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COMUNICAÇÕES 243 - Digitalizar é a sua password

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À CONVERSA - Mário Campolargo acredita que o futuro se faz com passos SIMples; EM DESTAQUE - 31º Digital Business Congress: o balanço; NEGÓCIOS - Como se vai reposicionar o mercado depois do crash das criptomoedas?; MANAGEMENT – Não há revoluções sem dor; 5 PERGUNTAS a Andrés Ortolá, diretor-geral da Microsoft; I TECH - Ricardo Martinho, presidente da IBM; CIDADANIA - Um modelo de recrutamento muito à frente

64 1st DAY CLOSING

64 1st DAY CLOSING REMARKS Mário cAMPolArGo, secretário de estado da digitaliZação e da moderniZação administrativa “Vivemos um momento muito importante, na confluência entre a inovação tecnológica e a transformação acelerada das organizações, da forma de trabalhar e da democracia e da vida em sociedade. Assumo-me como um otimista tecnológico: a tecnologia tem imenso potencial, mas é um facilitador e não um fim em si mesmo” “Sem as empresas não há revolução digital. O governo tem um enfoque importante no apoio ao empreendedorismo e às startups. Mas assume também uma responsabilidade europeia. Queremos ajudar a Europa a ter um papel mais relevante na atração e retenção de talento internacional” “Estamos a criar estratégias nacionais de tecnologias disruptivas e planos de ação alinhados com os princípios europeus e baseados em boas práticas internacionais. Apostamos na concretização de uma nação digital modernizadora, que não deixe ninguém para trás” DIA 12 MAIO 2nd DAY WELCOME AnTónio coSTA SilvA, ministro da economia “As fraturas geopolíticas que estão a acontecer no mundo são preocupantes e temos na Europa uma guerra de grande escala. Há muitas coisas que estão a mudar. Esta é, provavelmente, a primeira guerra digital da história. No século XXI, temos o espaço digital no centro das grandes transformações” “Temos um desígnio muito forte de fazer a transformação estrutural da economia. De alterar o perfil produtivo e incorporar cada vez mais conhecimento e inovação em todos os processos, para criar alto valor acrescentado e desenvolver clusters ainda mais fortes, para as exportações nacionais serem mais sustentáveis” “O paradigma da digitalização das empresas pode mudar os sistemas de produção e de fabrico, tornando-as muito mais ágeis e alinhadas com a virtualização e a robotização. Poderá criar um novo paradigma para o futuro. E o país está preparado para isso. Temos uma grande vitalidade e temos de confiar e apostar nas empresas e no sistema científico e tecnológico” POST-COVID ECONOMY SérGio rEbElo, economista e chair do dePartamento de finanças da kellogg school of management “Os humanos desenvolvem estratégias e continuam a focar-se nelas mesmo quando se prova que estão erradas. Os computadores não têm este compromisso histórico e não têm em conta jogadas passadas. Decidem com o que têm em cima do ‘tabuleiro’: é essa a abordagem que precisamos no mundo das empresas” “É possível desenharmos algoritmos semelhantes aos do Google, mas nunca podemos competir com a empresa porque não contamos com os dados que tem para valorizar esses algoritmos. As empresas com mais dados atraem mais utilizadores e conseguem assim ainda mais dados, criando um monopólio natural que é difícil de destronar” “O mundo poderá ser dominado por duas grandes tendências: a existência de plataformas digitais onde muitas empresas de menor dimensão podem listar produtos e ter acesso a consumidores; e dar a conhecer a forma como as grandes marcas vão eliminar intermediários e passar a falar diretamente com os consumidores.” FiliPE SAnToS, dean da católica-lisbon “Há várias componentes básicas para a economia do dia a dia e para a economia digital que estão em grande escassez e que são essenciais para a nossa vida. O que acelerou as pressões inflacionistas e as perturbações do mercado, que não estava preparado para isso. Temos de pensar como se reequacionam os preços nesta altura tão instável. A situação afeta as empresas e as famílias, sobretudo as que têm pouca margem, como em Portugal” “Há uma reversão da globalização de produtos, mas um aumento da globalização de serviços. O que tem uma consequência: os centros de competências das grandes empresas mundiais que se possam localizar em Portugal são a AutoEuropa de ontem. Temos que tentar atrair investimentos que sirvam a globalização de serviços que está a acontecer” “Hoje, é um enorme risco não apostar na inovação. Com a globalização dos serviços, haverá uma ou duas grandes empresas em cada setor. As empresas médias que não têm produto muito diferenciado ou uma marca muito forte são as que vão ficar a perder. Terão de sobreviver e criar valor no mundo competitivo global e digital, onde vamos viver no futuro” PATrÍciA TEixEirA loPES, associate dean da Porto business school “A bolha rebentou e está a sair fora da panela. O que está a acontecer é algo que já vinha de trás e que está agora a arrastar a economia mundial. Com a guerra a trazer uma pressão adicional sobre os preços. O tema do trabalho também vai ter implicações no futuro” “Estamos num contexto muito diferente e muito novo na última década. Uma situação muito complicada, com pressões sobre as empresas,

que se vão refletir na economia. Não é possível fazer grandes previsões, mas vamos ter taxas de juro elevadas e um decréscimo da economia. O que é muito grave. Temos de continuar a acompanhar estes check and balances” “Estávamos a viver numa economia em que tínhamos tudo disponível. Isso terminou e vamos ter de aprender, pessoas e empresas, a gerir os recursos que temos, que são mais escassos. Terão de ser mais bem utilizados, de uma forma cirúrgica. Portugal tem oportunidades únicas para se posicionar neste novo mundo, nesta nova geopolítica e geoestratégia” RECOVERY AND RESILIENCE PLAN - DIGITAL IS ‘THE WAY FORWARD’ TOWARD NATION’S PROGRESS AND PROSPERITY KNS Vanda Jesus, Diretora executiva da Portugal Digital “Quando se apresentou o Plano de Ação, em março de 2020, lançámos 12 projetos emblemáticos. Nos dois últimos anos, com a necessidade de acelerar os planos digitais, e com grande parte dos projetos já executados ou próximo disso, passámos a ter 28, reforçando-se em paralelo o investimento, através do PRR” “Quisemos perceber, no ciclo de vida das empresas, quais são os projetos incluídos no PRR em termos de digitalização e de processo de inovação. Envolve a capacitação digital, a transição digital e a catalisação, num valor total de 600 mil milhões de euros de investimento. Houve um esforço para encontrar medidas e iniciativas que resolvessem problemas reais das empresas” “Na capacitação digital das empresas, temos duas grandes medidas com reforço de financiamento: a Academia Portugal Digital, uma plataforma que permite reunir tudo o que é formação digital nas várias áreas; e o Emprego+ Digital 2025, ainda a lançar, que aborda a capacitação em tecnologias digitais, para responder aos desafios e oportunidades de vários setores económicos” António Saraiva, President da CIP “Definir prioridades hoje é quase impossível, porque a realidade se altera todos os dias. Mas há que antever o futuro e definir estratégias para estarmos preparados. Sem dúvida que a digitalização é fundamental, já que qualquer avaliação nos diz que caminhamos a passos largos para um tempo novo, disruptivo, em que quanto mais competências e capacidades tivermos, melhor” “Mais do que recuperar, há que transformar a nossa economia. Mas a assimetria e a dimensão do nosso tecido empresarial geram diferentes estádios de desenvolvimento. Sendo que as grandes e médias empresas se encontram num ritmo de transformação superior às pequenas e micros. Estas, se não acompanharem a dinâmica, estarão fora do mercado, desaparecem” “Não sei se o PRR é a última oportunidade, mas sei que temos aqui uma janela para dar um salto quântico no nosso desenvolvimento. É um caminho que se está a fazer. Portugal tem coisas excelentes e a inovação deve ser uma prioridade. É uma obrigatoriedade de todas as organizações” Daniel Traça, Dean of nova SBE “Vivemos num mundo cheio de desafios para as empresas. A digitalização representa crise para quem ficar parado e oportunidade para quem tiver agilidade e souber responder. Vale a pena pensar a longo prazo, mas os desafios estão sempre a mudar e há que saber reagir e agir para nos prepararmos para a mudança” “Temos sete unicórnios em Portugal. Podemos começar de novo. As boas ideias em Portugal têm capacidade de ir buscar os fundos e crescerem. Desde que exista mindset de escala, de crescer e de pensar no longo-prazo. A transformação digital é tecnologia e talento. Mas é, sobretudo, liderança e cultura, é termos organizações com agilidade, espírito de propósito e inovação” “Nas empresas há um problema de liderança e um problema educacional. Não pensam no longo-prazo com o dinamismo que é necessário. Temos empresas que ainda funcionam de fato e gravata, com demasiadas normas. Falta-lhes o espírito de uma startup, pois só assim é que haverá transformação digital. Temos de mudar a forma de trabalhar” WHY ECONOMICS NEEDS A MORAL DIMENSION KNS Sir Paul Collier, Professor de Economia e de Política Pública na Blavatnik School of Government, Universidade de Oxford “Nos últimos seis meses, assistimos à tempestade perfeita de choques que ninguém antecipava. Nos mercados, fornecimentos, custos e procura. Houve choques massivos nas expetativas dos líderes, sejam de negócios ou políticos. E vieram da Ucrânia e de Zelensky, que mostrou um novo modelo de liderança ética. É um líder preparado para morrer pelas suas crenças” “Os negócios perderam a confiança dos cidadãos. É um fenómeno mundial. Isto porque, de forma repetida, os negócios colocaram os lucros acima do propósito e não confiaram na sua força de trabalho, ao estilo Putin. O resultado foi uma polarização entre uma minoria que teve muito sucesso e uma maioria que não o conseguiu” “Os líderes empresariais e os políticos têm a oportunidade de nos elevar às melhores capacidades da natureza humana ou arrastar-nos para as piores, como a ganância, egoísmo ou preguiça. A vantagem dos líderes, especialmente os de IT, face aos políticos, é que os negócios podem mover-se rapidamente. No IT, há velocidade de reação e um mindset de rápida aprendizagem a novas situações e expectativas e mercados. A mudança é uma oportunidade” 65

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