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COMUNICAÇÕES 225 - O Líder Mobilizador (2017)

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APDC 225 - O Líder Mobilizador Dezembro 2017

à conversa João Cadete

à conversa João Cadete de matos a realidade. Informação completa, exaustiva e de qualidade é um ativo poderosíssimo. Só depois podemos olhar para a frente. Um professor da Universidade Nova, com quem falámos, disse de si que, pela sua lisura de carater e enorme sentido ético, era uma das raras pessoas a quem ele confiaria a vida. Quem moldou a sua ética pessoal? Na infância, a família. Depois foi a forma como observava o mundo. Sempre acreditei que devo lutar pelos outros, não apenas por mim. Tenho um código de conduta: não quero ter êxito a todo o custo. Posso chegar à meta em primeiro lugar mas sem passar rasteira a ninguém. Há desvios de comportamento que não consigo entender. Dou muito valor ao exemplo. Quem está em lugares de liderança deve dar o exemplo de retidão, isenção e rigor. Com os seus múltiplos desafios profissionais – agora a Anacom e na universidade com a qual manteve sempre ligação – resta- -lhe tempo para cozinhar? Sei que gosta de fazer as suas experiências na cozinha… Cozinhar é uma paixão. Gosto da gastronomia portuguesa. É um pretexto para juntar amigos à volta da mesa. Faço também um bom tikka masala, além de pastas italianas. O desafio passou a ser copiar receitas do mundo, depois de viajar. Mas também gosto de cuidar da minha pequena horta, planto tomates, rúcula, salsa... O seu percurso profissional tem sido, desde sempre, ligado ao Banco de Portugal, à macroeconomia e à estatística. O que o levou a aceitar o desafio de liderar um regulador setorial? Fiz-me essa pergunta a mim próprio. Aceitei o desafio na perspetiva de serviço público. Mesmo sabendo que as condições seriam adversas, sem nenhum desejo de promoção de carreira ou ambição financeira. Acreditei que as minhas capacidades seriam úteis a esta missão. Consciente de que, Conhecer profundamente um regulador, ainda que de uma área completamente distinta, é uma vantagem? Trago do Banco de Portugal duas componentes importantes. Uma é o profundo conhecimento da economia portuguesa e isso é útil à Anacom. Quero contribuir para que as empresas do setor se deaceitei o desafio da anacom mesmo sabendo que as condições seriam adversas, sem ambição de carreira, consciente de que estava a ir para uma zona de guerra como amigos me alertaram, estava a ir para uma zona de guerra. senvolvam, para que o país cresça. A outra componente é a do rigor, isenção e independência. As estatísticas trazem fiabilidade. E neste setor há estatísticas que são deturpadas. Além disso, não tenho qualquer dependência dos poderes que possa influenciar a atuação da Anacom. Este é o meu background. Não estou aqui para agradar ao operador A ou B, nem ao poder político. Quero fazer um bom trabalho. Esse acentuar do rigor e da independência é opção sua, ou uma forma de passar um recado ao mercado? Estou a cumprir aquilo que é a missão da Anacom. Está lá nos estatutos que se deve ser independente! Claro que é importante que o mercado perceba isso, para ninguém ter a veleidade de pensar que, quando tomo uma decisão, estou a querer agradar a alguém. E não há melhor forma de ter independência do que atuar com total transparência. Para isso, teremos de comunicar as nossas decisões da maneira mais assertiva possível. Para ninguém ter dúvidas. Foi o único nome que reuniu consenso na Assembleia da República e tem agora pela frente um mandato de seis anos. Dizem que a sua audição na Assembleia da República foi um case study. Fez muito bem o trabalho de casa... É assim que encarará todos os desafios que tem pela frente? Parti para a audição com a certeza de que era algo que fazia sentido. Aliás, defendo que os cargos da administração pública devem ser preenchidos com base em concursos, rigorosos, transparentes C

Desde que estou na Anacom, fizemos muito em pouco tempo. E isto só foi possível porque o principal ativo desta casa são as pessoas” C

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