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COMUNICAÇÕES 242 - Paulo Portas: pelo digital é que vamos

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itech FILIPA SANTOS CARVALHO: Entre a gestão, o Direito e a tecnologia 34 Não foi planeado, mas quando aconteceu deixou-se logo conquistar pela adrenalina que corre nas empresas como a NOS, que pertencem à área tecnológica. Há mais de vinte anos no setor, Filipa Santos Carvalho tem com a tecnologia uma relação desapaixonada, mas muito estimulante. Texto de Teresa Ribeiro | Fotos Vítor Gordo/ Syncview ATÉ HOJE, Direito, o curso em que se formou, permanece um dos amores da sua vida. Mas apesar de gostar de ser jurista, Filipa Santos Carvalho nunca se viu a trabalhar num escritório de advogados tradicional. Para ela, o exercício da sua profissão só tem graça se for apimentado com a proximidade de áreas como a gestão, que lhe introduzem um outro ritmo. Aliás, não foi por acaso que decidiu fazer um MBA depois de acabar o curso. Essa formação encaminhou-a para um estágio na banca onde pôde, como sempre desejou, fazer o match entre a área jurídica e o mundo dos negócios. Dessa primeira experiência lembra detalhes que hoje a fazem sorrir: “Nesse gabinete jurídico ainda não tinha um computador para mim. Era só cadernos e coisas escritas à mão”. Mas esse foi só o começo. A seguir surgiu a oportunidade de ingressar na Optimus, já lá vão mais de 20 anos. A entrada na operadora foi tão marcante para a sua vida profissional que sob diversos pontos de vista pode dizer-se, sem exagero, que aquele foi o primeiro dia do resto da sua vida: “Entrei com 26 anos e cresci profissionalmente aqui dentro. Tratava-se de um projeto novo, feito por gente nova (a média de idades correspondia à minha)”, recorda de sorriso rasgado. O seu percurso até então não fazia antever uma proximidade com a tecnologia digital, mas quando aconteceu, gostou: “Tive o meu primeiro telemóvel na Optimus”, confessa. Diz que teve de estudar muito para estar à altura dos desafios que lhe colocaram a entrada neste mundo. Aprendeu com os engenheiros da casa e outros técnicos, levou muitos livros para casa, mas fez tudo sem esforço: “Tinha uma enorme sede de saber e perceber as coisas, para depois poder aplicar o Direito corretamente”. Ainda hoje, na NOS, garante que é assim: “Temos feito um progresso grande, quer a nível de legislação europeia, quer a nível de legislação nacional, mas a realidade supera sempre os enquadramentos legislativos e regulatórios, por isso andamos sempre a correr atrás do prejuízo” (risos). A gargalhada sai-lhe franca, pois não esconde o prazer que estas dificuldades lhe despertam: “O que é preciso é alguma imaginação, alguma capacidade de interpretação, de assumir risco”. Depois, confidencia, é uma questão de atitude: “Olho para a lei, para a regulação, para os diferentes cânones pelos quais tenho de me orientar e penso: ‘Temos de conseguir enquadrar, resolver e acrescentar valor, ou seja, temos de ter uma perspetiva muito prática e construtiva, sempre com o intuito de encontrar uma solução’”. A administradora executiva da NOS é assim: aprecia uma boa complicação, porque “são os desafios que nos motivam e dão um certo colorido aos nossos dias”. Apesar de gostar de viver neste ambiente, Filipa Santos Carvalho assegura que em momento algum descurou a sua vida pessoal: “É essencial para o meu equilíbrio e até para a minha capacidade de entrega na empresa. Acho que todos temos de saber entregar nos dois lados”. Como consegue? Em boa parte com a ajuda da tecnologia, que lhe oferece alguma flexibilidade, permitindo estar sempre contactável e aceder à informação de que precisa de uma forma quase imediata. Essa capacidade de lhe facilitar a vida é o que mais aprecia nas TIC. Não se interessa por gadgets, nem alimenta redes sociais: “Percebo as suas vantagens, que fazem companhia, mas eu não preciso delas. Gosto dos contactos pessoais. Não sou de deixar mensagens, nem de fazer reflexões públicas”, afirma, consciente de que neste aspeto vai contra a corrente. Mas Filipa Santos Carvalho é assim mesmo. Para ela a tecnologia não tem de ser omnipresente. E assume: “Quando sei que posso, nem ando com o telemóvel atrás de mim”.•

Não se separa do seu iPhone, mas não lhe perguntem qual o modelo que tem. Correr atrás da última versão dos seus devices nunca foi o seu estilo O seu portátil é um Lenovo, mas também gosta de usar o iPad, tanto na empresa, como para ver séries, em casa 35

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