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COMUNICACOES 257 - RICARDO CONDE - PENSAR PORTUGAL À ESCALA DO ESPAÇO

A ABRIR CITAÇÕES

A ABRIR CITAÇÕES “Entre algoritmos que amplificam extremos, conteúdos falsos que dão lucro e inteligência artificial, o espaço informativo tornou-se um campo de batalha capaz de moldar eleições e corroer o tecido social da Europa.” MAFALDA GANHÃO Expresso, 31/03/2026 “Preparar as próximas gerações não se resume a ensinar algoritmos ou a analisar balanços. (…) Num mundo em que as máquinas decidem cada vez mais, a vantagem humana não está em competir com elas, mas em reforçar aquilo que nos torna humanos. (…) Precisamos de pessoas capazes de ler um gráfico e um poema, de entender dados e emoções. A tecnologia continuará a avançar. A questão é se a nossa humanidade avança com ela.” ANNA BERGSTRÖM SEGERBER Expresso, 17/03/2026 “O mundo está péssimo, a maravilhosa Europa gripou, a revolução tecnológica que nos invade a vida é fascínio e terror, estamos entre a adrenalina e o medo e o nosso simpático cantinho ‘português suave’ sobrevive, mas não avançou o que convinha, melhorou numas coisas e piorou noutras.” ANGELA SILVA Expresso, 16/03/2026 TELCOS ENTRAM NUMA FASE DE EXECUÇÃO TECNOLÓGICA As telecomunicações estão a entrar numa nova fase, marcada pela maior automatização, integração entre redes terrestres e satélite, adoção acelerada de IA e foco reforçado na resiliência dos serviços. A conclusão é do Observatório Tecnológico da unidade de Telco da Minsait, que identifica as principais tendências do setor em 2026. Entre os movimentos estão as redes autónomas, capazes de otimizar recursos, antecipar falhas e reduzir intervenção humana, e a evolução da Telco Cloud, que torna as redes mais flexíveis e escaláveis. O estudo aponta também para o avanço das redes híbridas 5G-satélite, que prometem ampliar cobertura em zonas remotas e reforçar a continuidade de serviço em situações de emergência. A IA assume um papel transversal, desde a gestão de rede e previsão de falhas até à melhoria da experiência do cliente. Já as redes de missão crítica evoluem para modelos 4G/5G, integrando voz, vídeo e dados em plataformas mais seguras e fiáveis para forças de segurança, emergência e infraestruturas estratégicas. A Minsait sublinha ainda a importância da resiliência, num contexto de fenómenos climáticos extremos, ciberataques e dependências críticas. A recomendação passa pela aposta em arquiteturas redundantes, integração entre centros de operações e testes regulares de falha, incluindo simulações com gémeos digitais. O setor, conclui o Observatório, está menos centrado no “hype” e mais na execução concreta de tecnologias mais maduras. NÚMEROS 25 MIL MILHÕES É quanto a Tesla prevê investir este ano, em dólares, na IA e robótica. O valor representa cerca de três vezes mais o que foi gasto em 2025 e sinaliza a aceleração da estratégia de Elon Musk para reposicionar a empresa para além do automóvel elétrico. O investimento deverá financiar o desenvolvimento do Cybercab autónomo, a expansão do robô humanoide Optimus e novas capacidades de condução assistida baseadas em IA. A Tesla junta-se assim ao grupo de empresas que está a canalizar dezenas de milhares de milhões para a próxima vaga tecnológica, onde a inteligência artificial física ganha relevância crescente. 15,4 MIL MILHÕES É o valor do maior investimento de sempre, em euros, da Microsoft na Austrália, a realizar até 2029. Vai reforçar as infraestruturas de IA, cloud e cibersegurança no país. O plano prevê expandir em mais de 140% a capacidade local de computação da Azure, aumentar a rede de centros de dados e formar três milhões de australianos em competências de IA até 2028. O anúncio, feito por Satya Nadella em Sydney, inclui ainda a cooperação com o Governo australiano em ciberdefesa e segurança digital, posicionando o país como um novo polo estratégico de infraestrutura tecnológica na região Ásia-Pacífico. 11,6 MIL MILHÕES É o valor, em dólares, da aquisição da Globalstar pela Amazon, num movimento que reforça a aposta da tecnológica nas infraestruturas de conectividade por satélite. O negócio, que deverá ficar concluído em 2027, visa acelerar o desenvolvimento da rede própria de satélites de órbita baixa da empresa, no âmbito do Project Kuiper. A integração da Globalstar permite à Amazon ganhar escala num mercado dominado por soluções como a Starlink e responder ao aumento da procura por conectividade global, essencial para suportar serviços cloud, aplicações digitais e workloads de inteligência artificial. 14 | APDC | REVISTA COMUNICAÇÕES | JUNHO 2026

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