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Directório Global das TIC | Empresas e Profissionais | 2018/2019

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34 | OPINIÃO DIRETÓRIO

34 | OPINIÃO DIRETÓRIO DAS TIC | 35 alterações, existem algumas lições que começam a ficar claras e que as organizações devem compreender. Em primeiros lugar, é importante compreender que são os dados que constituem a vantagem competitiva, são eles que são o factor diferenciador nesta corrida. Os gigantes tecnológicos disponibilizam plataformas avançadas de machine learning (e.g. Tensoflow) e formação gratuita, a cloud proporciona poder computacional a preços mais baixos de que nunca. No entanto, no que respeita aos dados estas empresas são bastante mais cuidadosas e ciosas dos seus recursos. É certo que o hardware, o software e as competências são necessários neste percurso, mas os dados são indispensáveis, são eles que se encontram protegidos pelas leis de propriedade. Em segundo lugar, é importante compreender que existe um “efeito de rede dos dados”. Um ciclo virtuoso, onde mais clientes conduzem a mais dados, que por sua vez viabilizam algoritmos mais inteligentes, que permitem a criação de produtos mais relevantes e adaptados às necessidades dos clientes, aumentando assim o número de clientes, e consequentemente, a quantidade de dados, etc. É por isso que é imprescindível abordar a captura de dados com uma perspectiva estratégica. No futuro isso significará, em muitas circunstâncias, investir, ou seja, oferecer serviços/produtos aos clientes para poder ter acesso aos seus dados. Em terceiro lugar, é importante compreender que muitos dos produtos informacionais monetizáveis só serão possíveis através de aquisições ou do estabelecimento de parcerias. Assim, assistiremos a novas formas de verticalização promovidas pela monetização dos dados. Exemplos disso são a aquisição de empresas de CONTUDO, E AINDA QUE ESTAS PRÁTICAS NÃO ESTEJAM ADQUIRIDAS NA SUA PLENITUDE, A MONETIZAÇÃO DOS DADOS FARÁ PARTE DE TODA A REALIDADE EMPRESARIAL NOS PRÓXIMOS ANOS. “music intelligence” por parte das grandes empresas de streaming de música (e.g. a aquisição da Echo Nest pelo Spotify), ou a aquisição da Climate Corporation, uma plataforma de data analytics para a agricultura, pela gigante da agricultura Monsanto. Estas aquisições visam a melhoria dos serviços já prestados, mas também o desenvolvimento de novos negócios e a rentabilização do património informacional. Os desafios da monetização dos dados são complexos e colocarão muitas indústrias e empresas sob pressão. Contudo, e ainda que estas práticas não estejam adquiridas na sua plenitude, a monetização dos dados fará parte de toda a realidade empresarial nos próximos anos. Sendo por isso indispensável ter uma atitude proactiva, aberta e diligente. As organizações capazes de consistentemente mobilizar os dados para alavancar o seu crescimento terão uma vantagem competitiva significativa e duradoura, passível de alterar o ecossistema de qualquer indústria. FERNANDO BAÇÃO | PROFESSOR ASSOCIADO E SUBDIRECTOR, NOVA IMS Fernando Bação é Professor Associado e Subdirector da NOVA IMS, Universidade NOVA de Lisboa. Doutorado em Gestão de Informação, foi Professor Convidado na Universidade de Muenster na Alemanha e no Instituto Nacional de Pesquisa Espacial no Brasil. A pesquisa que desenvolve incide sobre o papel dos sistemas de informação no apoio à decisão e na aplicação de métodos analíticos na extracção de conhecimento em grandes base de dados, por forma a melhorar os processos decisionais.

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