Digital Union - Conetividade

  • Cece
  • Reper
  • Eletrónicas
  • Comunicações
  • Europeu
  • Jurídico
  • Wwwapdcpt
  • Conetividade
  • Cobertura
  • Apdc
  • Termos
  • Investimento
  • Mercado
  • Operadores
  • Redes
  • Capacidade
  • Conectividade
  • Digital

APDC | VDA: DIGITAL

APDC | VDA: DIGITAL UNION - CONECTIVIDADE Ricardo Castanheira Digital & Telecom Counselor, REPER “Um dos grandes objetivos da UE é afirmar a sua soberania estratégica do ponto de vista digital, como a região mais conectada do mundo. Há muito que fazer em todas as áreas da conetividade. Na presidência portuguesa, foi apresentado o documento estratégico da Década Digital 2030, tendo a conetividade uma parcela importante, associado ao ponto cardeal das infraestruturas. Estamos a partir bastante mais atrás do que era desejável” “Na Europa, andamos a gerar redundâncias permanentemente, porque desenvolvemos soluções em muitos países e não ganhamos escala. Quando esta é a única forma de sermos competitivos com os EUA e China, em particular” “O que está por detrás deste novo bundle de programas de financiamento é ter projetos supranacionais. Daqui para a frente, é preciso construir sinergias e gerar parcerias que vão muito além da capelinha portuguesa e ultrapassam as fronteiras nacionais” Pedro Mota Soares Secretário-Geral, Apritel “Portugal tem um setor das comunicações que é exemplar quando comparados com outros países europeus. Está neste momento na liderança da cobertura de redes de muito alto débito. Isso só foi possível graças a muito investimento, totalmente privado, feito pelos operadores” “Durante a pandemia, a capacidade instalada das nossas redes aguentou os aumentos de tráfego avassaladores. Não estou a dizer que não há coisas ainda por fazer. Certamente que há que continuar a trabalhar na cobertura e na qualidade das redes, que é contínuo e faz sentido” “Até aqui, o país tinha um sistema que permitiu sempre que houvesse uma programação do investimento, porque havia um quadro de equilíbrio entre todas as partes. O tema das fidelizações permite que todos possam ganhar, é uma solução win-win: para os consumidores, para os operadores, que podem programar os seus investimentos, mas acima de tudo, ganha o país, na capacidade e qualidade das redes, que são absolutamente essenciais para os desafios que temos”

9 supranacionais está por detrás este novo bundle de programas de financiamento, deixa a mensagem de que a partir de agora “é preciso construir parcerias e gerar sinergias que vão além da capelinha portuguesa e ultrapassem as fronteiras nacionais. É uma responsabilidade de todos criar condições para que as empresas tenham condições para gerar estas sinergias, porque é a única forma de serem financiadas”. Mas como é que os operadores nacionais olham para a realidade atual e para o pacote que está em debate na AR? Pedro Mota Soares, secretário-geral da Apritel, começa por destacar que “o setor das comunicações nacional é exemplar, quando comparado com a UE”, quer em termos de cobertura quer de qualidade das redes. Uma realidade que só foi possível “graças ao investimento totalmente privado feito pelos operadores”. Entre 2015 e 2019, o gestor estima que o investimento realizado pelos operadores nacionais tenha sido de 5,2 mil milhões de euros, dotando o país “de uma capacidade de redes com cobertura muito extensa, uma forte resiliência e grande qualidade”, comprovadas pela situação pandémica. O que “não quer dizer que não haja coisas para fazer, em termos de aumento da cobertura e qualidade das redes”, para continuar a aumentar o trabalho de cobertura e qualidade das redes. Aqui, defende que fará sentido pensar em alocar investimento público, nomeadamente nas zonas brancas, onde a cobertura é baixa ou inexistente. Reiterando que os consumidores beneficiam de “serviços de elevada qualidade, a preços muito reduzidos, comparando francamente bem na média europeia”, destaca que o país sempre teve um sistema que permitiu a “programação do investimento, porque havia um quadro de equilíbrio entre todas as partes”. É o caso das fidelizações, uma solução que considera ser win-win para consumidores e operadores, assim como para o país, em termos de capacidade e qualidade das redes, “essenciais para os enormes desafios que temos da transição digital e coesão social e geográfica”. Por isso, defende que “é muito importante dar condições e não se mudar um quadro que tem funcionado”, garantindo por exemplo a capacidade dos operadores investirem no leilão de 5G, que “significará também um reforço das redes 4G e implicará uma grande capacidade de investimento”. CONCORRÊNCIA: UM PROCESSO OU UM RESULTADO? Para Álvaro Nascimento, Associate Professor of Banking & Finance da UCP, a concorrência deve ser olhada como um processo e não como um resultado, o que parece estar a ser esquecido no caso nacional. Defendendo que há que encontrar nas comunicações uma “dinâmica que permita liberdade de escolha e igualdade de oportunidades”, diz que no “quadro jurídico e institucional que está a ser montado, o regulador está mais focado no resultado que no processo, com a construção de um mercado concorrencial que não existe na prática”. “O diabo está nos detalhes. Há todo um foco excessivo num resultado e não numa dinâmica concorrencial que todos sabemos que existe”, acrescenta. Mesmo ao nível europeu, “avançouse imenso num quadro de comunicações europeu muito mais livre, mas continua tudo muito

REVISTA COMUNICAÇÕES

UPDATE

© APDC. Todos os direitos reservados. Contactos - Tel: 213 129 670 | Email: geral@apdc.pt