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Directório Global das TIC | Empresas e Profissionais | 2015/2016

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46 | PUBLIREPORTAGEm

46 | PUBLIREPORTAGEm diretório global das tic | 47 Em 2020, a oportunidade na capacidade analítica rondará os 6 biliões de euros entrevista a sofia tenreiro, diretora geral da cisco portugal Sofia Tenreiro Diretora Geral da Cisco Portugal Negócios, cidades e países são cada vez mais digitais. Qual a sua opinião sobre a evolução da transformação digital? A digitização, impulsionada pela interligação de pessoas, processos, dados e objetos, deverá atingir o significativo valor de 50.000 milhões de conexões em 2020. Esta tendência digital está já a transformar tudo, desde o modelo de produção até à forma como vivemos, trabalhamos, aprendemos e passamos o nosso tempo livre. Em 2020, a grande maioria das empresas será já digital ou estará nesse processo, utilizando a informação resultante das interligações para reduzir custos e otimizar as suas operações. Porém, tal como pudemos comprovar por um estudo conjunto da Cisco e do International Institute of Management Development (IMD) de Lausanne (Suiça), nem todas as organizações terão sucesso: a transformação digital eliminará quatro em cada 10 empresas nos próximos cinco anos. Apenas aquelas que forem capazes de se reinventar terão sucesso. A Cisco pode ajudar as organizações porque “vê” mais do que a concorrência. A Cloud foi uma das tecnologias mais disruptivas dos últimos anos. Qual é o estado atual de adoção? Segundo um estudo recente da Cisco e da IDC, a Cloud está a entrar numa segunda vaga de adoção, na qual as organizações não se concentram apenas na redução de custos e no cumprimento dos Acordos de Nível de Serviço, mas sobretudo na Cloud como plataforma chave de crescimento e inovação. Desta forma, 54% dos inquiridos esperam que a Cloud os ajude a atribuir o orçamento de TI de uma forma mais estratégica nos próximos dois anos, ao passo que outros 53% acreditam que conseguirão aumentar as suas receitas. Porém, apenas 25% das organizações alcançaram um certo nível de maturidade e apenas uma em cada 100 tem uma estratégia otimizada. Nós, enquanto fornecedores, devemos ajudar na adoção de estratégias maduras e a atribuição de volumes de trabalho corretos aos recursos adequados, já que estamos perante um mundo de múltiplas Clouds interligadas. Na Cisco, a estratégia passa precisamente por aí: com a Intercloud estamos a construir,em conjunto com os nossos parceiros, a maior rede de ambientes Cloud interligados. Além disso, pretendemos criar o mercado de soluções e serviços Cloud híbridos mais completo e simples na hora de consumir ditos produtos e serviços. A Intercloud já conta com 65 fornecedores Cloud com mais de 350 data centers situados em 50 países. Além de apostar na Cloud, as organizações devem mudar o seu modelo de TI para fomentar a inovação? Sim. É necessário um novo modelo operativo das TI – que na Cisco denominamos Fast IT – e que consiste num passo fundamental para acelerar a digitalização das organizações na nova era da Internet of Everything. Estimamos que esta adoção permitirá reduzir a complexidade e os custos tecnológicos até 25%, dando assim a oportunidade de dedicar mais fundos à inovação (cerca de 80% do orçamento das TI continua a destinar-se a manutenção). Isto é conseguido através da unificação dos componentes do Data Center e da sua gestão – onde a Cisco disponibiliza soluções inovadoras como a Cisco UCS e a Cisco ACI –, acelerando a distribuição de serviços inteligentes (Intercloud), otimizando processos através de analítica de dados e reforçando a segurança. E a analítica de dados, que importância representa na oportunidade resultante da Internet of Things? A chave da IoT é precisamente a capacidade de tirar partido da informação proveniente das interligações e aproveitá-la para tomar melhores decisões e otimizar processos. Para isso, são necessárias ferramentas analíticas de Big Data capazes de gerir grandes volumes de dados, que alcançam o seu maior potencial quando se baseiam numa rede inteligente que permite processar a informação em tempo real no extremo da rede (Fog Computing). Isto é especialmente importante em aplicações industriais da IoT, como utilities e automatização de transporte. A Cisco prevê que, em 2020, 40% dos dados resultem de sensores e que a capacidade analítica rondará os 6 biliões de euros, dos 14,5 biliões de valor em jogo até 2023. O que precisam as organizações para tirar total partido do valor da IoT? As organizações devem adotar redes inteligentes e uma infraestrutura flexível e escalável para implementar as suas aplicações, desde a Cloud até ao extremo da rede. Devem combiná-las com capacidade analítica para extrair o valor de negócio, conseguir convergência dos ambientes de TI e OT (Operation Tecnology, ou seja, sistemas de controlo e gestão) e integrar a segurança em todos os processos. A Cisco responde a estes desafios (dados processados, convergência entre TI e OT, infraestrutura flexível, escalável, inovadora e segurança ubíqua) com a plataforma IoT System. Esta permite gerir todos os dispositivos conectados com os requisitos correspondentes de banda larga e baixa latência, blindar os ativos físicos e digitais, obter valor de negócio através de analítica de dados e inovar criando e implementando aplicações IoT desde a Cloud até ao extremo da rede. Perante tanta troca de informação, como fica a segurança? Estamos suficientemente protegidos contra o cibercrime? Não. A evolução em direção à Internet of Everything e a transformação digital estão a gerar novos vetores de ataque e novas oportunidades de lucro para os cibercriminosos. As organizações enfrentam assim três grandes desafios: frentes de ataque maiores, mais sofisticação e proliferação de ameaças, bem como maior complexidade das soluções. O mercado do cibercrime supera já os 450.000 milhões de dólares e as ameaças têm vindo a sofisticar-se até se tornarem quase imparáveis. Exemplo disto são os novos exploit kits como o Angler, que atingem 40% de sucesso. E o que devem fazer as empresas para se proteger? O principal é entender que enfrentamos um problema grande, que não existe proteção a 100% e que, por isso, não é um problema estritamente tecnológico. Estar bem protegido requer dedicação de recursos profissionais de forma continuada. O principal conselho é deixar a segurança nas mãos de profissionais (com recursos internos ou externos ao serviços), já que se deve adotar um novo modelo de segurança, mais simples e escalável em toda a rede (desde a Cloud até aos terminais), capaz de proporcionar: • Maior visibilidade das ameaças; • Proteção antes, durante e depois do ataque através da análise contínua e aplicando inteligência global em tempo real; • Integração e simplicidade, reduzindo a complexidade gerada pela adoção de múltiplas soluções pontuais; A Cisco pode ajudar as organizações porque “vê” mais do que a concorrência. Isto permite-nos, por exemplo, bloquear malware avançado numa média de 46 horas ao mesmo tempo que a indústria se situa entre os 100 e os 200 dias, algo que é inaceitável. Falemos de smart cities: no futuro, todas as cidades serão inteligentes? Não sabemos. Mas torna-se cada vez mais claro que não tirar partido das vantagens que as tecnologias proporcionam já não faz sentido e equivale a perder uma oportunidade importantíssima de poupança. De acordo com a ONU, 60 milhões de pessoas mudam-se para núcleos urbanos todos os anos, de forma que em 2015, mais de 60% da população mundial viverá em cidades, consumindo cerca de três quartos dos recursos mundiais. Neste complexo cenário de sobrepovoamento, as TIC, a gestão eficiente de recursos e a necessidade de impulsionar novos modelos de crescimento serão essenciais para poder garantir a transformação urbana e a sustentabilidade económica, social e meio-ambiental. E que trabalho está a ser desenvolvido pela Cisco nesta área? Através da sua oferta de Smart+Connected Communities (S+CC), a Cisco apresenta uma vasta experiência na transformação das cidades e dos núcleos urbanos em comunidades inteligentes conectadas, participando com os seus parceiros em mais de 60 projetos a nível global, incluindo Barcelona e Rio de Janeiro, entre outros. Embora cada projeto tenha as suas particularidades, todos eles resultam da colaboração entre as cidades, administrações e parceiros. Desta forma, sistemas e serviços antes distantes – como a saúde, a educação, os transportes, a segurança, a energia e a água – estão agora interligados e geridos através de uma plataforma aberta e integradora, baseada em redes IP. A par das nossas soluções, trabalhamos proactivamente na inovação, através dos Cisco IoE Innovation Centers, plataformas onde juntamos startups, programadores, investigadores, parceiros, ventures, Governo e universidades na criação de tecnologia disruptiva e inovadora para a IoE. Os centros ajudam a explorar a inovação local e global com as tecnologias Cisco e as soluções Smart+Connected, além de permitirem o rapid prototyping de soluções em áreas verticais de interesse. Por fim: é verdade que existe um défice de profissionais no sector das TI? De acordo com a Comissão Europeia, apesar de a Europa ter 24 milhões de desempregados (7,4 milhões dos quais pertencem ao sector das TI), atualmente há mais de 900.000 vagas por fechar em TIC. Em conjunto com a indústria, a Cisco tem vindo a oferecer pacotes de formação e currículos educativos que respondem às atuais e futuras necessidades em redes e smart grid. Isto é feito através do programa NetAcad, do qual é exemplo a recente assinatura de acordo com o IEFP em Portugal. As Academias Cisco são uma iniciativa de Responsabilidade Social Corporativa, através da qual a Cisco cede gratuitamente conteúdos e todo o programa de formação. Desde a sua formação, as NetAcad já contribuíram com mais de 492 milhões de euros em formação de professores, elaboração de currículos e melhoria de infraestruturas, estando 3.673 academias ativas. A Cisco já formou na UE mais de 1,2 milhões de estudantes, dos quais 132.400 são mulheres. Sofia Tenreiro Diretora Geral da Cisco Portugal Sofia Tenreiro é General Manager da Cisco Portugal desde Janeiro de 2015. Formada em Gestão e Administração de Empresas pela Universidade Católica, conta com 10 anos de experiência na área de tecnologia de informação, onde desempenhou funções de marketing e sales. O seu percurso é bastante amplo e diversificado, tendo começado a sua carreira na Procter & Gamble e passado por empresas de diversos sectores, como a L’Oréal Espanha, Jornal Público, Optimus e a Microsoft, onde liderou a estratégia e execução de negócio do segmento de consumo.

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