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COMUNICAÇÕES 225 - O Líder Mobilizador (2017)

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APDC 225 - O Líder Mobilizador Dezembro 2017

curva ascendente. Entre

curva ascendente. Entre sorrisos, confessa que a sua faturação sobe todos os meses: “Este mês vamos faturar tanto como faturámos o ano passado, durante o ano inteiro”, comenta. Neste momento a Undandy encontra-se em 122 países e já vende mais de 1.500 pares por mês, mas o mais certo é os números estarem já ultrapassados quando este artigo for impresso: “Costumo dizer que esta empresa está a fazer de mim mentiroso, porque quando as notícias saem, já estão desatualizadas”, comenta ainda a sorrir. Mentira não é certamente o que ele conta sobre o que se passou na Web Summit envolvendo a sua marca, porque houve testemunhas e a história circulou: “Estava a conduzir e começo a receber mensagens de pessoas a dizer: ‘Olha, o presidente da Goonegócios indústria do calçado na helsar exploram-se novas técnicas e novos materiais, enquanto na patrícia correia o alvo é o mercado vegan de luxo gle acabou de falar de ti no palco da Web Summit’”. Com efeito, no palco da cimeira tecnológica Sundar Pichai referira várias vezes a Undandy. A empresa fora citada como um caso de sucesso do ecossistema empreendedor português, algo que os seus resultados não desmentem. Rafic Daud descreve o crescimento da sua marca como “claro e consistente”, mas acrescenta, sem pestanejar: “Sinceramente acho que esse crescimento ainda não atingiu um vigésimo daquilo que pode ser, porque a escalabilidade do negócio é grande”. Assume que sem tecnologia a Undandy não seria a Undandy. Não tendo lojas físicas, apostando num conceito em que é o cliente que desenha e escolhe os materiais para os seus sapatos, a Undandy só não é uma empresa tecnológica aos olhos de Rafic porque o seu core, afinal, é a produção de sapatos feitos à mão. Especializada em sapatos para homem, a marca já começou também a fazer acessórios. Das suas vendas, 99% são exportações. Em breve lançará um novo site, concebido com o objetivo C

Cada modelo de sapato que Patrícia Correia desenha para a marca que tem o seu nome está associado a uma causa principal de melhorar a experiência de customização dos sapatos. Apesar de se encontrar em fase de crescimento agressivo, surpreendentemente os seus custos de produção estão a descer. Tudo porque, segundo Rafic, a Undandy está a vender com cada vez mais eficiência digital: “Temos uma base de consumidores cada vez maior, o seu profile está cada vez mais afinado, sabemos bem quem queremos captar”. O único problema que a marca enfrenta é ao nível da produção: “Só não vendemos mais porque não temos capacidade de entregar a tempo”, explica Rafic. Mas em breve estará a funcionar uma nova unidade fabril, agora a ser ultimada em São João da Madeira. Nessa altura o céu será o limite. Patrícia Correia: uma marca vegan No site da marca que tem o seu nome, Patrícia Correia escreve que já nasceu calçada. É uma forma expressiva de dizer ao mundo que as suas origens estão ligadas à indústria do calçado. Com efeito, em 1979 foi fundada em São João da Madeira pelo seu pai e pelo seu tio a empresa Helsar, que lhe serviu de escola. Apesar de ser uma empresa familiar, quando a crise bateu à porta enfrentou as dificuldades apostando na qualidade e inovação. A irreverência, garante Patrícia Correia, está no seu ADN familiar, por isso na Helsar, onde hoje é designer e responsável pela área de marketing, exploraram-se novas técnicas e novos materiais. Alguns desses ensaios permitiram-lhe desenvolver uma tendência que ela considera ser o futuro: o calçado vegan. Daí até à criação da sua própria marca, especializada em materiais de origem não-animal, foi um passo. A marca Patrícia Correia foi lançada em maio com o objetivo de explorar o mercado vegan de luxo. Distingue-se também pela forte componente social, pois associa a cada modelo uma causa. Sendo uma aposta de nicho, Patrícia estava preparada para enfrentar todas as contingências que lhe estão associadas, mas descobriu, aliviada, que a resposta do mercado foi muito superior às expectativas: “Constatei que 99% dos meus clientes não são vegans, mas apenas pessoas que têm uma elevada consciência ambiental”, o que alargou substancialmente o público-alvo da ‘Patrícia Correia’. Através do seu site chega ao mundo, por isso Patrícia sente que tem pela frente um mercado gigante para explorar, cheio de potenciais consumidores, superdesafiantes porque cada vez mais exigentes: “Hoje ninguém compra nada sem se informar primeiro, através do smartphone, por isso gosto de ser rigorosa no meu trabalho e de ter ambição para fazer melhor”. Empolgada com o futuro que se abre para a sua marca, Patrícia diz que este seu novo projeto é um reflexo da pessoa em que se tornou e do seu estilo de vida: “É um orgulho saber que existem muitas pessoas que pensam como eu e que querem comprar calçado em versão vegan”, partilha.• C

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