COMUNICAÇÕES 239 - Alexandra Leitão: Fazer Política para as Pessoas (2021)

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64 Pela primeira vez, a APDC avançou para este modelo, na sequência da situação pandémica, tendo ainda optado pela realização do maior evento do digital a 12 e 13 de maio, quando tradicionalmente o congresso se realizou sempre em novembro e, mais recentemente, em setembro. Com o tema “Reinventing with Technology”, o 30º Congresso da APDC apostou em trazer múltiplos oradores, nacionais e internacionais, quer presencialmente quer online, para refletir sobre as estratégias certas para preparar o futuro desde já, retirando aprendizagens da difícil conjuntura, para preparar um amanhã mais sustentado, resiliente e inovador. O tema de fundo foi dividido em vários subtemas, que deram o mote aos dois dias de reflexão: “Pós-pandemia e recuperação económica”, “Media e Telecomunicações”, “Reinvenção dos Negócios”, “Tecnologia” e “O Futuro - Recuperação e Resiliência”. “Sendo este congresso sobre reinvenção com a tecnologia, o que procurámos foi reinventar o congresso. Passou a ser um programa de televisão, completado com sessões interativas em paralelo. Estes dois dias foram dois episódios e teremos um terceiro episódio, do Estado da Nação das Comunicações, quando o leilão de 5G terminar”, referiu no final do evento o presidente da APDC, Rogério Carapuça. Para este novo formato de congresso, a APDC contou com o apoio da RTP, que assegurou a realização do evento para o digital. Os hosts Cristina Esteves e João Adelino Faria, jornalistas da RTP, estiveram em palco, em permanência, trazendo à Iniciativa uma dinâmica acrescida. “Foram dois dias muito interessantes, desafiantes e com propostas Maria Manuel Leitão Marques, presidente do Congresso, e Rogério Carapuça, líder da APDC, a prepararem-se para dois dias totalmente disruptivos e com propostas inovadoras. O apoio da RTP foi essencial o para a realização do Congresso em digital. Os hosts Cristina Esteves e João Adelino Faria, jornalistas da tv estatal, trouxeram uma dinâmica acrescida. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, abriu esta edição do Congresso chamando a atenção de todos para a importância do digital no nosso futuro comum.

Para o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, a ciência fundamental desempenha um papel crítico na recuperação económica. Mário Centeno, Governador do Banco de Portugal, defende que no processo de retoma económica deixar para trás setores ou parte da população não é uma opção. O futurista e humanista Gerd Leonhard deu o mote ao tema “The Future Beyond Corona”, numa sessão onde antecipou mudanças fundamentais nos próximos 10 anos. muito diversas. Com muita polémica, como deve ser, quando se discute a inovação. Levo para casa várias tarefas”, referiu Maria Manuel Leitão Marques, presidente do congresso, no wrap-up de fecho de iniciativa, em que participou com o líder da APDC. Para a atual deputada do Parlamento Europeu, uma das tarefas que levará para Bruxelas será a “garantia digital, uma composição de muita coisa que vi, que engloba o acesso, a conectividade, os computadores, a tarifa social de internet e o que talvez tenha sido o mais importante e repetido neste congresso: o desafio das competências, que é muito difícil de vencer”. Este é não só, na sua visão, um desafio de inclusão, mas também da ciência, que permitirá ao país “disputar uma posição nesta cadeia de competitividade. A garantia digital tem de ser uma bandeira europeia, mas a Europa, tal como nas vacinas, tem de olhar para o resto do mundo. Não podemos deixar partes do globo para trás, nesta transição digital”. Mas a presidente do congresso leva mais “bandeiras”, como a necessidade de regulação de alguns aspetos da internet, nomeadamente a publicidade, “até em defesa dos meios de informação plurais”; a proteção dos dados; a transição do trabalho; a ética em tecnologia; e a transformação digital dos governos. Sobre a nova geração móvel, instou à aceleração: “despachemos no 5G, porque qualquer dia está aí o 6G e ainda não demos o passo para o 5”. Hoje, e para dar conta “deste desafio, que é de Portugal, mas também da Europa, que está a correr contra o prejuízo, precisamos de uma grande parceria. Que envolva as empresas, o governo e os seus fundos, que têm de ser executados de modo a 65

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