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COMUNICAÇÕES 242 - Paulo Portas: pelo digital é que vamos

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a conversa O mentor do

a conversa O mentor do PRR é agora ministro da Economia. Tendo sido o protagonista da estratégia de recuperação económica do país, terá responsabilidade acrescida para a implementar em concreto? Há algo que a mim me deixa um pouco perplexo. As duas áreas em que o ministro da Economia tem uma competência pública mais evidente e reconhecida são a energia, que não está no Ministério da Economia, e o plano de resiliência, que também não está. Espero que o tempo ajuste estes factos. Na área digital a ambição era posicionar Portugal como um player europeu através das reformas estruturais. Conseguiremos finalmente fazê-las? Não tenho a certeza que a sociedade portuguesa queira predominantemente fazê-las. A sociedade, ou quem a dirige? Quem a dirige é eleito. Somos uma nação muito antiga, com uma aversão à mudança, exceto quando vamos para fora. Essas promessas constam muito dos programas eleitorais… Mas ter um modelo de competitividade implica não fazer grandes concessões nem à ideologia, nem à ‘galeria’. O projeto deste governo não me parece muito reformador. Mas não sei se a sociedade portuguesa exige isso. Como vê o papel de entidades como a APDC? A APDC é muito interessante como organização, porque é uma plataforma onde estão interesses que podem ser divergentes: os canais de televisão concorrem todos uns com os outros, as plataformas também, assim como os operadores, mas consegue ter um nível de síntese e de apuramento do que é essencial. E tem uma componente de que gosto muito: é uma entidade prestadora de serviços aos seus associados, nomeadamente no terreno da qualificação, como é o caso do Upskill. É preciso identificar um caso de competitividade para Portugal que seja estável, cirúrgico, seletivo e ambicionar estar entre os melhores Tendo em conta o tema do congresso, quais são as mensagens que pretende deixar aos participantes? Que é preciso simplificar naquilo que é mais decisivo. O essencial é termos todas as condições possíveis para que Portugal registe um crescimento maior e duradouro. Isso não é impossível, há exemplos bons nessa matéria, mas implica constância, implica que não estejamos sempre a mudar as leis e os critérios. Como não se faz crescimento sem investimento, temos de saber proteger esse investimento, dando-lhe estabilidade. Como o nosso maior problema é a criação de riqueza, é preciso também identificar um caso de competitividade para Portugal que seja estável, cirúrgico, seletivo (nenhum país é competitivo em todos os critérios) e ambicionar estar entre os melhores. Pelo menos a nível europeu. A segunda ideia que gostaria de transmitir é que já não é possível numa economia como a portuguesa pensar num crescimento maior, estável e permanente sem economia digital. E isto é verdade tanto nos indicadores mais frios do crescimento, como nos indicadores mais humanos, como o emprego. Como sempre, ao longo da história, há empregos que não se repetirão no futuro, mas há muitos outros que surgirão e que nem imaginamos ainda. Nessa matéria é relevante que os Estados tenham sistemas de requalificação das pessoas, com regularidade e competência. Não acredito nada em baixar a exigência. Ela faz parte da construção do mérito. É preciso crescer mais, aproveitando o digital. E disseminando mais oportunidades, sobretudo para gerações mais novas, mais cosmopolitas, mais informadas, que têm mais acesso à informação e à tecnologia, para quem a tecnologia é quase um habitat natural.• 26

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