COMUNICAÇÕES 239 - Alexandra Leitão: Fazer Política para as Pessoas (2021)

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management 40 PERFIL

management 40 PERFIL DEMOGRÁFICO Dimensão da empresa em portugal 1-49 50-99 100-499 500-999 1.000-5.000 + 5.000 8 3 9 4 5 4 Setor da Empresa Energia Origem da Empresa MODELO DE TRABALHO Que modelo de trabalho será adotado na sua organização agora que o teletrabalho deixou de ser obrigatório? Teletrabalho parcial (modelo híbrido) 1 Tecnologia e Telecomunicações Outro 3 Outro 82% 30% 22 70% 6% 9% 0% Serviços Profissionais 1 Outro 6 Transportes & Mobilidade Portugal 3% Presencial a 100% com horário de trabalho flexível Teletrabalho a 100% Presencial a 100% A caminho dos dois anos de pandemia e sem um claro fim à vista, é tempo de fazer um balanço da experiência de teletrabalho que foi adotada compulsivamente, por motivos sanitários, e extrair dela diretrizes quanto ao futuro. Daí que a APDC tenha desafiado as suas empresas associadas a responder a um inquérito para aferir o que veio para ficar nesta apressada transição que se operou no mundo do trabalho. Ao desafio responderam 33 empresas, com perfis diversos quanto à dimensão, área de atividade e nacionalidade. As questões colocadas ajudaram a identificar que soluções foram privilegiadas em cenário de urgência pandémica e que conclusões se retiraram dessas experiências, passíveis de influenciar políticas de gestão de recursos humanos. Da leitura transversal dos resultados deste inquérito concluiu-se algo que vem sendo proclamado nos mais diversos fóruns: que o teletrabalho será tendência crescente – do total de empresas que participaram no inquérito, 81% responderam que pretendem, mesmo depois de o teletrabalho ter deixado de ser obrigatório, continuar com o modelo de teletrabalho parcial, ou seja, com o chamado “modelo híbrido”, em que apenas só parte do tempo os colaboradores estarão presencialmente na empresa, sendo o restante horário de trabalho cumprido a partir de casa. Significativamente, nenhuma das inquiridas disse pretender voltar ao trabalho presencial a 100% nos moldes praticados antes da COVID-19 e apenas 3% consideram voltar aos postos de trabalho nas instalações da empresa, embora com horário de trabalho flexível. Em contrapartida, apenas 3% estão apostadas em seguir o modelo de teletrabalho a 100%. Para decidir que regime adotar mesmo depois de afastado de vez o cenário pandémico, 69,6% das inquiridas realizaram um estudo interno de auscultação da realidade pretendida pelos seus trabalhadores relativamente ao trabalho remoto. De entre estas empresas, apenas 12% referem que uma maioria pretende que a base de trabalho seja remota, ao passo que 50% apuraram que grande parte da sua massa de colaboradores deu a indicação de que gostaria de trabalhar, doravante, em regime híbrido. As empresas que pretendem apostar neste modelo acreditam que contribuirá para “o aumento do engagement e felicidade das equipas”, já que facilita a conciliação trabalho/família. Esta adesão considerável ao modelo híbrido reflete

Realizaram um estudo interno de auscultação da realidade pretendida pelos vossos colaboradores relativamente ao trabalho remoto? Sim, e uma maioria pretende um modelo híbrido 49% 30% Não realizámos nenhum estudo deste género pós-Covid também o que se aprendeu com a experiência do teletrabalho generalizado durante os picos da pandemia. Houve impactos positivos na cultura das empresas. A experiência alargada do teletrabalho permitiu perceber que foi possível “manter a estrutura a funcionar” e que algumas áreas até “demonstraram maior agilidade”. Este inquérito revelou também que a ideia de que o bom trabalhador presencial pode perder qualidades, se passar a trabalhar à distância, é um mito. A “adoção de novas formas de trabalho, mais digitais”, foi outra vantagem proporcionada pelo trabalho híbrido ou remoto, apontada por diversas empresas, bem como a aposta na “capacidade de recrutamento remoto, com acesso a outras geografias”. De entre os benefícios identificados pelas empresas, resultantes do regresso aos postos de trabalho, destacam-se a possibilidade de retomar as formações presenciais, de gerar short meetings espontâneas e o reforço do espírito de equipa. Mas há procedimentos relacionados com o trabalho presencial, antes inquestionáveis, e que muitas empresas não vão preservar, como a obrigatoriedade da presença no escritório, a obrigatoriedade de regressar ao escritório numa base diária, ou a manutenção de lugares fixos no local de trabalho. Ainda há um longo caminho a percorrer durante este percurso, onde muitas empresas aproveitam para testar novos procedimentos, como é o caso do onboarding virtual. Durante a pandemia, nada mais nada menos do que 75,7% das empresas inquiridas testaram esta abordagem, contra 12,1% que nem sequer a consideraram e outras tantas em cuja atividade consideraram tal procedimento não fazer sentido. Ao nível dos processos de recrutamento online, prática tendencialmente crescente muito antes da pandemia, verificou-se durante a crise sanitária um aumento exponencial, com 87,8% das empresas consultadas a responder que o adotaram. SALÁRIOS NÃO SE ALTERAM Ainda há muitas empresas que estão a avaliar que alterações nas suas políticas de gestão de recursos humanos vieram para ficar, mas neste momento mais de 45% das empresas consideram que têm já uma política de trabalho adaptada ao “novo normal”, enquanto 33,3% afirma estar em fase de alteração da política de trabalho até final do ano e 18% até final de 2022. Das vantagens alcançadas no período pandémico, cerca de 72% das inquiridas tencionam “melhorar e 12% 9% Relativamente à política de trabalho remoto do vosso pessoal de escritório procederam a alterações que vieram para ficar? Já temos uma política adaptada ao “novo normal” Não temos, nem vamos ter no curto prazo uma política de trabalho remoto 46% 3% 18% 33% A sua organização já implementou processos de recrutamento e entrevistas virtuais? Sim 87% Sim, e uma maioria pretende que a base de trabalho seja remota Sim, e existe um equilíbrio entre opiniões Estamos em fase de alteração da política até final do ano Estamos em fase de alteração da política para 2022 10% A sua organização já implementou processos de onboarding virtual? Sim 76% Não aplicável, não estamos a recrutar neste momento 3% Não 12% Não 12% Não aplicável Estão a considerar realizar (ou já realizaram) uma revisão dos benefícios atribuídos aos colaboradores em consequência do impacto da pandemia nos modelos de trabalho? Não 45% 40% Estamos a analisar essa possibilidade 15% Sim 41

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