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COMUNICAÇÕES 244 - Missão: refundar a rede SIRESP

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À CONVERSA - Paulo Viegas Nunes está a refundar a rede SIRESP | EM DESTAQUE – Saiba tudo sobre o EVOLVE, o grande evento de transformação digital | NEGÓCIOS – Um ano depois, veja os impactos do spinoff da IBM e da criação da Kyndryl | MANAGEMENT - Construir uma cultura de empresa ajustada aos novos tempos é o desafio das lideranças | PORTUGAL DIGITAL – Conheça as ambições do Portugal Tech Hub | APDC NEWS – Veja os mais recentes eventos da Associação | ITECH - Bruno Mota é o entrevistado | 5 PERGUNTAS – a Paolo Favaro, líder da Vantage Towers |

em destaque 26 nologia

em destaque 26 nologia para cima das coisas, mas sim transformar as coisas. Por isso, o processo tem de ser medido, para se saber se os objetivos foram efetivamente atingidos”. SABER COMO SE FAZ PARA CRIAR VALOR “Tudo começa com a tecnologia, que não pára de evoluir, a uma velocidade cada vez maior. Não podemos ficar parados, porque as oportunidades tecnológicas acabam por se transformar em ameaças, se não forem acompanhadas. Por isso, convém saber como é que se faz. É esse o objetivo deste evento”, acrescenta o coordenador científico do EVOLVE, para quem “a transformação do negócio tem que ser sempre olhada numa perspetiva de criação de valor”. Mas Paulo Cardoso do Amaral alerta que, ao mudar-se a proposta de valor e a cadeia de valor subsequente, há que transformar a empresa e aquilo que é o seu modelo de negócio. O que implica alterações coordenadas em múltiplas dimensões, pois só assim se garante eficácia e sucesso. “No meio estão as pessoas – clientes, consumidores, colaboradores e parceiros. Não podemos fazer uma transformação digital sem toda a gente estar preparada. E todos sabemos que o mais difícil são sempre as pessoas”, adverte. Na sua perspetiva, não basta ter uma visão e criar uma proposta de valor. “Há que saber se os clientes estão preparados para isso, assim como os parceiros e os colaboradores. De um lado, a cadeia de valor, no meio a transformação do negócio, do outro lado, a preparação das entidades. Por detrás disto tudo, está o clássico trio - pessoas, tecnologia e processos. E não são quaisquer processos, mas sim os que, com aquela tecnologia e aquelas pessoas, criam o valor que queremos, desde que o mercado esteja disponível e preparado para tal”, explica. É com esta perspetiva que entende que as empresas devem olhar para os estudos de caso já no terreno, “uns mais próximos do mercado, com tecnologias mais maduras, outros ainda no início, em processo de aprendizagem”. Têm de perceber em que ponto estão e de que forma podem usar estes exemplos para acelerar os próprios processos de mudança. E não tem dúvidas: “A empresa que tem menos disfunções é aquela que será mais ágil”. Num mundo em transformação e aceleração, Paulo Cardoso do Amaral defende que estamos a entrar na Não podemos fazer uma transformação digital sem toda a gente estar preparada fase dos ecossistemas, com a interligação entre todos os elementos da cadeia de valor. Mas tudo está a ser dominado pelas maiores empresas do mundo, as big tech norte-americanas, vindas de dois grandes blocos tecnológicos: os EUA, seguidos da China. Neste contexto, a separação entre indústrias começa a esbater-se, pelo que as empresas não podem apenas pensar em vantagens competitivas no seu setor. “Se há uma estratégia, tem de se pensar em qual é o equilíbrio que aí vem. Se for apenas dominado por big tech, não vai correr bem para a Europa. Mas não é isso que vai acontecer, porque a regulação terá o seu papel aqui, já que define como queremos viver em sociedade”, acrescenta, salientando a regulação europeia para o digital, que “está a começar a sair”. “Estamos a assistir a leis e regulação europeia que permitem a entrada da tokenização dos ativos, que é o início dos inícios. Já se percebeu o pipeline e onde vai chegar. As tecnologias que estão prontas a entrar e só têm de esperar que o mercado se prepare”, detalha. Perante esta realidade, defende que todas as organizações têm de estar bem alerta, fazer intelligence e perceber quais são as suas capacidades. Mas, para elas se transformarem em vantagem competitiva, há que entender a outra parte da equação: olhar para o mercado, para a regulação e perceber em que medida os recursos e capacidades podem ser aplicados”. Sobretudo porque, na sua perspetiva, “as empresas portuguesas vão a reboque do que acontece lá fora. São as big tech que podem fazer mudanças e não há grandes soluções, a não ser estar bem alerta e perceber, em cada momento, com as capacidades que temos, como é que as podemos ativar. Os cenários têm de ser pensados. Chamo a isto estratégia avançada de ecossistemas. O EVOLVE é uma contribuição sobre o que está a ser feito em Portugal e o que podemos fazer com as nossas empresas”, remata. TALENTO É ESSENCIAL PARA FAZER DIFERENTE O painel de debate sobre “Inovação Made in Portugal” juntou responsáveis de projetos tão diversos como a fintech iCapital, a Infinitive Foundry (que desenvolveu uma plataforma de planta digital 3D, com digital twins e gamificação, para trazer eficiência operacional à indústria) e a Twoosk, um marketplace mundial para o setor de telecomunicações. Os seus responsáveis estão

Ana Sofia Cardoso, TVHost CNN Prime Time e Pedro Santos Guerreiro, Diretor Executivo da CNN Portugal, foram os hosts deste novo evento, que a APDC passará a realizar todos os anos no 2° semestre “Este é o nosso fórum de transformação digital, para onde vamos trazer todos os casos mais significativos de mudança. É importante que este processo seja explicado e percebido”, destacou o presidente da APDC Para o coordenador científico do EVOLVE, nenhuma organização pode ficar parada perante a cada vez maior evolução e velocidade da tecnologia. Caso contrário, torna-se uma ameaça e não uma oportunidade Nesta sessão de debate, ficou claro que o talento português é diferenciador e que temos todas as capacidades para inovar e nos diferenciarmos. Temos é de, cada vez mais, pensar global e ganharmos vantagens competitivas O secretário de Estado da Digitalização e da Modernização Administrativa, numa mensagem de encerramento, destacou o papel da APDC, que “tem sido um ator de relevo na promoção dos temas da digitalização” 27

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