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COMUNICAÇÕES 240 - Fernando Alfaiate: o homem do PRR

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em destaque NÚMEROS DA

em destaque NÚMEROS DA PRIMEIRA FASE Mais de 5300 candidatos 430 formandos 31 anos foi a idade média dos formandos 22% de mulheres presentes no programa 25 ações de formação que decorreram em 7 localidades do País: Castelo Branco, Guarda, Lisboa, Porto, Setúbal, Sintra e Viseu 91% dos formandos recomendariam este programa aos seus colegas O secretário de Estado para a Transição Digital, André de Aragão Azevedo, na cerimónia de lançamento da 2ª fase do UPskill frisou a importância que este programa tem para o desenvolvimento do país e revelou: “As empresas já nos sinalizaram mais de 800 potenciais lugares de contratação” 26

“ O UPskill abriu-me a porta mais difícil de todas, que foi a primeira. Agora, vão surgir muitas outras e só tenho de aproveitar!”. Vânia Figueira foi uma das participantes na primeira edição do programa UPskill e resume, desta forma, o modo como uma pequena decisão alterou de forma tão grande a sua vida. Com 39 anos e um filho de sete, Vânia estava desempregada. Após vários anos a trabalhar em investigação científica na área de Ciências Farmacêuticas, procurou maior estabilidade na área administrativa de recursos humanos, mas acabou por também não ser solução. No ano passado, recebeu um email do Instituto do Emprego e Formação Profissional, divulgando o UPskill. “Pensei que seria algo interessante para os jovens que querem experimentar algo de novo... Mas achei que não era para mim”. De qualquer forma, resolveu visitar o site por curiosidade. “Foi uma surpresa, porque percebi que afinal poderia candidatar-me”. De facto, Vânia possuía o perfil indicado: pessoas desempregadas ou em situação de subemprego, com, no mínimo, o ensino secundário completo. Inscreveu-se, efetuou os testes necessários, passou na entrevista e foi uma das selecionadas. No último trimestre de 2020, começou o período de seis meses de formação, no seu caso em Java, no Porto. “A formação é intensiva, dá trabalho e é preciso estudar bastante, mas naqueles meses é a nossa ocupação a tempo inteiro”. Sente que o maior fator de motivação foi “a expectativa de ser contratada no final”. E foi mesmo isso que aconteceu: após um estágio de três meses na Minsait, a empresa propôs-lhe ter formação numa outra área. “Aceitei e agarrei a oportunidade. Integraram-me em projeto, logo de seguida, e estou muito satisfeita”. Foi o início de uma nova carreira. “A paixão que tinha pela investigação, faz-me gostar desta área. Descobri que adoro programar e tem muito a ver com a forma de abordar os problemas, de pensar, explorar, tentar ir mais longe, procurar saber porquê. Agora, é continuar a aprender, pois o mundo das tecnologias de informação está sempre a evoluir e é inacreditável os contactos Em 2019 tínhamos 3,6% de especialistas em TIC. O objetivo é chegar a 2025 com 7% que já tenho tido de pessoas da área. Fiquei mesmo muito surpreendida: há muita, muita procura e não tinha noção que havia tanta falta de pessoas!”. APOSTA URGENTE Foi exatamente para colmatar a falta de pessoas com as competências digitais certas que surgiu a ideia de criação do Programa UPskill. O problema não é de agora, a falta de recursos humanos em TIC já era uma realidade, mas a pandemia veio acelerar ainda mais a situação. A análise do Índice de Digitalidade da Economia e Sociedade de 2020, publicado pela Comissão Europeia, coloca Portugal em 19º lugar em 28 países da União Europeia e mostra que a dimensão em que estamos mais longe da média europeia é a do Capital Humano, em que nos encontramos em 21º (ainda que com uma melhoria face ao 23º lugar de 2019). A capacitação de profissionais é, mais do que nunca, essencial para a recuperação económica e para um crescimento consistente e de longo prazo. André de Aragão Azevedo, Secretário de Estado para a Transição Digital, frisou bem esta urgência, na cerimónia de lançamento da segunda fase do UPskill: “O setor da tecnologia vale hoje 13 mil milhões em termos absolutos, representando já 6% do PIB. É um mercado que está com uma dinâmica de crescimento impressionante. Em 2019, tínhamos 3,6% de especialistas TIC. O objetivo é chegar a 2025 com 7%. É indiscutível que o país vai precisar de quadros com este nível de especialização e será por via do digital que teremos um motor de crescimento que transformará o nosso país”. Com mais de 5.300 candidatos, a primeira edição do programa já contribuiu com 430 formandos, tendo como meta, num prazo de três anos, preparar três mil pessoas. Na segunda fase, oficialmente lançada no passado dia 19 de outubro, em Bragança, o objetivo é formar pelo menos mais mil profissionais. André de Aragão Azevedo destaca alguns números que mostram o sucesso da iniciativa: “Arrancámos, de novo, agora com 300 vagas, e no próximo mês contamos abrir mais 27

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