COMUNICAÇÕES 238 - MULHERES E TECNOLOGIA O NAMORO QUE ACABARÁ EM CASAMENTO (2021)

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a abrir 6 PANDEMIA GERA MAIOR PROCURA DE TECNOLOGIAS DE AUTOMAÇÃO A ADOÇÃO DAS TECNOLOGIAS de automação está a subir com a pandemia. Em 2019, 58% das organizações recorreram a estas soluções e em 2020 eram já 73%. Acresce que o número de organizações que estão a implementar automação inteligente em escala quase duplicou, com a aposta na automação as a service, através do recurso à cloud, como instrumento chave para a escalabilidade e para reduzir o impacto da Covid-19. O mais recente ‘Global Intelligent Automation 2020’, da Deloitte, destaca que a combinação da automação robótica com tecnologias de IA e de gestão de processos permitirá às empresas re-imaginar processos e negócios. Nesta 5ª edição, o estudo revela que dois terços dos líderes de negócio usaram a automação para responder ao impacto da pandemia e um terço acelerou os seus investimentos em automação com recurso à cloud. O trabalho recomenda que para que os processos de automação tenham sucesso, os executivos determinem como usar esta tecnologia para atingir os seus objetivos e coloquem em prática uma estratégia robusta e holística. E aponta quatro tendências na robótica e automação inteligente: robótica em larga escala; democratização da IA; automação como serviço; e a automação end-to-end.• Dois terços dos líderes de negócios usaram a automação para responder ao impacto negativo da pandemia. DISRUPÇÕES DO CORONAVÍRUS VIERAM PARA FICAR MAIS DE 60% dos líderes globais com cargos de administração de C-Level (CXOs) acredita que disrupções como a pandemia se vão sentir no futuro de forma ocasional ou regular e três quartos classificam as alterações climáticas como a principal questão a enfrentar na próxima década. Por isso, as empresas que planeiam e investem em antecipação estão mais bem posicionadas para responder, recuperar e prosperar nessas fases, garante o Deloitte Resilience Report 2021. A análise revela que as organizações resilientes – com mindsets e culturas flexíveis, adaptáveis, inovadoras e de longo-prazo – estão mais bem posicionadas para superar disrupções. Em Portugal, quase metade dos líderes dizem que o impacto da Covid-19 no negócio e na capacidade de investimento foi muito negativo. Mas estão relativamente otimistas quanto ao futuro: 53% espera, dentro de três meses, um impacto neutro no volume de negócio e, dentro de 12 meses, 53% antecipa um aumento de 25%. Adotar uma estratégia de preparação, adaptação, colaboração, confiança e responsabilidade é o caminho para emcarar o futuro e introduzir um “melhor normal”.• CURIOSIDADE COMPUTADORES QUÂNTICOS FUNCIONAM 100 VEZES MAIS RÁPIDOS Se a construção de computadores quânticos tem acelerado nos últimos anos, a IBM tem agora a meta de desenvolver um software para os colocar a funcionar 100 vezes mais depressa. Assim, planeia lançar uma atualização do seu software Qiskit, utilizado para executar programas quânticos numa variedade de hardware, ainda este ano. Espera-se que, até 2023, as atualizações expandam significativamente os tipos de circuitos quânticos, com os quais os programadores são capazes de trabalhar numa era de “computação quântica sem fricção”, o que permitirá que, em 2030, empresas e utilizadores estejam a executar milhares de milhões, se não um trilião de circuitos quânticos por dia, talvez sem sequer se aperceberem que o estão a fazer.• ILUSTRAÇÃO STORIES/FREEPIK

CURIOSIDADE MÃO ARTIFICIAL IMPRESSA EM… 19 MINUTOS É um novo método que promete revolucionar a bioimpressão. A tecnologia permite imprimir corretamente todos os pequenos detalhes das células que existem nos vasos sanguíneos, assim como reduzir a deformação e danos celulares que podem acontecer ao longo do processo de impressão 3D, o que mostra bem os progressos que têm sido conseguidos. Foi criada por um grupo de investigadores da Universidade de Buffalo, em Nova Iorque, e é até 50 vezes mais rápida do que os atuais métodos de impressão 3D. No caso da impressão da mão artificial, que levou 19 minutos, demoraria 6 horas pelos métodos convencionais.• FUTURO DO TRABALHO IMPLICA REPENSAR A CULTURA ORGANIZACIONAL… DEPOIS DE UM ANO de pandemia, a forma de trabalhar e de colaborar mudou radicalmente. E há que criar num novo modelo, que impulsione o sucesso das organizações. O caminho passa por repensar a cultura organizacional. A conclusão é do Work Trend Index 2021, da Microsoft, que no relatório “The Next Great Disruption Is Hybrid Work – Are You Ready?” apresenta os resultados de um estudo realizado a mais de 30.000 pessoas de 31 países e analisa biliões de sinais de produtividade agregada e da força de trabalho no Microsoft 365 e LinkedIn. As conclusões mostram que este último ano alterou fundamentalmente a natureza do trabalho, com uma contração das redes de contato, a duplicação do tempo em reuniões e a desumanização do trabalho. Há desafios a que é preciso dar resposta, uma vez que os líderes estão afastados dos colaboradores, a elevada produtividade está a ocultar a exaustão da força de trabalho e a redução das redes de contacto está a comprometer a inovação. O estudo recomenda cinco estratégias para os líderes: criar um plano para capacitar as pessoas para uma extrema versatilidade; investir no espaço e na tecnologia para fazer a ponte entre os mundos físico e digital; combater a exaustão digital desde o topo das organizações; dar prioridade à reconstrução do capital social e da cultura; e repensar a experiência dos colaboradores para competir pelos melhores e mais diversos talentos.• ILUSTRAÇÃO PIKISUPERSTAR/FREEPIK … E PÔR UMA AGENDA DE MAIOR HUMANIZAÇÃO PERANTE UMA CRISE que coloca as pessoas no centro das preocupações, o trabalho e, em particular, a sua humanização, assumiu relevância na agenda das empresas. Apesar da aceleração de tendências causadas pela pandemia, ocorreu também uma mutação das perspetivas de evolução do trabalho que, apesar de mais digital, deverá tornar-se também mais humano. A conclusão é do estudo “Humanizar o Futuro do Trabalho”, da Deloitte, que analisa a realidade atual e futura do meio laboral em Portugal, não só para os cerca de 30% de funções elegíveis para trabalho remoto, mas para as diferentes tipologias de funções que não têm hoje essa possibilidade. Esta crise tem dado relevância à componente humana das empresas. A pesquisa identifica quatro arquétipos de funções – operações, atendimento presencial a cliente, em movimento e no escritório – como os desafios das empresas. Em todos, é preciso rever formatos de gestão de desempenho, repensando os modelos de carreiras numa lógica multi-funcional e de maior flexibilidade e a abordagem aos modelos de contratação e a mecanismos de partilha de pools de talento dentro da organização.• É preciso rever os modelos de gestão de talento, criando novos Employers Brand Propositions. 7

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