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COMUNICAÇÕES 242 - Paulo Portas: pelo digital é que vamos

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a conversa 16 “Estamos

a conversa 16 “Estamos todos com a sensação de que estamos a voltar a um ambiente de guerra fria, mas isso depois tem consequências económicas”

Tem duas das paredes do gabinete de trabalho forradas a livros, aquelas a que se encostou para posar para as fotografias. De alto a baixo, alinhou as obras que diz fazerem mais sentido ter ali, para consulta. São essencialmente livros sobre história, economia, política e os seus atores. Chegou-se a Churchill, um dos que mais admira, e sorriu para a objetiva do Vítor. Sem querer, entre dois flashes, começámos a falar do tema do momento, algo que o absorve particularmente, ou não tivesse um programa na televisão dedicado à guerra na Ucrânia. Paulo Portas, o presidente do 31° Digital Business Congress, não esconde a sua paixão por geopolítica e geoestratégia. Atualmente fora da vida política ativa, ao falar do conflito que colocou o ocidente em alerta vermelho, soltou as personas que publicamente o definem – o político e o comentador – e discorreu sobre o que está a passar-se na Europa, com o método e a agilidade de raciocínio que sempre lhe conhecemos, mas sobretudo com um prazer indisfarçável. O digital, que hoje é transversal a todas as áreas, até a militar, foi, naturalmente, tema de conversa. Não sendo um techie, Paulo Portas acompanha a área com o maior interesse, reconhecendo-lhe um papel insubstituível, onde mais do que importância, identifica poder. O poder insuperável de mudar o mundo. Diz que uma oportunidade para discutir o futuro é sempre uma boa oportunidade, por isso “aceitou com gosto” o convite da APDC para presidir ao congresso deste ano. Para Portugal, adianta, as TIC podem significar a possibilidade de deixar de ser um país periférico, já que “o sentido de periferia é completamente diferente no mundo digital”. Sair da periferia não depende da localização geográfica, mas de fatores como “o mérito, a capacidade de escalar e atrair investimento”. As economias, sublinha, “são cada vez mais economias de serviços e, dentro dos serviços, economias digitais”. Desta transformação espera ver emergir um país mais moderno, robusto e inspirado pela inovação. 17

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