COMUNICAÇÕES 238 - MULHERES E TECNOLOGIA O NAMORO QUE ACABARÁ EM CASAMENTO (2021)

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apdc news blicos. A NOS, por exemplo, apoiou uma empresa pública, que gere habitação municipal, a evoluir para uma solução de cloud pública e para soluções avançadas de segurança na cloud. Como explicou Rui Alexandre Ribeiro, head of Cloud Product Development for B2B do operador, foi externalizada a O CTIC será o fórum por excelência para ter uma visão global da AP e do trabalho colaborativo que se exige infraestrutura de datacenter e serviços da entidade, com um roadmap de transformação para a cloud, num modelo pay as you go, que é monitorizado em permanência. No IPDJ – Instituto Português do Desporto e Juventude, como explicou Carlos Alves Pereira, vogal do Conselho Diretivo, o legado em termos de infraestrutura tecnológica era já obsoleto, impedindo a oferta de um serviço digital eficiente. Para modernizar a sua infraestrutura tecnológica, promovendo uma melhor gestão e flexibilidade dos recursos, migrou todos os seus postos de trabalho e workloads do datacenter de Lisboa para a cloud, com o apoio da Inetum e Microsoft. Já na Santa Casa da Misericórdia, a Accenture implementou uma solução de CRM/PRM & Contact Center, para disponibilizar uma visão única e integrada dos clientes e parceiros. Segundo Liliana Ferraz, manager da Accenture Technology, o projeto contou com a implementação de um contact center moderno e baseado em cloud, integrado com uma componente transversal de CRM/PRM. Agora, como avançou Ana Cecília Martins, diretora responsável pelo contact center da SCML, é possível, de forma sustentada e estandardizada, prestar um serviço de excelência a clientes e parceiros. A Anacom é outro caso que exemplifica o sucesso das soluções cloud. Segundo Augusto Fragoso, diretor- -geral de Informação e Inovação, identificou-se a necessidade de transformar a forma como os funcionários colaboravam e geriam a informação. A Axians, para responder a este desígnio, repensou as ferramentas de produtividade e implementou uma solução de colaboração na cloud. A dimensão da segurança foi também um dos drivers principais deste projeto, explicou Ricardo Matos, senior sales manager da Axians. Este tem sido um trabalho que, apesar de demorado, foi bem-sucedido, salienta a secretária de Estado da Inovação e da Modernização Administrativa. Maria de Fátima Fonseca refere que o CTIC será o fórum por excelência para reunir uma visão global da AP e do trabalho colaborativo que deve continuar a ser desenvolvido e a coordenação na discussão e nos investimentos que necessariamente terão de ser feitos. Por isso, assumirá os próximos passos na coordenação do trabalho. Afinal, este é um “caminho incontornável”.• 54

POINT OF PREVIEW COM MARIA MANUEL LEITÃO MARQUES Conquistar um lugar de topo na Europa O país terá de saber aproveitar a ‘bazuca’ europeia para se tornar mais resistente e resiliente. E tentar fazer melhor do que os outros, com parcerias e inovação. Texto de Isabel Travessa OS VÁRIOS DOSSIERS da Agenda Digital Europeia, com destaque para a conetividade e o 5G, assim como os dados e a inteligência artificial, foram temas de análise do 1º encontro ‘Point of Preview’ da APDC, realizado a 24 de fevereiro, que teve como oradora convidada a eurodeputada Maria Manuel Leitão Marques. Nesta iniciativa, reservada aos presidentes dos patrocinadores anuais e membros da direção, salientou a importância dos fundos estruturais, com destaque para o PRR, e das opções tomadas politicamente, para garantir que o país ganhe capacidade de disputar um lugar de topo na economia europeia. É que “não se trata apenas de recuperar o que foi esta crise e os estragos feitos, como se recupera um território depois de um incêndio ou de uma inundação. Trata-se de tornar a Europa mais resistente e resiliente a choques futuros, aprendendo com o que aconteceu. Por isso se fala de autonomia estratégica, de reindustrialização e de capacidade de produção interna em áreas críticas”, assegura a oradora. Na sua visão, preparar o futuro do país implica garantir “um papel no desafio da autonomia estratégica, para que ela não se faça só pelos campeões europeus”. Por isso, não se poderá fazer “apenas mais do mesmo”. Portugal, e a Europa como um todo, precisam de ser “mais autónomos de forma descentralizada, trabalhando com as periferias e distribuindo emprego e indústria de qualidade. Mas, para isso, é necessário garantir “Não se poderá fazer apenas mais do mesmo. Para isso, é preciso conetividade, incluindo o 5G” conetividade, incluindo o 5G, acelerando os investimentos em projetos que tornem os territórios mais competitivos”. Por isso, na sua ótica, os players das TIC têm de ajudar “Portugal e o governo a alinhar o plano nacional com Bruxelas. Se estivermos alinhados, é mais fácil concorrer aos fundos, pois o que estamos a fazer em matéria de inovação nas nossas empresas é aquilo que são as prioridades da Europa. Depois, se precisarmos de ser competitivos globalmente, temos de tratar da conetividade com o resto do mundo”. A multiplicação das parcerias entre empresas e a comunidade científica, um problema nacional e europeu que se arrasta há muito, será essencial no processo. Para a eurodeputada, será “muito importante utilizar os fundos europeus para estimular a experimentação, testar ideias entre empresas e comunidade científica. É assim que se inova”. É que “não se deve ir atrás dos outros, mas sim fazer melhor do que os outros”. No final, garantir-se-ão “empresas inovadoras e uma comunidade científica sensível aos problemas do tecido industrial. Será um caminho win-win para conseguirmos ter um país com mais capacidade de disputar um lugar de topo na economia europeia”.• 55

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