COMUNICAÇÕES 239 - Alexandra Leitão: Fazer Política para as Pessoas (2021)

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5 perguntas 12 ANDY BROWN Momento de mudança e de oportunidades É o primeiro estrangeiro a liderar os destinos da Galp, depois de uma carreira internacional de 35 anos, dos quais os últimos 15 na Shell. Andy Brown considera esta uma grande oportunidade, num país que classifica de “extraordinário”. O futuro passa, na sua ótica, por potenciar ao máximo o talento da empresa. Texto de Isabel Travessa Fotos cedidas Como tem sido esta nova experiência em Portugal? Sinto-me um privilegiado por ter a oportunidade de liderar esta empresa tão fantástica num país tão extraordinário. Desde que cheguei, fiquei impressionado com a qualidade dos ativos da Galp e das suas pessoas, que têm imenso talento e estão totalmente empenhadas no sucesso da empresa. Esse sucesso dependerá da nossa capacidade de regenerar o nosso futuro, em linha com a transição energética, e estou confiante de que seremos bem-sucedidos. Quais as grandes mudanças que pretende implementar na Galp? Como empresa de energia, temos a responsabilidade de desenvolver e disponibilizar os produtos que permitam que, enquanto sociedade, sejamos capazes de mudar a forma como utilizamos e gerimos os nossos recursos energéticos, ao mesmo tempo que melhoramos a forma como vivemos e promovemos o crescimento e a criação de riqueza. Isto é um enorme desafio! Na Galp, estabelecemos um novo propósito: o de regenerarmos o futuro, juntos. Isto significa remodelar a nossa carteira de ativos, renovar as nossas relações com a sociedade e com os nossos clientes e dar uma nova energia às nossas pessoas. Este processo de mudança irá gerar inúmeras oportunidades de transformação e crescimento. Na transformação da nossa rede de distribuição, oferecendo aos clientes soluções energéticas inovadoras e mais limpas. Transformando a nossa refinaria de Sines num parque energético verde. Reforçando a nossa posição nos biocombustíveis. E construindo novos negócios, por exemplo no hidrogénio. Além disso, queremos contribuir para a criação de uma cadeia de valor das baterias em Portugal. Por último, queremos multiplicar por dez a nossa posição atual na área das energias renováveis, ao longo desta década. O futuro passa cada vez mais pelas energias limpas e sustentabilidade ambiental? Absolutamente! Reduzimos as nossas despesas de capital, mas aumentámos a nossa ambição em termos de descarbonização. Isto significa mais investimento em soluções energéticas de baixo e de zero carbono. Ao longo desta década, queremos reduzir em 40% a intensidade de carbono dos produtos que produzimos. Diz-se hoje que todas as empresas têm de ser, antes de mais nada, tecnológicas. É o caso da Galp? A Galp sempre foi uma empresa tecnológica. Uma refinaria é um equipamento tecnológico altamente complexo, que desagrega e reconfigura moléculas. Uma unidade de produção que opera no Brasil, a mais de 6.000 metros de profundidade, depende de sistemas e dados tão complexos quanto os que são utilizados na exploração espacial. A novidade é que a tecnologia está agora muito mais centrada na gestão de dados. Estes dados permitem- -nos ser mais eficientes nas nossas operações e servir melhor os nossos clientes. No final, as empresas mais bem-sucedidas serão as que conseguirem integrar todos esses dados de forma mais fluida nas suas operações e nas ofertas aos clientes. Como vê o futuro de uma pequena economia, como a portuguesa, em termos de oportunidades de posicionamento europeu e global? Acredito que Portugal tem grandes oportunidades para prosperar no futuro, devido à qualidade das suas pessoas, infraestruturas e recursos naturais. O governo parece empenhado na definição de um quadro regulamentar que facilite a vida às empresas e indústrias que procuram novas oportunidades decorrentes da transição energética, centrada em torno da eletrificação, por via das energias renováveis e das soluções que estas irão proporcionar. A combinação do forte posicionamento de Portugal nas energias renováveis, que é conhecido de todos, um sólido quadro regulamentar, e as capacidades da Galp, deverão permitir que Portugal – e também a Galp e os seus clientes – possam tirar o máximo benefício destas novas oportunidades energéticas.•

Para o novo CEO, a Galp sempre foi uma empresa tecnológica: toda a sua operação assenta em soluções tecnológicas altamente complexas. A gestão de dados ocupa hoje um papel central, para ser mais eficiente e servir melhor os clientes 13

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