COMUNICAÇÕES 238 - MULHERES E TECNOLOGIA O NAMORO QUE ACABARÁ EM CASAMENTO (2021)

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em destaque 26 Com esta

em destaque 26 Com esta parceria “procuramos contribir para alargar o espetro das atividades de formação disponíveis para quem delas precisa”, diz António Leite, vice-presidente do IEFP das vagas serão preenchidas por pessoas de fora de Lisboa e Porto”. Adicionalmente, o Google.org, braço filantrópico da Google, oferecerá ainda mais de 200 certificados a pessoas em situação de exclusão e vulnerabilidade, que serão alocados pela Fundação da Juventude, com o suporte da INCO e o apoio do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social. Além das bolsas de formação, os programas estão disponíveis no Coursera a um baixo custo para ajudar as pessoas que desejam aprender online ao seu próprio ritmo ou que desejam mudar de profissão, mas não têm tempo ou meios para aceder à educação tradicional. PORTUGAL, UM DOS PRIMEIROS Os cursos têm um total de 120 horas de aulas e podem ser concluídos em cerca de seis a oito meses. Os alunos completam-nos ao seu ritmo, de acordo com as suas disponibilidades. “São idealizados e dados por pessoas da própria Google. Estamos a partilhar a nossa experiência, enquanto empresa e empregador, com pessoas do mercado de trabalho que possam beneficiar do conhecimento que temos dessas áreas”, explica Bernardo Correia. Os formandos sentem os efeitos rapidamente. De acordo com dados do Coursera, 82% dos alunos que obtiveram este certificado nos Estados Unidos confirmaram que tiveram um impacto positivo na sua carreira: desde encontrar um novo emprego, aumentar o salário ou mesmo abrir um negócio. O programa Certificados Profissionais Google já foi lançado em países como os Estados Unidos e a Grécia. Portugal foi escolhido como um dos primeiros países do mundo a acolher esta iniciativa, sob a marca Grow with Google. Aliás, o nosso país costuma ser pioneiro a aceitar estes desafios. “Algo que sempre senti, em Portugal, é uma vontade de experimentar coisas novas, de ver como correm e aprender com isso. Temos um mindset absolutamente fantástico e muito adequado ao momento atual das tecnologias de informação”, reconhece Bernardo Correia. E realça: “Portugal é um país em que este tipo de programas pode ter enorme impacto, e precisamente por isso valia a pena trazê-lo para cá o mais depressa possível, pois a transição digital deve ser acelerada. Este programa pode ser um bom contributo para tal acontecer”. COMPLEMENTO EFICAZ Com uma boa recetividade por parte dos profissionais, este tipo de cursos assume-se como um complemento à formação mais tradicional. Rogério Carapuça considera que há lugar para as várias opções. “O modo como todos iremos aprender ao longo da vida assumirá formas muito diversas, dando a cada um de nós o papel central de escolher os instrumentos que queremos utilizar, as certificações profissionais que queremos obter, os graus académicos, as qualificações mais diversas em todas as áreas do saber”. Quanto a cursos como estes, que não requerem um diploma de formação superior, que são rápidos e permitem uma remuneração acima

da média, o presidente da APDC reconhece que “temos presenciado a um entusiasmo grande e crescente. Este tipo de iniciativas farão certamente o seu caminho e ganharão cada vez mais adeptos”. Do lado dos empregadores, o acolhimento destas formas de requalificação é notória. “As empresas com quem lido todos os dias, e são muitas, fazem-me sempre dois tipos de perguntas: ‘Onde é que eu encontro pessoas formadas nestas áreas?’ e ‘Consegues arranjar- -me mais?’”, conta Bernardo Correia. “Na brincadeira, costumamos dizer que quase nos confundem com uma agência de recrutamento! Foi também por recebermos tantos pedidos do tecido empresarial português que decidimos criar cursos deste género. A nossa ideia não é, de todo, substituir a educação que as universidades prestam, mas complementar as lacunas que existem no mercado de trabalho e ajudar nessa transformação e requalificação das pessoas em termos de competências digitais. Para poderem entrar no mercado de trabalho por uma porta que antigamente estava fechada”.• “IMPORTA AGORA MUDAR PARA MELHORAR” António Leite, vice-presidente do IEFP, um dos parceiros do programa Certificados Profissionais Google, considera que há lugar para todo o tipo de formações que cumpram o objetivo de melhoria contínua. A formação e reconversão profissional em competências digitais tornou-se, com o contexto da pandemia, uma preocupação ainda mais urgente para o IEFP? O período que vivemos encerra possibilidades, potencialidades e perigos que ainda mal compreendemos. Isso é verdade ao nível sanitário, social, político e, naturalmente, também no âmbito da formação. Apesar da imprevisibilidade do futuro, parece ser razoavelmente seguro prever que serão necessárias mais pessoas com mais competências tecnológicas e digitais. A pandemia veio colocar urgência no desenvolvimento de algumas dessas competências, dado que o digital veio funcionar como elemento substitutivo de um determinado número de atividades pessoais, sociais e profissionais. Costumo dizer que mudámos porque fomos obrigados para sobreviver. O que importa agora é mudar para melhorar. Neste contexto é inegável que a resposta formativa do IEFP integra uma componente mais forte na área do digital, diria que marginalmente devido à pandemia, mas sobretudo por essa ser a tendência com ou sem pandemia. Considera que este modelo de qualificações como os Certificados Profissionais Google será cada vez mais considerado como uma alternativa ao modelo “mais tradicional”? Não creio que se possa colocar a questão em termos de alternativa, mas antes de complemento. As necessidades concretas do mercado foram sempre um dos eixos de atuação do IEFP, em paralelo com as necessidades dos utentes e as tendências percebidas do futuro próximo. O atual momento não é exceção. A adequação a essas necessidades obrigará a respostas formativas diferenciadas na duração, na profundidade, nos conteúdos, nos objetivos, nas metodologias, na avaliação. Formações de curta duração não são substitutivas de formação de mais longa duração, ambas serão necessárias se adequadas. De resto, temo mesmo que a crescente incorporação de conhecimento e de tecnologia em processos produtivos, nos bens e serviços e nas profissões obrigue a atividades formativas de mais longa duração, tipicamente associadas a processos de reconversão profissional. O que aqui procuramos é contribuir para alargar o espetro das atividades de formação disponíveis para quem delas precisa.• 27

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