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COMUNICAÇÕES 225 - O Líder Mobilizador (2017)

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APDC 225 - O Líder Mobilizador Dezembro 2017

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Em destaque Influenciadores digitais mais do que popularidade, o que muitos pretendentes a influenciadores digitais perseguem é o sonho de virem a faturar com a sua notoriedade e a partir dela construir uma carreira profissional Tomé e Sandra Alvarez não duvidam que hoje, para vencer “é necessário “ter uma atitude muito comercial e profissional”. Manual de instruções Foi para responder às solicitações do mercado que Sandra decidiu este ano lançar o livro “Ser Blogger”, em co-autoria com Carolina Afonso, professora no ISEG, com experiência profissional na área de marketing. A diretora-geral da PhdMedia classificou este seu trabalho como “um manual de instruções”, algo concebido para guiar os passos de quem pretende aprender a ter uma presença relevante na blogosfera. Constituído em três partes: Como criar, Como comunicar e Como monetizar, veio, na sua opinião, colmatar uma lacuna do mercado. E a verdade é que “ao fim de um mês já estava a ser lançada a segunda edição”, comenta. Mais do que popularidade, o que muitos pretendentes a influenciadores digitais perseguem é o sonho de virem a faturar com a sua notoriedade e a partir dela construir uma carreira profissional. Ricardo Tomé tem, entre os seus alunos, aspirantes a influenciadores digitais e de entre estes já houve quem lhe anunciasse: “Vou seguir o meu sonho, já me despedi, a partir de agora espero que acompanhe a minha evolução na rede”. Sandra Alvarez, por seu turno, diz que a principal pergunta que lhe fazem enquanto co -autora de “Ser Blogger” é “Como se faz dinheiro com um blogue?”. Na verdade há poucos influenciadores em Portugal a viver exclusivamente disso. Ricardo Tomé acredita que nessas condições não devem estar mais de duas dezenas. Mas entre esta primeira divisão e os milhares de aspirantes a estrelas digitais existe um contingente que não pára de crescer, constituído por pessoas que não fazem desta atividade a sua principal ocupação. “Algumas nem sequer têm ambições comerciais. Movem-se apenas por paixão e dão-se por satisfeitas se receberem convites ou ofertas. Para elas chega”, descreve o diretor coordenador da Media Capital Digital. “Em contrapartida”, acrescenta, “também está a aumentar o contingente dos que gravitam em torno de plataformas de publicação em massa, através das quais podem ganhar uns euros em troca da publicação de posts de propaganda a marcas”. Estes contam-se aos milhares, têm influência sobre poucas dezenas de pessoas, mas juntos acabam por constituir um exército de baixo custo, disponível para, a troco de pouco dinheiro, elogiar marcas sem indicar que está a ser pago. Ricardo Tomé aponta a massificação e profissionalização destas plataformas como uma tendência preocupante, “a exigir uma reflexão da própria sociedade”. Credibilidade tem um preço Passar a ganhar dinheiro com a apresentação de marcas foi uma evolução natural na carreira dos influenciadores digitais. Embora começando por suscitar polémica junto dos seus seguidores, com o tempo a relação comercial com marcas deixou de ser um fator de perturbação nessa relação. C

A possibilidade de escrever sem constrangimentos sobre os assuntos que lhe interessavam e chegar assim, de uma forma mais espontânea, a uma audiência foi o que seduziu Ricardo Martins Pereira. Na altura jornalista, decidiu, em 2008, criar o blogue “O Arrumadinho”, ainda hoje um dos mais lidos do país

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