtivas do Norte de Portugal que visa identificar e desenvolver as competências necessárias à internacionalização e aumento das exportações através do digital e que incluiu o desenvolvimento de 3 estudos internacionais (i.e. estudo detalhado do TOP20 das economias digitais mundiais; estudo do perfil de consumo digital na Europa e ainda um estudo dos principais marketplaces globais); de uma ferramenta de autodiagnostico da maturidade digital para PME’s e ainda a consultoria de desenvolvimento do negócio digital às empresas integradas no piloto. O momento é de mudança no sector do e-commerce a nível global. Existem hoje duas grandes plataformas globais onde os consumidores – nomeadamente os portugueses – fazem compras online: a ALIBABA e a AMAZON. Estas plataformas operam globalmente – e nomeadamente na Europa – onde os mais importantes desafios são por um lado, a construção do “Mercado Único Digital” e, por outro, garantir que existe um “Level-Playing Field” global nomeadamente em relação às plataformas sediadas fora da União Europeia. Neste contexto, o principal desafio para os retalhistas online dos vários países europeus - nomeadamente para os portugueses, é terem que operar num ambiente de negócios globalizado onde a vantagem competitiva das empresas depende do acesso que estas tenham a novas tecnologias, a dados, à capacidade de operar eficientemente além-fronteiras e de se adaptarem rapidamente à evolução do comportamento dos consumidores. Os decisores políticos da UE devem aproveitar a oportunidade do novo mandato das instituições europeias para construir uma forte visão política para o e-commerce. Até porque, muito em breve, deixaremos de falar em “comprar online” e “comprar offline”, para falarmos simplesmente em “comprar”! Alexandre Nilo Fonseca Presidente, ACEPI - Associação da Economia Digital

DIRETÓRIO DAS TIC 33 IDC Market Research NEXT GEN SECURITY A IDC prevê que o mercado total de Cibersegurança, em Portugal, cresça a uma taxa CAGR de 7%, atingindo o valor de 181 milhões de euros em 2022. Sempre que as organizações são questionadas sobre as suas prioridades em TI, a cibersegurança é um tema que surge no topo das preocupações. Com a proliferação dos mais diversos tipos de aplicações, muitas expostas à internet, serviços cloud de vários fornecedores, vários tipos de equipamentos de acesso e crescimento do número de dados, a segurança tornou-se um quebra-cabeças para os gestores de TI. O setor da Banca, sem surpresa, destaca-se como o principal consumidor de soluções de cibersegurança (cerca de 26 milhões de euros em 2017) e também um dos que a IDC estima que tenha um maior crescimento até 2022 (8% CAGR). De entre os restantes setores, com gastos numa ordem de grandeza inferior, detacam-se os da Saúde e Seguros, com a mesma taxa de crescimento do setor Bancário. Gastos em Cibersegurança, por Setor de Atividade, Portugal. 2017- 2022 CAGR 2017-2022 (%) 10% 9% 8% 7% Healthcare Provider Transportation Insurance Retail Personal Utilities Services 6% Construction Media 5 Resource Industries 4% Local 3% Government 2% Professional Services Consumer Wholesale Education Telecommunications Securities/Investment Services Central Government Discrete Manufacturing Process Manufacturing Banking 1% 0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% Quota de Mercado 2022 Fonte: IDC Worldwide Semiannual Security Spending Guide, 2017H2 2017: dados históricos, 2018 e anos seguintes: previsões estimadas Join us in Lisbon, on April 02 in O Porto & May 07 in Lisbon for the IDC CYBERSECURITY FORUM 2020! Check-out IDC Local Research IDC Knowledge Pass Check-out IDC Global Research

REVISTA COMUNICAÇÕES

UPDATE

© APDC. Todos os direitos reservados. Contactos - Tel: 213 129 670 | Email: geral@apdc.pt