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COMUNICAÇÕES 243 - Digitalizar é a sua password

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À CONVERSA - Mário Campolargo acredita que o futuro se faz com passos SIMples; EM DESTAQUE - 31º Digital Business Congress: o balanço; NEGÓCIOS - Como se vai reposicionar o mercado depois do crash das criptomoedas?; MANAGEMENT – Não há revoluções sem dor; 5 PERGUNTAS a Andrés Ortolá, diretor-geral da Microsoft; I TECH - Ricardo Martinho, presidente da IBM; CIDADANIA - Um modelo de recrutamento muito à frente

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negocios 28 “Graças a este novo ecossitema, o sistema financeiro mundial mudou mais nestes últimos 20 anos do que nos anteriores 500”, defende António Ferrão, membro do board da Portugal Fintech Association e diretor da Fintech Solutions lor imobiliário e estão ligados a produtos regulados e os non fungible tokens (NFT’s), que representam os direitos sobre algo único, como reproduções digitais de obras de arte, músicas, objetos de coleção, imóveis (virtuais ou reais), etc. Os tokens são viabilizados pelos protocolos DeFi (abreviatura de Descentralized Finance), cuja tecnologia está baseada em contratos inteligentes (smart contracts), que não são mais que contratos digitais programáveis que permitem executar de forma automática um código previamente definido que, por sua vez, será registado na rede blockchain. Através dos protocolos DeFi já é possível fazer empréstimos ou hipotecas utilizando criptomoedas. No seu conjunto, os criptoserviços financeiros movimentam milhares de milhões em todo o mundo. Isto porque, a partir de 2020, com a pandemia, o criptouniverso cresceu a um ritmo nunca visto, passando a uma escala já demasiado grande para desabar, mesmo depois de um crash. Diogo Mónica, cofundador e presidente da Anchorage Digital, a primeira instituição de custódia de ativos cripto com licença bancária do Tesouro norte-americano e um dos unicórnios portugueses, já veio a público dizer que não se assustou com o crash de maio passado. Ao contrário de alguns dos seus concorrentes, que estão a despedir trabalhadores, diz que vai manter os planos que tinha para este ano, antes da crise rebentar, e continuar a contratar. Ele argumenta que um crash também acontece nos mercados financeiros tradicionais. Espera, como é habitual nestes casos, que o mercado recupere daqui a dois, três anos. Até lá, há que prosseguir com tranquilidade de acordo com os planos traçados para o ano de 2022, até porque, assegura, a Anchorage não foi diretamente prejudicada pelo crash. Membro do conselho da Portugal Fintech Association, que representa 80 fintechs com ADN português, António Ferrão assume que este crash atingiu sobretudo os investidores de retalho, embora também tenha tido consequências para as startups do ecossistema: “Estas empresas vão ter de enfrentar um período de maior conservadorismo. Quem já tinha levantado capital, vai ser mais ponderado, durante uma fase, que se adivinha até dois anos. Quem não tinha levantado capital terá talvez mais dificuldade, o que na minha opinião, mostra maturidade no mercado”, afirma. E acrescenta: “Numa fase inicial de expansão deste ecossitema descentralizado houve, como é natural, muito entusiasmo, interesse e liquidez, mas também incerteza e isso permitiu que alguns projetos com menos qualidade passassem e conseguissem investimento. Agora, os investidores estão mais conscientes das oportunidades e vão ser mais rigorosos na seleção dos projetos”.

Para este dirigente associativo, também fundador da Fintech Solutions (consultora de inovação dedicada a apoiar grandes organizações a tirar proveito da tecnologia do ecossistema fintech), importa deixar bem claro que, embora alguma coisa tenha mudado, o essencial mantémse: “Não é por ter havido este crash que os investidores deixaram de investir e as startups deixaram de apostar nesta tecnologia”, repete com ênfase. Também André Dias, advogado da Sociedade de Advogados Macedo Vitorino, não tem dúvidas de que a hecatombe de maio foi apenas uma crise de crescimento: “O ecossistema vai arrefecer um pouco, mas não é o fim, muito pelo contrário. Na verdade, ainda estamos no início de tudo isto e estou convicto de que o fenómeno das criptomoedas é irreversível. Há muitas empresas que já dependem da bitcoin e vão tentar preservar este valor”. Neste momento, os pequenos investidores receiam voltar a confiar em ativos que se revelaram tão voláteis, mas não é esse o caso dos fundos de investimento: “Acredito que, agora, quem está a comprar criptomoeda são os grandes fundos”, partilha. O cripto valley da EUROPA A criatividade e complexidade deste novo universo financeiro levantou, desde logo, grandes questões às autoridades no âmbito fiscal, tanto relativamente à compra e venda de criptomoedas, como de outros criptoativos. O que existe até hoje são medidas avulsas destinadas a controlar este tipo de rendimentos. Mas Portugal não se encontra entre os países que as decretaram. Quando, em 2016, a administração fiscal comunicou que as criptomoedas não estavam sujeitas a tributação, a não ser que a sua transação fosse fonte de negócio (nesses casos seria exigida apenas a tributação André Dias, advogado da Sociedade de Advogados Macedo Vitorino, não tem dúvidas de que a hecatombe de maio não passou de uma crise de crescimento que se cobra a qualquer outro empresário), houve muitos investidores financeiros e empreendedores com projetos na área dos ativos virtuais que se mudaram, ou transferiram a sua residência fiscal, para Portugal. Sem cobrar IRS sobre as mais-valias e com o enquadramento fiscal de um conjunto de atividades relacionadas com negócios virtuais em aberto, o país ganhou fama de paraíso fiscal para os criptonegócios. À acusação que muitos têm feito às autoridades portuguesas de inação, André Dias responde com cautela: “A tecnologia que está subjacente a estes ativos – a blockchain – tem algumas vantagens e terá muitas aplicações no futuro, portanto houve receio de, numa fase em que ainda se estava a desenvolver essa tec- 29

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