EM DESTAQUE S SECURITY AS STRATEGY: DEFENDING EUROPE’S DIGITAL SPACE Um Estado que não aplica regras no ciberespaço compromete a sua soberania, considera Lino Santos. E se Luís Bernardino destacou o salto regulatório europeu, Nuno Medeiros apontou a distância entre maturidade regulatória e execução, com fortes assimetrias entre setores. É que, alertou Luís Lobo, muitas organizações ainda não sabem identificar os ativos críticos que devem proteger. S BEYOND REGULATION: SECURING EUROPEAN COMPETITIVENESS IN THE AI ERA Para Laura Bononcini, a Europa precisa de garantir que a regulação protege direitos. Mas sem bloquear o acesso à inovação, sobretudo na era da IA. O QUE QUE TEM DE MUDAR PARA: AS ORGANIZAÇÕES A tecnologia deixou de ser tema funcional. Soberania, IA, dados, cibersegurança, infraestrutura e talento passam a fazer parte da estratégia core das empresas, da competitividade e gestão de risco. A prioridade deslocou-se para as arquiteturas abertas, interoperáveis e resilientes. Áreas como cloud, dados, IA, legacy systems, integração aplicacional e escalabilidade passam a determinar a velocidade de transformação. A cibersegurança deixou de ser uma função defensiva. É agora um elemento estratégico. Proteção de ativos críticos, resiliência operacional, resposta a incidentes, cadeia de fornecimento e IA são, cada vez mais, uma superfície de ataque. E tornaram-se prioridades. OS REGULADORES A regulação terá de ser mais clara, interoperável e previsível, evitando duplicações e custos de compliance que reduzam a capacidade competitiva. O desafio é saber como equilibrar proteção com inovação e investimento. O ESTADO A digitalização do Estado exige simplificação prévia, interoperabilidade, execução continuada e foco na experiência do utilizador: cidadão e empresa. A IA pode acelerar serviços, mas não substitui responsabilidade, transparência e inclusão. AS STARTUPS Há múltiplas oportunidades em áreas como a IA, cibersegurança, govtech, deep tech, dados, saúde, energia, fintech, tokenização e infraestruturas digitais. Mas a escala do empreendedorismo e da inovação depende da existência de capital, acesso ao mercado, contratação pública, ligação a universidades e menor fragmentação europeia. S PHYSICAL AI: TAKING HUMAN-ROBOT COLLABORATION TO THE NEXT LEVEL A IA física marca a passagem da IA do ecrã para o mundo real. O que traz, segundo Rodrigo Maia, novos desafios de segurança, escala, resiliência e confiança. 38 | APDC | REVISTA COMUNICAÇÕES | JUNHO 2026
W ORCHESTRATING THE CONNECTION BETWEEN PUBLIC SERVICES AND CITIZENS: HUMANS, AI AND REAL EXECUTION Pedro Gomes usou um caso para demonstrar que a digitalização do Estado só cumpre a sua promessa quando melhora a experiência e transforma visão em execução. T XXXXXX Ipticer publinatus vicaell estrum de adhuidetil hebatic ienteri onsunte, que nonsulicae quonscerfec vissum averi, Catu in tes? Oltum nonsupiorum etessulto ta, fuid C. Huiurendactu S PORTUGAL’S ROLE IN THE EUROPEAN DIGITAL STRATEGY — THE EXPERIENCE OF PORTUGAL’S TECH UNICORNS Portugal pode gerar empresas tecnológicas globais quando combina talento, ambição internacional, execução e capacidade de resolver problemas reais, como demonstraram Diogo Guerra e Filipe Lima. E a dimensão do país obriga os projetos a nascerem virados para o mundo, diz Miguel Aguiar. globais e cultura empreendedora em crescimento. Mas o salto para escala exige um financiamento mais robusto, menor fragmentação europeia, regimes mais simples para startups, ligação entre investigação e mercado e capacidade de manter centros de decisão em Portugal. A IA surgiu também como uma oportunidade e um fator de pressão. Nas empresas, o desafio é passar de experiências e pilotos para a escala e retorno. Na Administração Pública, pode acelerar serviços, gerir informação dispersa e melhorar a relação com cidadãos e empresas, desde que seja usada com responsabilidade, transparência e supervisão humana. Na indústria, a IA física aponta para uma nova geração de sistemas autónomos, robótica, gémeos digitais, operações remotas e colaboração homem- -máquina. Portugal poderá ter um papel neste ecossistema, se conseguir ligar indústria, academia, laboratórios e empresas tecnológicas. A dimensão democrática do digital esteve também presente, através do Estado da Nação dos Media. Carla Martins, da ERC, trouxe para o palco a preocupação com a desinformação, a literacia mediática e a necessidade de equilibrar liberdade, responsabilidade e sustentabilidade do ecossistema informativo. Num contexto em que plataformas globais, IA generativa e deepfakes alteram a produção, circulação e validação da informação, a regulação dos media passou a ser também uma discussão sobre cidadania digital e qualidade democrática. Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas, enquadrou a conectividade como fator de competitividade, num momento em que as redes, energia, mobilidade e infraestruturas digitais se cruzam cada vez mais. E o Estado da Nação das Comunicações, a sessão final do Congresso, evidenciou a discordância dos players com o regulador. A líder da ANACOM, Sandra Maximiano, descreveu o mercado como robusto, competitivo e capaz de investir. Mas os operadores contestaram essa leitura, apontando para a queda de receitas, pressão sobre as margens, JUNHO 2026 | REVISTA COMUNICAÇÕES | APDC | 39
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