COMUNICAÇÕES 238 - MULHERES E TECNOLOGIA O NAMORO QUE ACABARÁ EM CASAMENTO (2021)

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apdc news WEBMORNING - ESTRATÉGIA CLOUD PARA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA EM PORTUGAL Dar o salto de maturidade A estratégia cloud para a AP está definida e aprovada. Há agora todo um caminho pela frente para a sua efetiva implementação, para trazer aos serviços públicos todas as vantagens das soluções tecnológicas de ponta. Texto de Isabel Travessa 52 https://bit.ly/3dEAldo JÁ ESTÃO A SER DEFINIDOS os instrumentos que vão permitir operacionalizar o pacote de orientações para a estratégia cloud na AP. Os use cases já implementados em alguns organismos públicos comprovam o sucesso destes modelos e o passo seguinte é estendê-los a todas as entidades da esfera estatal. O processo está em curso e em aceleração, no sentido de trazer ao Estado ganhos de eficiência, um menor esforço na gestão de sistemas dispersos e pouco uniformes, a utilização da tecnologia para alavancar o modelo de negócio e o reforço da cibersegurança e da privacidade. No WebMorning sobre a Estratégia Cloud para a Administração Pública em Portugal, realizado a 4 de fevereiro, fez-se um ponto de situação e traçaram-se perspetivas. “Vivemos o momento da maior importância no processo de transição digital da nossa Administração Pública (AP)”, com a “desejada clarificação do posicionamento do Estado em matéria de utilização de serviços cloud”, destacou o secretário de Estado para a Transição Digital, André Azevedo, na abertura do evento. O longo processo, que envolveu todos os stakeholders, chegou finalmente ao fim, preparando-se agora toda a documentação para se definir “os termos claros em que a AP poderá recorrer a serviços cloud, eliminando dúvidas e dissipando alguns fantasmas”, numa lógica de cloud first. Agora, é preciso “dar um salto de maturidade nas soluções e passarmos a workloads mais avançados, que permitam incorporar tecnologias verdadeiramente disruptivas e emergentes também no setor público”, diz o governante, que garante

André de Aragão Azevedo, secretário de Estado para a Transição Digital António Gameiro Marques, diretor-geral do Gabinete Nacional de Segurança Maria de Fátima Fonseca, secretária de Estado da Inovação e da Modernização Administrativa Teresa Girbal, vice-presidente e CIO da eSPap - Entidade de Serviços Partilhados da Administração Pública Sara Carrasqueiro, vogal do Conselho Diretivo da AMA - Agência para a Modernização Administrativa Rogério Carapuça, presidente APDC (moderador) que a estratégia cloud permite uma “visão muito mais estratégica, com condições de clarificar, dar orientações e recomendações. O foco tem de ser o serviço público e não a gestão da infraestrutura física”. Mas há ainda alguns obstáculos à adoção da cloud, como os custos, riscos de violação da segurança, incerteza na localização dos dados e conhecimento. Por isso, está a ser desenvolvido um extenso trabalho para responder a um vasto conjunto de desafios, desde a framework de implementação à identificação dos sistemas, aos critérios legais, tecnológicos, económicos, financeiros, passando pela análise do modelo de riscos, processos de contratação e cláusulas técnicas e qualificação de recursos humanos, acrescentou Teresa Girbal, do CTIC/ eSPap – Entidade de Serviços Partilhados da Administração Pública. Face à acelerada adoção de soluções digitais pela sociedade e limitações crescentes dos canais presenciais públicos, o Estado foi obrigado a repensar processos e modelos de gestão para caminhar para novos serviços públicos online. Tem agora de saber ultrapassar barreiras e enfrentar riscos, “transferindo as preocupações com infraestruturas para terceiros, que fazem disso a sua atividade principal, podendo a AP centrar-se no que é essencial: a oferta de serviços públicos digitais de nova geração, simples, interoperáveis e transfronteiriços”, salientou Sara Carrasqueiro, membro do Conselho Diretivo da Há ainda obstáculos à adoção da cloud, como os custos, riscos de violação da segurança e conhecimento AMA – Agência para a Modernização Administrativa. Este é um processo em que a confiança será central e terá de ser construída ao longo do tempo, defende António Gameiro Marques, diretor-geral do Gabinete Nacional de Segurança. Tudo terá de assentar “nos princípios da transparência, associada à perceção de segurança, qualidade e privacidade, bem como na confiabilidade e proximidade. Se queremos que o setor público use a cloud, temos de explicar às entidades as suas vantagens”. Há vários exemplos na AP que comprovam o sucesso na adoção de soluções cloud nos organismos pú- 53

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