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Directório Global das TIC | Empresas e Profissionais | 2019/2020

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24 OPINIÃO

DIRETÓRIO DAS TIC 25 Afinal, para que serve uma empresa? Pedro Faustino Executive Director, Axians Portugal Eu converti-me ao propósito, na verdade, ao Propósito (assim, sim). E bastou uma grande ideia. Para uns, uma moda, para outros apenas uma palavra, para alguns uma oportunidade. Para mim, tornou-se uma inquietação, uma verdadeira inquietação, daquelas que irritam e que nos fazem entrar em automático. E logo eu que nunca gostei de linhas de montagem. Tudo começou quando dei por mim a falar sozinho (o que por si só já é estranho) e me perguntava: “Afinal, para que serve uma empresa?” Quer estivesse nos boardrooms, nos gabinetes ou em salas de reunião, tomei consciência das horas sem fim que investimos a discutir orçamentos, organização, ofertas, forecasts... e que raramente nos perguntamos (pelo menos de forma explícita) qual é a razão de ser de uma empresa e qual é o seu PROPÓSITO? Se os seres humanos são purpose seeking creatures, então como se ligam a outras pessoas e a organizações? Relações e…? Uhm … Vazio existencial momentâneo. Agora que ninguém está a ver, confessem (mesmo os mais cartesianos): tem de haver mais do que o ROI. O ser humano vem com um default chamado propósito. E quando o nosso propósito não estiver em match com o local de trabalho, vamos estar em contradição connosco próprios. O ser humano vem com um default chamado propósito. E quando o nosso propósito não estiver em match com o local de trabalho, vamos estar em contradição connosco próprios. Por isso, dei por mim a fazer perguntas estranhas: “Para que serve, afinal, uma empresa?” “A quem serve a empresa onde trabalho?” “Também tu, Pedro Faustino?” (Sim, também eu. Quem nunca se questionou que atire a primeira pedra). “Ah, pois… Isso da Responsabilidade Social?” Propósito e Lucro – relação improvável. Confesso. Eu compreendo S. Tomé, até porque fui ensinado, treinado e formatado para maximizar o lucro dos acionistas. “Portanto, não me venham agora falar de propósito nas empresas…”

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