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Directório Global das TIC | Empresas e Profissionais | 2015/2016

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28 | Opinião diretório

28 | Opinião diretório global das tic | 29 A IoT permite a ligação entre os mundos real e virtual, criando um novo ambiente “smart”. A Comissão Europeia reconhece a Internet of Things como sendo o maior e mais disruptivo acontecimento, económico e social, possibilitado pela Internet, em que cada objeto físico ou virtual pode interagir com outros objetos através da Internet, criando uma rede entre coisas ou entre humanos e coisas. A IoT permite a ligação entre os mundos real e virtual, criando um novo ambiente “smart,” em que sensores e modelos matemáticos de análise de dados se conjugam, para proporcionar maior qualidade de vida e segurança aos cidadãos e maior eficiência às organizações. Cidades Analíticas ou Smart Cities Por definição numa Smart City todas as infra-estruturas críticas são monitorizadas e a informação é disponibilizada, ao cidadão, de forma integrada: o estado dos acessos (ruas, pontes e túneis), comunicações, meios de transporte, recursos naturais (água e energia) e meios de emergência, de modo a permitir um melhor planeamento e reutilização desses recursos bem como o desencadear de acções de carácter preventivo e a maximização da qualidade dos serviços a prestar ao cidadão. Estando assegurada a disponibilização, automática e em tempo real, da informação, a resposta a soluções de emergência, catástrofes naturais ou situações resultantes da atividade humana, torna-se mais adequada e suportada pelos modelos de previsão que permitem sugerir as melhores alternativas de resolução. As oportunidades de optimização dos recursos disponíveis e de melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, ao nível da Smart City, são quase inesgotáveis. Em todas elas, as telecomunicações são indispensáveis: • Informação ao Cidadão residente e ao Turista: • Através de portais acessíveis por smartphones e painéis informativos, com o directório das cidades, instalados em locais estratégicos. • Cuidados de Saúde — Soluções de m-Health, Welness e Ageing Well: • Para localização e prestação de auxílio; • Para doentes em regime ambulatório; • Para melhoria da qualidade de vida do Cidadão; • Para combater a exclusão social. • Edifícios Inteligentes: • Instalação de sensores para medir e ajustar as condições ambientais de luz, temperatura e qualidade do ar que, simultaneamente, optimizem os consumos energéticos. • Smart Home: • Dotar as residências de ferramentas que permitam assegurar a utilização equilibrada dos consumos energéticos tendo em conta as flutuações diárias do preço da energia e atenuando os picos de consumo verificados em determinados períodos. • Iluminação Pública: • Adequação do esforço de iluminação em função da presença de pessoas e utilização de tecnologias de baixo consumo, com recurso a controlo remoto de gestão. • Mobilidade Smart: • Informação, em tempo real, dos diferentes meios de transporte público existentes (intermodal) para que o cidadão consiga identificar as alternativas, em cada momento, e em cada local. • Divulgação dos lugares de parqueamento disponíveis, meios de pagamento e controlo da atividade. • Informação actualizada do tráfego automóvel e alternativas recomendadas. • Disponibilização de sistemas partilhados de transporte: car e byke sharing. • Comunicação entre viaturas (V2V) ou entre veículo e Infra-estrutura (V2I), para apoio à condução automóvel assistida. • Gestão da sinalização semafórica. • Soluções de Segurança: • Pessoas e bens. • Sistemas de Gestão de Água: • Detecção de fugas e tele-controlo. • Sistemas inteligentes de rega. • Sistemas de telemetria: • Contabilização de consumos de electricidade, gás e água. • Sistemas de detecção dos níveis de poluição: • Sonora, do ar, da água e do subsolo. • Tratamento e recolha de resíduos sólidos urbanos. Riscos e outras considerações O rápido desenvolvimento de sensores, a redução drástica do seu custo, e o surgimento de diferentes tecnologias de transmissão, em especial as comunicações wireless que uma vez combinadas criam as denominadas mesh networks, escondem dificuldades passíveis de comprometer projectos desta natureza. Com efeito, à semelhança do que se verifica com as telecomunicações em geral, estão presentes aspectos relacionados com a segurança, a protecção dos dados e a resiliência da rede, face a eventuais interferências, em especial às exercidas de forma deliberada. Nem todas as tecnologias utilizadas prevêem o encriptamento dos dados ou operam em frequências reguladas, pelo que poderão não estar asseguradas a integridade dos dados ou a eventual interferência com outros equipamentos que possam vir a coexistir nas proximidades. Com igual pertinência poderão colocar-se questões de privacidade. O grande volume e variedade de dados recolhidos, ainda que cada sensor possa enviar pequenas quantidades de informação por comunicação, podem comprometer o armazenamento e o tratamento analítico para a tomada de decisão. Para além dos enunciados são ainda de ter em consideração os seguintes aspectos: • Governance: ao longo do ciclo de vida da informação; • Gestão: competências internas necessárias, dado o volume de dados, variedade, velocidade e veracidade; • Arquitectura: infra-estrutura de IT de modo a não comprometer os objectivos estratégicos do projecto; • Capacidade de análise da informação: tendo em conta que muita informação recolhida não é estruturada. Perspectiva da Vodafone enquanto operador de telecomunicações A Vodafone defende que o processo de transformação dos meios urbanos em Smart Cities não é necessariamente disruptivo. Ao contrário, ele resulta de um conjunto de decisões orientadas segundo uma estratégia de médio prazo, mas que permita ao Cidadão aperceber-se, no imediato, das vantagens em aderir, voluntariamente, a este processo de mudança. Enquanto operador Mundial de telecomunicações, a Vodafone tem vindo a participar activamente nos fóruns da especialidade e tem tomado parte e em diversas iniciativas que visam a criação de provas de conceito, juntamente com os diferentes players envolvidos. Este é um processo que obedece a uma dinâmica de colaboração que deve juntar o Governo e as Autarquias, as Universidades enquanto polos de investigação e de inovação, a indústria, com especial referência aos Parceiros tecnológicos com quem a Vodafone vem testando soluções nos diferentes sectores verticais de mercado e, também, o Cidadão para quem são dirigidos estes esforços e cujo feedback nos ajuda a orientar o foco para as necessidades mais urgentes e de maior valor. Em Portugal, a Vodafone está disponível para acrescentar o seu contributo, quer através da sua rede e plataformas de gestão de comunicações, desenvolvidas especialmente para a comunicação entre “Things” que gerem, presentemente, várias dezenas de milhões de equipamentos e sensores, quer juntando-se aos Parceiros, detentores de conhecimento nas mais variadas áreas de atividade para apresentar soluções integradas. Esse esforço acabou recentemente de ser reconhecido pela Gartner que voltou a colocar a Vodafone em primeiro lugar no Magic Quadrant relativo a Gestão de Serviços M2M. Visão da Vodafone para o M2M João Mendes Dias Administrador da Unidade de Negócios Empresas “The idea of data creating business value is not new, however, the effective use of data is becoming the basis of competition.” 2014 EYGM Limited 2014 Responsável pela Unidade de Negócios Empresas desde Setembro de 2009. Na Vodafone desde 1996, dirigiu diversas outras áreas de Marketing e Vendas: Marca e CRM, Unidade de Negócios Particulares e Marketing de Produtos. Anteriormente desempenhou funções em empresas como Abrantina, EDP, Marconi e Motorola, e foi docente universitário. Licenciado em Engenharia Electrotécnica e de Computadores pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa.

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