COMUNICAÇÕES 237 - Que Portugal Digital Queremos Construir? (2020/2021)

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APDC 237 - Que Portugal Digital Queremos Construir? Janeiro 2021

negocios 42 Não é

negocios 42 Não é coincidência o denominador comum destas histórias de sucesso ser a tecnologia digital. A corrida à comunicação à distância e a outras soluções para gestão empresarial baseadas em TI foi a chave que abriu as portas a empresas que em muitos casos davam os primeiros passos no mercado. A Visor.ai, a software house criada em 2016 por três jovens sub-30 – Gianluca Pereyra, Gonçalo Consiglieri e Bruno Matias – foi uma delas. Especializada na construção de soluções para a automatização de processos de comunicação corporativa (bots), a plataforma Visor. ai, integralmente concebida por Bruno Matias, engenheiro informático e CTO da empresa, começou a conquistar clientes step by step, com o apoio da incubadora Beta-i. Depois de a COVID-19 ter entrado em cena em Portugal, a dinâmica mudou, como relata Gianluca Pereyra: “Não foi fácil conquistar os primeiros clientes, mas quando a pandemia chegou ao nosso país já estávamos a crescer bastante. O confinamento decretado em março ções para canais de email e de voz. Gianluca sente que “há muito mercado para crescer”, porque “o chat ainda hoje corresponde a uma pequena percentagem de todo o volume de contactos que se estabelecem entre clientes e empresas”, por isso está otimista quanto ao futuro. De uma equipa de quatro pessoas, composta pelos três sócios e um contratado, a Visor.ai passou para 22. Foi durante a pandemia, quando ninguém contratava, que fez o último reforço do seu staff, com cinco contratações. Clientes, são cerca de 20, entre grandes empresas, sobretudo na área da banca e seguros. Projetos a rolar são 50. Palavras para quê, se a Visor.ai tem estes números para mostrar? Gianluca Pereyra, Gonçalo Consiglieri e Bruno Matias, co-fundadores da Visor.ai, especializaram-se em soluções para a automatização de processos. Durante a pandemia a procura dos seus serviços disparou, sobretudo desde janeiro provocou alguma estagnação, que durou até julho, depois retomámos o crescimento”. Uma curva que não tem parado de subir: “Janeiro”, partilha, “está a ser muito interessante”. Gianluca diz que o aumento de procura dos seus serviços explica-se “porque as empresas começaram a querer fazer mais coisas à distância, até por pressão dos seus próprios clientes, que hoje evitam contactos presenciais”. E a verdade é que, segunda afirma, “80% dos contactos entre clientes e empresas são geríveis com automatismos”. A comprová-lo, no seu site a Visor.ai garante que os bots que constrói “respondem de imediato à maioria das perguntas”. O produto-estrela da empresa é a sua plataforma de construção de chat bots, mas também oferece solu- Um boost chamado COVID-19 Quando a UpHill nasceu, em 2016, foi com a intenção de prestar um serviço que os seus fundadores, na qualidade de médicos, sabiam que fazia falta: a triagem e prestação de informação científica credível e atualizada à sua classe profissional. Numa profissão em que o conhecimento está sempre em atualização contínua e cujo desempenho depende em larga medida dessa informação, a falta de um canal que a rastreasse e providenciasse despertou no espírito de Eduardo Freire Rodrigues, Duarte Sequeira e Luís Patrão, essa ideia de negócio. Como tantas que nascem para preencher lacunas, a que esteve subjacente à criação da UpHill foi muito bem acolhida. Através do UpSIM, o software que a empresa desenvolveu para o efeito, a comunidade médica passou a ter acesso a informação clínica atualizada de forma mais rápida e sistemática. Quando a COVID-19 chegou a Portugal, já a UpHill tinha na sua plataforma largas dezenas de milhar de inscritos, entre profissionais do setor público e privado, mas a pandemia fez o serviço disparar. Eduardo

Freire Rodrigues diz que desde março do ano passado a UpHill selecionou e resumiu “mais de 300 artigos científicos”, criou “20 casos clínicos para simulação e uma dezena de algoritmos de atuação clínica, especificamente relacionados com a COVID-19”. Este ritmo, frisa, “refletiu a aceleração da investigação científica sem precedentes que se verificou” com a pandemia, “com a informação a ser atualizada permanentemente e, numa fase inicial, a fiabilidade dos vários artigos a ser muito díspar, representando um desafio acrescido no processo de atualização e formação dos profissionais de saúde no terreno”. Ao longo de 2020 o número de utilizadores ativos da plataforma UpHill ultrapassou os 100 mil e para este ano as perspetivas de crescimento mantêm-se elevadas. Entre os seus clientes contamse os hospitais CUF, Lusíadas, Luz Saúde e as farmacêuticas Novartis, NovoNordisk e Pfizer. Fundada em 2013, para trazer para o mercado o primeiro fisioterapeuta digital, a portuguesa Sword Health não precisou da pandemia para atrair as atenções de Portugal e do mundo. Já captou milhões de dólares de investimento, nomeadamente por parte de capitais de risco norte-americanos. A sua solução, que alia inteligência artificial a equipas clínicas humanas no decurso de ensaios clínicos, já superou, segundo Virgílio Bento – líder e fundador – os resultados da fisioterapia convencional em 30%. Apontada como o próximo unicórnio português, a Sword Health lidera o ranking das empresas portuguesas inovadoras que mais cresceram em 2020, segundo o Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia (EIT Digital). Não precisou da COVID-19 para ascender ao estrelato, mas a pandemia ajudou-a, certamente, a chegar mais depressa à passadeira vermelha. Estar no sítio certo A Ifthenpay foi das primeiras fintechs a aparecer em Portugal na área dos pagamentos digitais. Foi lançada em 2005, por Filipe Moura e Nuno Breda, inspirados pela ideia de trazer as referências “Desde março, a UpHill (fornecedora de informação científica à classe médica) selecionou e resumiu mais de 300 artigos” sobre COVID 19 multibanco para as PME’s e para a internet. A penetração no mercado foi fácil, recorda Filipe Moura: “Os consumidores já conheciam as referências multibanco, por isso o nosso trabalho de persuasão Eduardo Freire Rodrigues, CEO só teve de ser feito junto dos comerciantes, a quem explicámos as vantagens de incorporar este método de pagamento nas suas faturas”. A história da Ifthenpay foi, pois, a de uma aventura tranquila, que a levou, com o tempo, a incorporar outros meios de pagamento na sua 43

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