Views
1 year ago

COMUNICAÇÕES 225 - O Líder Mobilizador (2017)

  • Text
  • Redes
  • Projetos
  • Tecnologia
  • Forma
  • Ainda
  • Digitais
  • Portugal
  • Empresas
  • Apdc
  • Digital
APDC 225 - O Líder Mobilizador Dezembro 2017

APDC secção smart

APDC secção smart cities Mudar para melhor: um desafio de gestão A metodologia Kaizen está a chegar às cidades. Há casos inspiradores, mas ainda muito por fazer no que respeita à gestão inteligente dos centros urbanos. Mais que tecnologia, impõe-se uma transformação cultural para fazer a diferença. Texto de Isabel Travessa Fotos de Vítor Gordo/ Syncview Conseguir melhoria contínua e sustentada é o objetivo das milhares de organizações que já aderiram à gestão Kaizen. O conceito - em japonês mudar (kai) e fazer melhor (zen) - surgiu pela primeira vez no grupo Toyota, obrigado a adotar um novo sistema de gestão para dar resposta à sua pior crise de sempre, nas décadas de 50 e 60. Desde então, estendeu-se por todo o mundo. Trata-se de “uma busca inces- -sante de mudar para melhor”, refere António Costa, Western Europe Board Member do Kaizen Institute Consulting Group e responsável por estes mercados, onde está a crescer o número de entidades que usam este modelo de gestão, incluindo as autarquias locais, no âmbito do conceito de smart cities. E o que são hoje cidades inteligentes? Nas palavras do gestor, são cidades “com soluções tecnológicas inteligentes, que trazem respostas à sobrelotação dos grandes centros urbanos, gerando não só maior comodidade aos habitantes e visitantes, como um impacto positivo sobre a sustentabilidade futura”. O que obriga a “uma análise estruturada dos dados gerados e a decisões que permitam a otimização urbana de forma contínua”. É aqui que entra a gestão Kaizen, “numa ótica de simplificar, otimizar e selecionar os processos que devem ser sujeitos à digitalização, de forma a que seja possível obter a máxima rentabilidade das soluções”. De acordo com este método, deve-se “tornar a inovação uma aliada, para fazer mais com menos”, explica António Costa. O Porto foi a primeira autarquia nacional a trabalhar com o Kaizen Institute. Começou pela Divisão Municipal da Cultura, e estendeu a outras áreas. A redução no lead time de aquisição de bens e equipamentos, assim como a melhoria da produtivida- C

O western europe board member do Kaizen Institute Consulting Group, diz do método Kaizen que é “uma busca incessante de mudar para melhor” de, autonomia e motivação das equipas foram alguns dos resultados atingidos. grandes resultados Hoje, o Kaizen Institute tem já projetos em várias autarquias e empresas municipais, como as câmaras de Braga e de Cascais, e é parte ativa no Cluster Smart Cities Portugal, projeto lançado em janeiro deste ano, que se assume como uma plataforma de cooperação entre os vários agentes associados ao desenvolvimento de cidades inteligentes. “Os resultados obtidos ao longo dos últimos anos, através da implementação Kaizen em autarquias e empresas municipais, permitem-nos indicar ganhos médios na redução do lead time em processos de compra na ordem dos 50%, no tempo de resposta ao munícipe perto dos 30% e no aumento do nível de serviço acima dos 20%”, informa António Costa. A experiência do Kaizen Institute mostra que a melhor forma de aplicar este método de gestão, que implica uma verdadeira transformação cultural ao nível das cidades, passa por uma primeira fase de implementação de um projeto-piloto numa área crítica. O que permite testar o conceito, ajustar a solução e gerar o interesse por parte de outras áreas da autarquia. O processo de gestão Kaizen desencadeia-se pela deteção de necessidades de melhoria, desde que alinhadas com a estratégia da organização. “Podemos melhorar muitas coisas, mas se estas não designarem temas core, alinhados com necessidades estratégicas, estamos apenas a produzir resultados sem impacto no crescimento projetado”, garante o Western C

REVISTA COMUNICAÇÕES

UPDATE

© APDC. Todos os direitos reservados. Contactos - Tel: 213 129 670 | Email: geral@apdc.pt