COMUNICAÇÕES 237 - Que Portugal Digital Queremos Construir? (2020/2021)

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APDC 237 - Que Portugal Digital Queremos Construir? Janeiro 2021

t ema de capa 24

t ema de capa 24 Essencial para permitir a concretização das metas definidas é a Estrutura de Missão Portugal Digital, criada em tempo recorde Nunca como hoje o digital se revelou tão essencial para o funcionamento da economia e da sociedade. Em plena terceira vaga da pandemia e quando o país volta a viver um novo confinamento, porque a COVID-19 não dá tréguas e continuamos a bater recordes pelas piores razões, as aprendizagens de quase um ano deste “novo normal” que nada tem de normal mostram que é preciso acelerar as medidas do Plano de Ação para a Transição Digital. Em ecossistema alargado, fazendo todas as pontes e tirando partido da “bazuca” de Bruxelas. Quando, a 5 de março do ano passado, o secretário de Estado para a Transição Digital apresentou o Plano de Ação para a Transição Digital e as 57 medidas dos três eixos – pessoas, empresas e AP - estávamos longe de prever a dimensão e o impacto que a pandemia teria um pouco por todo o lado. Hoje, quando entrámos na terceira vaga, com níveis verdadeiramente recorde, André Azevedo não tem dúvidas: o processo de transição para o digital tem mesmo de acelerar. Pessoas e organizações foram confrontadas com uma profunda alteração de paradigma na comunicação e interação, seja por via do teletrabalho, do tele-ensino ou da socialização pelos meios eletrónicos, numa verdadeira alteração de mentalidades que, assegura, veio para ficar. “Queimámos muitas etapas” e “a importância e prioridade do digital deixou de ser questionável. Haverá alguns ajustamentos do ponto de vista de comportamento social, mas o que foram os ganhos e a incorporação da eficiência, por via da utilização de forma mais intensiva das tecnologias e do digital, veio para ficar”, assegura o governante, que destaca ainda as melhorias de eficiência nas organizações, assim como os ganhos ambientais, de ordenamento, mobilidade, qualidade de vida e worklife balance. O governante está convicto de que a pandemia veio “validar tudo aquilo que eram as premissas e os pressupostos” do plano que definiu com a sua equipa para a transição digital do nosso país. Um plano concebido num tempo recorde, nos primeiros 100 dias de governação (entrou em funções em outubro de 2019) e que aproveitou devidamente todas as iniciativas que já estavam no terreno. “Foi interessante perceber como é que os princípios orientadores do que era uma agenda digital nacional foram ou não validados por aquilo que era uma situação de stress para o país em termos sociais e económicos. E, de facto, houve uma aceleração e uma validação do plano. Confirmou-se que o que foi definido fazia todo o sentido”, explica o secretário de Estado. Uma das estruturas essenciais para permitir a concretização das metas definidas é a Estrutura de Missão Portugal Digital, também ela criada em tempo recorde, com a missão de acompanhar as medidas de execução do programa e de apoio à coordenação das políticas públicas em matéria de transformação digital da sociedade e da economia. Transparência e envolvimento total Em preparação está também a plataforma que irá apoiar este trabalho, permitindo a monitorização de todas as ações do plano, assim como a prestação de contas públicas, o escrutínio do que está feito, o ponto de situação, os indicadores-chave de desempenho e as metas e cronogramas. Estas foram, aliás, metas deixadas claras pelo secretário de Estado desde a primeira hora: “Tudo tem de ser escrutinável, auditável e estar disponível numa lógica open data, para que setores público e privado possam olhar para isto e perceber o que andamos a fazer com o dinheiro de todos”. Mas André Azevedo quer ir ainda mais longe: desenvolver um projeto de um CRM centralizado para a área da economia para ajudar na gestão das várias leads e processos, numa lógica de ter um dashboard de acompanhamento que dê transparência e garanta um melhor envolvimento entre os vários atores. “Não queremos silos, mas uma abordagem partilhada tanto quanto possível”, salienta. Nesse sentido, e quanto a projetos de capacitação, refere que está a avançar-se com a ideia de criar a Academia Portugal Digital, para permitir uma “abordagem holística e mais articulada e integrada” entre os diversos projetos em curso. Integrará “os diferentes percursos formativos que estão a ser negociados com

Em preparação está a plataforma que permitirá a monitorização de todas as ações do Plano de Ação para a Transição Digital, porque, como sublinha André Azevedo, “tudo tem de ser escrutinável, auditável e estar disponível numa lógica de open data” 25

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