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Directório Global das TIC | Empresas e Profissionais | 2019/2020

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12 OPINIÃO Este novo

12 OPINIÃO Este novo modelo de maturidade da IDC aborda a capacidade de atingir escala ao nível da digitalização, suportada numa framework de próxima geração que analisa a maturidade da DX em cinco dimensões distintas. Este modelo serve como guia para os executivos de negócio e da tecnologia abraçarem as cinco dimensões principais que necessitam de capacidades e know-how digital, com vista a uma bem-sucedida transformação digital: Cultura do Futuro: Liderança em escala Clientes do Futuro: Empatia pensada em escala Operações do Futuro: Resiliência em escala Trabalho do Futuro: Modelo de trabalho em escala Inteligência do Futuro: Conhecimento em escala Em resumo, as “Future Enterprise” são aquelas organizações digitais determinadas, onde a digitalização é pensada à escala e em todas as suas operações; que inovam a um ritmo consideravelmente superior àquele conseguido pelos negócios mais tradicionais. ELEMENTOS DA FRAMEWORK DE MATURIDADE DA “FUTURE ENTERPRISE” Em resumo, as “Future Enterprise” são aquelas organizações digitais determinadas, onde a digitalização é pensada à escala e em todas as suas operações; que inovam a um ritmo consideravelmente superior àquele conseguido pelos negócios mais tradicionais. A “Future Enterprise” é a visão da IDC relativamente à forma como as organizações se devem organizar e investir com o intuito de conseguirem participar em mercados cada vez mais digitais (fusão entre o físico e o digital). A nossa atual investigação ao nível da transformação digital mostra que quase metade de todas as empresas têm já estratégias de digitalização de longo prazo e este estudo visa disponibilizar a essas organizações uma base que lhes permita avaliar a jornada a fazer até à meta em que incorporam empatia, inteligência, resiliência e empoderamento, pensados sempre à escala. A “Future Enterprise” integra, essencialmente, cinco dimensões distintas e interrelacionadas. Misturar estas dimensões requer uma boa capacidade de execução da estratégia em si, relacionando-a e integrando-a com as pessoas, processos, tecnologia, governança e dados. Estas dimensões incluem a cultura do futuro, os clientes do futuro, a inteligência do futuro, as operações do futuro e ainda o trabalho do futuro. A empresa do futuro poderá escalar operações e inovação a um ritmo muito maior do que os negócios tradicionais. A sua estratégia deverá estar centrada no cliente e contar com uma

DIRETÓRIO DAS TIC 13 força de trabalho com mais poder e capacidade para abraçar os riscos inerentes à nova realidade, à medida que se continua a procurar inovar. No seu sangue correm a tecnologia e os dados, que têm capacidade para dar gás a operações mais eficientes, novas fontes de receita e fomentar a lealdade dos clientes. A FE adota uma estratégia “de fora para dentro”, fomentando o seu ecossistema de stakeholders (por ex. clientes, parceiros, empregados, comunidade) para que, de forma dinâmica, a oferta e o modelo de negócio tenda a evoluir. Da mesma forma, este tipo de empresas participa, efetivamente, na economia da partilha; criaram a monetizaram os seus dados, implementaram modelos de receita baseados em plataforma, avaliaram de forma cautelosa quer a partilha do risco quer das receitas e são capazes de avaliar e contextualizar ofertas e lidar com a dinâmica dos preços de forma efetiva e eficiente. EVOLUÇÃO DOS MERCADOS DIGITAIS E A NECESSIDADE DE REINVENTAR UM NOVO RUMO ORGANIZACIONAL DE TRANSFORMAÇÃO DIGITAL A partir de 2019 verifica-se uma corrida rumo à empresa do futuro, já que as empresas líderes dos diferentes setores começaram a perceber que a transformação digital se faz em escala. Ao longo dos últimos anos, as organizações têm vindo a investir na transformação digital. Depois de alguns projetos falhados, que muito deram que falar, da inovação ser tratada como algo de menor valor, e de ROI pouco convincentes, as organizações começam agora a repensar a sua visão face ao digital e a mudar as suas táticas para lá chegarem. Partindo de uma ideia muito mais clara sobre como será a empresa do futuro, e o que será necessário para competir em indústrias totalmente transformadas, as companhias estão a deixar o conceito do digital associado meramente à inovação para adotarem o digital em prol do negócio. as empresas líderes dos diferentes setores começaram a perceber que a transformação digital se faz em escala. Agora existe um focus muito maior no sentido de aplicar as tecnologias necessárias para endereçar as necessidades do trabalho no futuro, do envolvimento do cliente, da inteligência do negócio, das operações e da liderança que assegure uma inevitável mudança cultural. Tal como tem vindo a mostrar nos últimos três anos o nosso estudo, feito com mais de 6000 organizações, surgem dois grupos distintos. As organizações que trabalham no sentido de dar vida ao conceito digital à escala, aproveitaram o plano da IDC para determinarem, digitalmente: • Uma estratégia única. Todas as organizações digitalmente orientadas trabalham de acordo com uma única estratégia plurianual, em vez de tentar coordenar várias estratégias digitais enraizadas nas várias linhas de negócios e áreas funcionais. • Determinação para fazer as mudanças organizacionais e culturais necessárias. As organizações determinadas digitalmente têm duas vezes mais hipóteses de incorporar o digital em toda a sua estrutura, em vez de optarem por criar um pequeno grupo digital nuclear. • Um investimento de longo prazo, baseado na ideia de que o digital é um valor seguro para o negócio. As organizações viradas para o digital têm maior facilidade em financiar a sua transformação digital através de capitais de longo termo em oposição a mecanismos de financiamento de curto prazo. • Uma plataforma digital única capaz de escalar inovações tecnológicas. As organizações viradas para o digital estão mais focadas em escalar operações digitalmente e, consequentemente, trabalham no sentido de terem uma plataforma digital única. Adicionalmente, as empresas estão a implementar tecnologias digitais e funcionalidades neste campo, pensadas para serem relevantes e resilientes ao mesmo tempo que avaliam e gerem os riscos a elas relativos.

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