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COMUNICAÇÕES 242 - Paulo Portas: pelo digital é que vamos

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portugal digital 52 para avaliar a condição infraestrutural das redes de abastecimento, detetando de imediato fugas e reduzindo drasticamente os desperdícios de água. Outra realidade dentro deste novo mundo é a gestão interativa da disponibilidade da água – feita com a utilização de medidores inteligentes, que alinham o consumo com essa mesma disponibilidade – assim como a racionalização de produção de águas residuais não recuperáveis e a reutilização das que é possível reciclar. As possibilidades são inúmeras, tanto na área de consumo humano, como na agricultura e indústria. Convertido pelos bons exemplos que conhece, o presidente da Zero considera “a tecnologia digital crucial, acima de tudo no planeamento, na simulação daquilo que é gerar cenários, ou agregar informação e no apoio à decisão”, pois em períodos de escassez, como os que vamos ter de enfrentar cada vez com mais frequência, “a margem de erro é muitíssimo menor”. Jaime Melo Baptista que há dois anos preside à LIS-Water – Lisbon International Centre of Water – organização que a pedido do governo elaborou o novo plano estratégico para os serviços de distribuição de água e de tratamento de águas residuais – considera que ao nível da água para consumo o problema que se coloca ao país não é tanto o da escassez, mas o da sua má gestão. O também investigador-coordenador do LNEC explica que o setor dos serviços de administração da água e da gestão das águas residuais e pluviais “é muito complexo, com quase três centenas de operadores, que funcionam a diferentes velocidades” e essa circunstância tem tido reflexos na performance global do país. “Se há empresas que já adotam na sua gestão tecnologias para aumentar a sua eficiência”, refere, “outras ainda resistem à inovação”. Já em discussão pública, o novo plano estratégico tem entre os seus desígnios dar um impulso decisivo à transição digital no setor. Organizado em torno de 20 grandes objetivos e 70 medidas para os próximos dez anos, será – acredita Jaime Melo Baptista – o instrumento que faltava para corrigir as assimetrias existentes e avançar para um modelo de gestão mais resiliente, capaz de enfrentar as dificuldades que se anunciam. Estima-se que atualmente as perdas de água na rede de distribuição para consumo sejam da ordem dos “A ideia de que o ideal era reter a água em barragens, porque é uma pena ir toda parar ao oceano, corresponde a uma visão completamente errada”, adverte o ambientalista Francisco Ferreira 30% e na agricultura de 70% (números divulgados pelo ministro do Ambiente do governo anterior, no passado mês de março). O objetivo é que estas perdas não ultrapassem os 20% e para esse efeito será essencial a reparação a atualização das infraestruturas existentes, com a instalação de contadores e sensores que identifiquem eventuais ruturas. Jaime Melo Baptista diz que para a próxima década se prevê um investimento de 3 a 4 milhões só para a reabilitação de todo o sistema: “Temos cerca de 150 mil km enterrados no subsolo do país. Uma rede que em boa parte resultou de investimentos que foram feitos nos últimos 20 anos. Com a nova reforma, que agora se vai iniciar, os operadores terão a oportunidade de modernizar e automatizar os seus serviços. E um dos recursos tecnológicos que muito poderá ajudar na sua gestão é o 5G.” De olhos postos no futuro, o presidente da LIS-Water acredita que haverá um antes e um depois da aplicação deste novo plano estratégico, um

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