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COMUNICAÇÕES 243 - Digitalizar é a sua password

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À CONVERSA - Mário Campolargo acredita que o futuro se faz com passos SIMples; EM DESTAQUE - 31º Digital Business Congress: o balanço; NEGÓCIOS - Como se vai reposicionar o mercado depois do crash das criptomoedas?; MANAGEMENT – Não há revoluções sem dor; 5 PERGUNTAS a Andrés Ortolá, diretor-geral da Microsoft; I TECH - Ricardo Martinho, presidente da IBM; CIDADANIA - Um modelo de recrutamento muito à frente

60 DATA: ACCELERATING

60 DATA: ACCELERATING THE FUTURE OF IHEALTH FiliPA MoTA E coSTA, managing director na the janssen Pharmaceutical comPanies, johnson & johnson “A UE está a preparar um espaço europeu de dados em saúde e está a dar os primeiros passos nesse sentido. Acabou de anunciar uma proposta de enquadramento legal para um espaço harmonizado e único, onde os dados estejam disponíveis para ser usados. Em vésperas desta criação, é importante que Portugal apanhe desde já o comboio” “A reforma europeia na saúde permitirá predição e redução das doenças graves ou crónicas, prevenção da doença, potenciar a I&D e a tecnologia, personalizar a medicina, otimizar a afetação de recursos humanos e apoiar os processos de decisão” “Se os países fizerem esta transformação, seguramente terão melhores resultados e sistemas de saúde mais sustentáveis, que são uma melhor economia. Há estudos que mostram que se Portugal entrar por este caminho, pode ter mais 10% do PIB em 2040. O digital é uma autoestrada que se abre para acelerar o futuro” A METAVERSE RHAPSODY KNS PEdro PoMbo managing director da accenture song “Acreditamos que o metaverso é mais um estágio da evolução da internet. O momento é agora e estamos na altura de mergulhar de cabeça. Muito está ainda para ser imaginado, no momento em que vivemos na era da internet of place, que nos permite interagir com espaços, pessoas e objetos, quer no mundo físico, quer virtual ou numa mistura dos dois” “Estamos a assistir a um crescimento incrível no metaverso. Em 2024, o mercado de RA e VR deverá representar 300 mil milhões de dólares. Os suspeitos do costume estão cá e estão a investir: Facebook, Microsoft, Coinbase ou Apple são grandes players” “O que é o metaverso? É um contínuo que liga diferentes realidades que nos permitem passar de meros observadores a participantes em mundos reais, virtuais e mistos. Incute a noção de espaço onde vamos estar presentes, de uma população à qual pertencemos, de propriedade de produto, de portabilidade entre mundos NFTs e de propósito” METAVERSE & IMMERSIVE TECHNOLOGIES KNS chArliE FinK xr’s exPlainer-in-chief, colunista da forbes e autor de ebooks sobre ar “O metaverso agora pertence a todos. E está na mira de todos, apesar de ainda haver muitos obstáculos a que aconteça. Todos estão a correr para esta nova coisa brilhante, para a tornar uma realidade. Mas terá muito para andar até se tornar um produto de consumo” “Conseguir obter um metaverso influenciador e importante deverá levar ainda muito tempo, porque há muitos obstáculos ao seu desenvolvimento. O meta layer ainda não foi inventado, o 5G não será suficiente como infraestrutura, os sistemas operativos serão incompatíveis, há fronteiras entres países e há consequências negativas, como a propaganda ou o dark metaverse” “Como preparar este futuro digital com o metaverso? Programando, desenvolvendo e garantindo a educação que as pessoas precisarão de ter e as capacidades para trabalhar com as novas ferramentas. Precisaremos de governance e de organizações descentralizadas. E da boa e velha regulação, porque temos que ser responsáveis pelos nossos atos no metaverso. Espero que seja este o caminho” lUÍS brAvo MArTinS, Presidente da secção rv/rv da aPdc “Devemos separar o potencial dos NFTs do que eles são hoje. Temos muitas dinâmicas relacionadas com arte, com transações de ativos que criam um mercado que acaba por estar sobrevalorizado. Mas o seu potencial é enorme. A dinâmica do metaverso e da aplicação de NFTs não se restringe ao mundo digital. É digital, física e virtual” “Temos já mais de 130 empresas que trabalham em tecnologias imersivas. Há um volume de profissionais muito grande. E em muitas áreas, como a formação e educação, turismo, saúde e retalho, há muitos bons exemplos de aplicação de tecnologias imersivas” “O metaverso não está ao virar da esquina. Temos tempo para entrar e construir um metaverso que vá ao encontro do que queremos. Contamos para tal com tecnólogos, mas também com antropólogos, sociólogos e pessoas com outras competências que nos ajudem a criar estruturas e ambientes” MAriA MArGAridA AzEvEdo, resPonsável Pela universidade edP na edP PeoPle & organiZational develoPment global unit “Na EDP, reforçámos as capacidades do ensino virtual e as tecnologias de realidade virtual e aumentada são claramente uma mais-valia neste formato de aprendizagem das pessoas. Estamos num mundo em que todos os dias temos de aprender” “Temos as nossas pessoas espalhadas por todo o mundo, em 28 países. As experiências virtuais e imersivas permitem-nos estar mais juntos e ter acesso, conhecer e aprender de forma muito mais democrática. Quando bem aplicadas para

fins de aprendizagem, elas apresentam muito mais vantagens do que desvantagens” “Não vamos deixar de estar num mundo social e o que as pessoas e as empresas procuram são relacionamentos. A nossa projeção digital é a nossa identidade, mas mais do que queremos ser e não do que somos. Na dinâmica da equipa pode ajudar, mas tem que se ver a ética e as fonteiras do que somos enquanto ser humano” DIGITAL TRANSFORMATION KNS Michael Wade, Professor de Inovação e Estratégia e Diretor da IMD Global Center for Digital Business Transformation “Transformação digital é uma mudança organizacional através das tecnologias digitais para reforçar a performance. Não é um fim ou um resultado, mas um meio para lá chegar. Não é um projeto, mas uma mudança organizacional. É mais ambiciosa, pelo que a sua taxa de sucesso é bastante baixa: 87% dos projetos falham as expetativas” “Há grandes erros que as empresas fazem na sua transformação digital. Focarem-se no digital por ser digital, focarem-se nos disruptores ao invés de se centrarem na disrupção, e gerir o digital por silos, pela única razão de que é mais fácil assim. Mas os benefícios resultam da escala, tem que fazer sentido. A componente mais importante e desafiante é a cultura, o mindset” “Se quiserem transformar-se digitalmente com sucesso, todas as organizações têm que questionar como é a sua orquestra. Como conseguem juntar todos os elementos do roadmap. Porque mesmo com tudo será difícil e um desafio obter sucesso no processo de mudança” Philippe Bournhonesque, CTO do Devoteam Group “Se mudarmos a relação com o consumidor, temos que mudar a forma como a empresa e os seus parceiros operam. Temos que ser criativos na forma de utilizar a tecnologia para disrromper, não apenas na mudança da experiência do cliente, mas na forma como a organização trabalha” “A disrupção não é apenas uma nova ideia. É muito mais do que isso, um starting point. É, por exemplo, a forma como mudamos a experiência do consumidor ou como usamos o design thinking para criar novos produtos. É um misto de tecnologia com negócio, envolvendo todos, desde os líderes aos arquitetos de produtos, para criar algo que muda a forma de operar” “A pandemia teve influência na transformação digital. Foi um argumento acelerador, com as alterações que implicou nas nossas vidas pessoais e na forma como as empresas hoje funcionam” Paulo cArdoso do Amaral, Professor Assistente da Católica Lisbon “Não temos uma bola de cristal, pelo que é difícil antecipar como se poderá ter sucesso. Quando entramos num processo de transformação digital, temos que definir bem os objetivos e estratégia, o que é difícil. Por isso, uma competência essencial para o sucesso é o que chamamos de Digital Business Agility” “Uma transformação digital é um projeto de liderança, onde toda a gente tem que estar envolvida. E começa-se sempre pela visão que vai criar valor. A proposição de valor é essencial no processo, criada com value drivers, plattform value e experience value. Essa é a abordagem que está na base de uma proposta que seja realmente disruptiva” “A pandemia ajudou a transformação digital, mas há outros elementos. Temos que aprender novas tecnologias, que vão moldar o futuro. Sabemos que as empresas têm que apostar hoje no que pensam que será o cenário onde vão estar a competir no futuro” THE FUTURE OF CUSTOMER EXPERIENCE Pedro Gonçalves CIO da Teleperformance “Há dois tipos de aproximação que as marcas têm tido à utilização das tecnologias de realidade estendida: ativações pontuais para suportar o ciclo de vida do consumidor, com pequenos pontos de melhoria; e aproximações mais imersivas e focadas na realidade virtual, até com criação de uma loja no metaverso e realidades mais imersivas” “Temos desafios para ultrapassar na experiência do metaverso. O principal tem a ver com a tecnologia e infraestrutura: o 5G vem resolver algumas coisas, mas teremos que ir ao 6G. Depois, há a questão da multiplicidade dos metaversos. Assim como a falta de equipamentos para aceder a estas realidades imersivas. Mas vamos lá chegar” “Temos que perceber a tecnologia para podermos construir valor e propósito. Tem que se desenhar uma costumer journey dos clientes, para saber onde se pode acrescentar valor, avançando-se para o design thinking para acrescentar valor com as tecnologias, para uma fase de prototipagem e definição do produto final” 61

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