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Directório Global das TIC | Empresas e Profissionais | 2018/2019

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16 | OPINIÃO DIRETÓRIO

16 | OPINIÃO DIRETÓRIO DAS TIC | 17 As principais conclusões deste trabalho serão apresentadas no 28º Digital Business Congress, que manterá como tema de fundo “A Economia e Cidadania Digitais”, o tema definido para o atual mandato da APDC. Pretende-se fazer um ponto de situação da adoção da tecnologia na transformação digital, através da análise das tendências e de vários case-studies de aplicação real em empresas ou projetos. Assim como analisar alguns temas transversais aos vários sectores, como a Ciberseguranca; Outsourcing e Nearshoring; as Cidades e Territórios Digitais; o Empreendedorismo Digital; as Qualificações Digitais; e a Inovação Social. O nosso Congresso assume cada vez mais um papel agregador e dinamizador da discussão pública sobre os temas que se colocam hoje aos decisores. Através dele, a APDC e os seus Associados Institucionais pretendem contribuir para o avanço do processo da transformação digital. Uma das áreas com enorme impacto é, sem dúvida, o das qualificações. A natureza do trabalho está a mudar muito com a transformação para o digital e de forma muito rápida, prevendo-se nos próximos anos uma destruição maciça de postos de trabalho. Em paralelo, estão a ser criados novos postos de trabalho para esta nova economia digital, mas em áreas completamente distintas e para pessoas muito mais qualificadas e especializadas. É por isso que há que ter um grande sentido de urgência na qualificação para o digital. Hoje, é preciso estudar mais e sempre, de forma a acompanhar o ritmo da mudança e as alterações sucessivas no mercado de trabalho. Num mundo globalizado, onde a hiperespecialização impera, todos temos que ter um leque de competências abrangente, tanto em termos comportamentais como técnicos. Iniciativas públicas como o INCoDe.2030, onde a APDC colabora, são essenciais para qualificar e promover a inclusão digital de todos, de forma a garantir a igualdade de oportunidades. Em linha, aliás com a estratégia da Comissão Europeia, que em junho último propôs a criação do 1º programa Europa Digital, com um investimento de 9,2 mil milhões de euros, para que o próximo orçamento da UE a longo prazo (2021-2027) possa dar resposta aos desafios crescentes do setor digital. Supercomputadores, inteligência artificial, cibersegurança e confiança e competências digitais são as áreas de investimento. O objetivo é, depois de criado um quadro regulamentar adaptado à era digital, garantir investimentos para promover a competitividade da UE a nível internacional e desenvolver e reforçar as capacidades digitais estratégicas da Europa. QUALIFICAR E DAR CONDIÇÕES É ESSENCIAL Bruxelas pretende garantir uma transformação digital bem-sucedida na Europa, investindo na criação de capacidades digitais essenciais a nível estratégico. Neste processo, o setor das tecnologias de informação, comunicação e media assume-se como uma alavanca fundamental, um ativo crítico para o crescimento da economia. Mas para que seja um motor de crescimento, emprego e inovação, terão que ser asseguradas condições para isso, em termos de previsibilidade legislativa, regulatória e fiscal. Portugal está a ganhar velocidade e estamos ainda no início do processo. Para que o nosso país se possa perfilar como um protagonista da revolução digital e das suas rápidas transformações e garantir um crescimento sustentado, é preciso fazer mais. As bases já estão construídas: temos empresas e empreendedores que são uma alavanca fundamental de mudança, temos um sistema nacional de inovação que está a reforçar-se como nunca, temos um sistema científico e tecnológico que se destaca, multiplicam-se as startups cada vez mais inovadoras, há mais incubadoras, aceleradoras e outras instituições que apoiam o ecossistema empreendedor… Hoje, o país é reconhecido internacionalmente, como prova o facto dos múltiplos hubs de inovação que se estão a instalar no mercado nacional. Agora, há que saber criar as condições para conseguir atrair mais investidores para o nosso ecossistema, de reforçar a ligação entre grandes empresas e as startups inovadoras e de saber aproveitar os incentivos que já existem, assim como criar novos. E que ninguém tenha dúvidas: este será um processo sempre em construção, que terá obrigatoriamente que nos envolver a todos. O MUNDO NA ERA DIGITAL SERÁ MUITO DIFERENTE. AS MUDANÇAS JÁ SÃO VISÍVEIS, MAS MUITO ESTÁ AINDA POR ACONTECER, NESTA NOVA ORDEM MUNDIAL QUE EMERGE DE FORMA CADA VEZ MAIS RÁPIDA ROGÉRIO CARAPUÇA | PRESIDENTE, APDC É Presidente da APDC desde Janeiro de 2013, tendo iniciado o segundo mandato de três anos à frente da Associação a 4 de Abril de 2016. Teve um percurso profissional desde sempre ligado às Tecnologias de Informação e Comunicação. Foi assistente e professor do IST entre 1981 e 1994. Na Novabase, foi administrador desde 1994, Presidente do Conselho de Administração entre 1998 e 2015, tendo entre 1998 e 2009 acumulado funções de Presidente do CA e CEO. Até recentemente, foi administrador de várias empresas do mesmo grupo. Licenciado em Engenharia Eletrotécnica, tem um Mestrado e um Doutoramento em Engenharia Eletrotécnica e Computadores pelo IST. Desenvolveu ainda a atividade de investigador do INESC (1984/94), onde foi responsável pelo Grupo de Sistemas de Informação. Foi Membro do Conselho de Faculdade da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, e é Membro do “Management Committee” do Programa CMU/ Portugal, Membro da Ordem dos Engenheiros, da Academia de Engenharia e do Instituto Português de Corporate Governance. Foi condecorado pelo Presidente da República, Jorge Sampaio, com a Grande Oficial da Ordem do Mérito Agrícola, Comercial e Industrial, na classe de mérito Industrial, em Fevereiro de 2006.

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