Views
6 months ago

COMUNICAÇÕES 240 - Fernando Alfaiate: o homem do PRR

  • Text
  • Sectores
  • Regiões
  • Desenvolvimento
  • Investigação
  • Prr
  • Pandemia
  • Programa
  • Tecnologia
  • Portugal
  • Digital
  • Empresas

apdc news europeia. As

apdc news europeia. As organizações têm que estar atentas e mapear as diferentes obrigações, porque há muita legislação dispersa. A sua preparação para este novo pacote legislativo é essencial. Terão de apresentar uma estratégia holística de cibersegurança que aborde as diferentes componentes - tecnológica, jurídica e de negócio/operacional - porque o tema está para ficar, com o aumento das ameaças ao nível mundial”, conclui a oradora. SABER GERIR A COMPLEXIDADE Já no período de debate, moderado por Sandra Fazenda Almeida, diretora executiva da APDC, e por Tiago Bessa, partner da VdA, foi dada a visão dos vários stakeholders do mercado nacional. A começar pelo diretor-geral do Gabinete Nacional de Segurança (GNS), no âmbito do qual funciona o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS). Para António Gameiro Marques “soberania digital é muito mais que cibersegurança. Se atacarmos os problemas de cibersegurança no espaço europeu não resolvemos o problema de soberania. Nada disso”. É que na sua perspetiva, “a UE está a correr atrás do prejuízo. Está a endereçar as dimensões pessoas e processos, porque já não consegue agarrar os temas ligados à tecnologia”, agora nas mãos de gigantes norte-americanas e chineses. Sendo o plano desenvolver a componente digital, isso será centrado na regulamentação”. Assim, defende que Um dos caminhos terá de passar por colocar hackers a defender a Europa, com tecnologias modernas de segurança “o que se pode debater é onde nos poderemos centrar para recuperar alguma soberania, que será precisamente nos dados, incluindo os metadados sobre nós próprios. Não podemos deixar que continuem a ser guardados fora do território europeu. A soberania digital não está perdida, mas encontra-se muito debilitada”. Reiterando estas afirmações, Paulo Moniz, Information Security & IT Risk da EDP não tem dúvidas de que, cada vez mais, todas as infraestruturas e sistemas que funcionam à nossa volta estão “impregnados de tecnologia, ela própria cada vez mais uma commodity vulnerável aos riscos digitais”. Já André Baptista, security researcher and bug bounty hunter, professor da Universidade do Porto e fundador e CTO da startup PENTHACK, centrada em serviços de cibersegurança disruptivos e inovadores, está preocupado com os impactos da era digital na vida das pessoas. “Entrar no digital tem sido um mergulho, mas temos de saber desligar e parar. Às vezes é preciso fazer um reset”, alerta. Apesar da CE estar a desenvolver um conjunto de iniciativas na área de cibersegurança, a realidade mostra que “os ataques têm vindo a tornarse cada vez mais frequentes e sofisticados, com efeitos devastadores a nível pessoal e coletivo”. Por isso, o caminho terá que passar por colocar os hackers a defender a Europa, com “tecnologias modernas de segurança da informação, através do poder do hacking. A internet está em desenvolvimento e os efeitos sociais são imprevisíveis. Conseguimos ter liberdade ou soberania digital a mesmo tempo? Espero que sim”, remata. Sobre a segurança das redes 5G, preocupação que levou até Bruxelas a apresentar uma toolbox, António Gameiro Marques deixa claro que o 5G se trata de um “assunto fundamentalmente do regulador”. Ainda assim, o CNCS trabalhou no desenvolvimento de um primeiro estudo de risco para aprofundar o tema e contribuir para a toolbox da CE, produzindo um conjunto de recomendações entregues às tutelas. Uma delas foi a de que o Conselho de Segurança do Ciberespaço se deverá pronunciar sobre as grandes opções tecnológicas das soluções 5G a colocar em Portugal. E relembra: “Há que estar em alinhamento com as orientações de Bruxelas. Todos sabemos que a questão mais importante do 5G não é tecnológica, mas sim geoestratégica”.• 58

WSA PORTUGAL 2021 Projetos nacionais já foram selecionados Os oito projetos que vão representar Portugal na edição de 2021 do World Summit Awards (WSA) já foram selecionados. Urban Platform, Glooma, Recycle Bingo, Pick, Digital Customer Onboarding, Speak, Zoomguide e Clinic Immersives são os vencedores. A Gripwise venceu o BFK Awards. Texto de Isabel Travessa O processo voltou a ser coordenado pela APDC, sendo a seleção dos candidatos realizada por um júri nacional liderado por Sandra Fazenda Almeida (APDC) e Roberto Carneiro (ex-ministro da Educação). Os oito projetos, um por cada uma das categorias a concurso, vão agora representar o nosso país nesta iniciativa internacional que premeia as melhores inovações digitais com impacto social. A Urban Platform (Government & Citizen Engagement) é uma solução na cloud para a gestão eficiente do território, criada especificamente para governos locais. Já a Glooma (Health & Well-Being) foi criada para prevenir o cancro da mama, tratamentos agressivos e mortes. O Recycle Bingo (Environment & Green Energy) é um jogo para smartphones destinado a motivar as pessoas para a reciclagem. E o Pick (Smart Settlements & Urbanization) assume-se como um conjunto de ferramentas para uma mobilidade transparente e acessível. Entre os projetos está ainda o Digital Customer Onboarding (Business & Commerce), plataforma criada para empresas sem grandes conhecimentos de IT poderem colmatar as suas lacunas, a Speak (Inclusion & Empowerment) uma app móvel que liga migrantes, refugiados e habitantes locais, e a Zoomguide (Culture & Tourism), um guia alimentado por IA. Por fim, a Clinic Immersives (Learning & Education) assume-se como uma solução de formação prática para estudantes de enfermagem e docentes. De acordo com o timeline do WSA 2021, até dezembro um júri online selecionará de entre todos os candidatos dos cerca de 180 países envolvidos, uma shortlist de projetos. Até final de janeiro de 2022, o WSA Grand Jury procederá à nomeação dos WSA winners (oito por cada uma das categorias a concurso), que serão apresentados no WSA Global Congress, cuja realização ocorre em março próximo. No âmbito da seleção nacional dos WSA, a ANI atribuiu também o prémio vencedor dos Born from Knowledge (BFK) Awards à Gripwise, pelo desenvolvimento de um dispositivo inovador para detetar e monitorizar a síndrome de fragilidade dos idosos.• 59

REVISTA COMUNICAÇÕES

UPDATE

© APDC. Todos os direitos reservados. Contactos - Tel: 213 129 670 | Email: geral@apdc.pt