COMUNICAÇÕES 237 - Que Portugal Digital Queremos Construir? (2020/2021)

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APDC 237 - Que Portugal Digital Queremos Construir? Janeiro 2021

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apdc news Talkommunications - O Futuro com 5G na Mobilidade Garantir um amanhã mais smart No alargado ecossistema da mobilidade, a chegada do 5G é vista como um processo e não como uma disrupção. Será uma jornada, com uses cases cada vez mais complexos e autónomos, que trará consigo um futuro mais inteligente e conectado. Texto de Isabel Travessa 56 https://youtu.be/6R3ch0RafCk As redes 5G estão já a chegar aos vários mercados e dãose importantes passos para preparar a mobilidade do futuro. Eficiência, segurança e redução das emissões de carbono são prioridades. Mas há ainda muitas questões por responder e desafios que os players da cadeia de valor terão de saber endereçar. Certo é que todos estão envolvidos e a apostar em realidades cada vez mais inteligentes, como ficou claro na talkcommunications “O Futuro com 5G na Mobilidade”. “À medida que as novas funcionalidades do 5G forem introduzidas, assim como os respetivos standards, será possível dar um salto incremental na mobilidade, com segurança cada vez mais avançada, manobras coordenadas e controlo remoto de veículos. Débito, latência e fiabilidade serão determinantes, assim como o edge computing e o network slicing”, começa por salientar Ricardo Pinto, costumer solutions manager da fabricante da Nokia. Mas esta “visão do futuro da mobilidade” exige um esforço conjunto, do ponto de vista dos parceiros, num verdadeiro trabalho em ecossistema

para se encontrarem as melhores soluções. Um dos grandes projetos é o 5G MOBIX, financiado pelo programa Horizonte 2020, que deverá terminar em julho de 2022. Envolve 50 parceiros de 11 países europeus e 10 parceiros da China e Coreia do Sul e visa testar e validar o 5G no contexto CCAM (Cooperative, Connected and Automated Mobility), incluindo numa perspetiva de corredores cross-border. Como o corredor Portugal-Espanha, entre Porto e Vigo, onde estão a ser testadas soluções de automação na condução, melhoria de serviços a bordo nos transportes públicos e veículos elétricos não tripulados, com operação remota autónoma. A NOS é um dos operadores que participa. Carla Botelho, diretora de Programa 5G e Transformação da NOS, destaca que o projeto é visto “como uma iniciativa de enorme relevo no contexto da mobilidade na Europa, onde o operador está muito apostado”. Através deste projeto, que tem sido “muito exigente”, é possível perceber como se deverá adaptar a rede móvel às novas soluções e exigências do futuro. Para a NOS, o tema da mobilidade conectada, que vai transformar a sociedade, ao trazer a redução da sinistralidade, mais segurança, maior produtividade, menor consumo, menor pegada de carbono e melhoria da qualidade de vida, é crucial. “As redes móveis, pelas suas caraterísticas, estarão no centro destas transformações. Tanto pela sua abrangência como pela sua universalidade, permitirão ligar tudo a tudo”, refere, explicando que há já um conjunto de uses cases a ser testados, sendo que Um dos grandes projetos na área da mobilidade é o 5G Mobix, financiado pelo programa Horizonte 2020 “tudo isto não se faz de um dia para o outro. É uma construção de todo um ecossistema”. Enquanto tecnológica do grupo Brisa e responsável pelo desenvolvimento de soluções de mobilidade, a A-to-Be também está apostada no 5G. Até porque o foco do grupo é a mobilidade para as pessoas e a nova geração permitirá a implementação de cenários muito mais complexos, que envolverão todo um ecossistema, como explica Frederico Vaz, CTO da empresa. A participação no 5G MOBIX tem permitido “estudar realmente qual é a melhor solução e a melhor tecnologia, assegurando maior segurança e mais informação”. Mas persistem muitas dúvidas no mercado, nomeadamente saber como serão geridos os dados dentro do ecossistema, quais os novos modelos de negócio emergentes, qual o papel das entidades europeias ao nível da normalização e como será gerida a segurança. Para Frederico Vaz, “são temas que não estão resolvidos e não são claros. Os uses cases associados à mobilidade têm também o objetivo de tentar clarificar estas questões e o ecossistema tem de pensar nisto quando está a desenvolver soluções”. A coexistência de redes públicas e privadas de 5G, para responder a necessidades específicas de setores de atividade ou de empresas, e o desafio de saber como vão conviver no futuro os carros conectados com os carros autónomos e os veículos convencionais, foram outros temas abordados neste encontro.• CARLA BOTELHO, Diretora de Programa SG e Transformação, NOS FREDERICO VAZ, CTO, Brisa RICARDO PINTO, Customer solutions manager, Nokia SANDRA ALMEIDA, Executive director, APDC 57

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