COMUNICAÇÕES 224 - A Senhora Simplex (2017)

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APDC 224 - A Senhora Simplex Setembro 2017

estado da nação

estado da nação 2017 ti – protagonistas 1 Perante a LISTA DE megatendêNCIAS TECNOLógICAS, que não PARA DE CRESCER, como estão a antecipar o futuro? 2 PREVêem gRANDES ALTERAções da vossa estratégia e posicionamento? 3 A FALTA DE RECuRSOS huMANOS COM as qualificações CERTAS constitui um entrave à vossa operação, ou é ultrapassável? ser uma empresa de serviços profissionais multidisciplinar, promovendo uma elevada integração de competências, com uma forte orientação para a inovação aplicada aos serviços. Temos vindo a canalizar importantes recursos humanos e financeiros para temas relacionados com o desenvolvimento e integração de novas tecnologias nos nossos serviços, seja os que se relacionam com a implementação tecnológica de soluções nos clientes, seja em serviços aparentemente menos tecnológicos. Com base nesta estratégia, lançámos a nível global a Deloitte Digital, que agrega as competências para conceber novas soluções para clientes, em que a inovação e o digital são peças centrais. Novas formas de trabalho, de fornecimentos de serviços e até de relacionamento com os clientes são áreas em que o digital e as novas tecnologias são cada vez mais determinantes. Em Portugal, contamos com dois Deloitte Digital Studios, certificados pela rede mundial, o que prova a elevada capacidade dos recursos humanos e a forte orientação para os aspetos de inovação e de tecnologia que a Deloitte Portugal tem. Este tema é e será no futuro 3 um forte condicionante do desenvolvimento tecnológico, sobretudo olhando para a criação de centros internacionais de serviços tecnológicos. Temos vindo a adotar um conjunto de estratégias para minimizar estas limitações. Avançámos há algum tempo para conceitos organizacionais que assentam não só em fortes equipas locais, mas também em centros de excelência, de innovation centers e de delivery centers regionais, que permitem ter acesso a um conjunto de recursos a nível global. Pela capacidade reconhecida aos nossos profissionais, conseguimos que alguns deles se localizassem em Portugal. Manuel Maria Correia, diretor-geral, DXC Technology A DXC nasce, precisamente, 1 como consequência da enorme transformação de mercado a que assistimos. A tecnologia é o principal catalizador desta transformação, possibilitando o aparecimento de novos modelos de negócio e novos players. A única forma das tecnológicas poderem ajudar as organizações e empresas neste processo é elas próprias passarem por um processo de transformação e ajustarem-se à nova realidade. Antecipar o futuro é a razão do nascimento da DXC (Digital Transformation Company), que se assume como o primeiro grande integrador de serviços de IT a nível global a nascer no mundo digital, com uma experiência de mais de 60 anos no mundo do IT, que agora colocamos ao serviço dos clientes. A transformação da nossa oferta, da organização e recursos é enorme e está alinhada com as novas megatendências. Disponibilizamos ainda programas de research, como o Leading Edge Forum, que ajudam os clientes a antecipar e pensar como devem lidar com os desafios e tendências que as suas organizações terão que enfrentar neste séc. XXI. Sim. Já o estamos a fazer. Pelo 2 lado da oferta, com os novos modelos de Agile, DevOps, na área de anaylitcs, ou transformando os modelos de cloud e segurança. Depois, desenvolvendo competências em novas áreas, como automação (RPA), IoT e machine learning. Mas a maior transformação está na abordagem que fazemos aos clientes nos seus problemas de negócio. Estamos a construir know-how específico por setor, pois cada cliente tem uma problemática distinta que tem de ser endereçada e até partilhada por outros clientes do mesmo setor. É esse conhecimento de outras experiências que é importante partilhar, para que as organizações possam evoluir mais rápido e de forma mais eficiente. Os desafios em termos de recursos humanos são transver- 3 sais à indústria de IT na Europa. Há menos recursos qualificados nas novas tecnologias do que a

procura atual e dos próximos anos. Em Portugal, temos o problema exacerbado pelo tema da massa crítica (poucos recursos existentes) e pelo sucesso recente da estratégia de crescimento e atratividade. Há muitas empresas a deslocar serviços para aqui, colocando muita pressão nos recursos disponíveis. O que estamos a fazer não é diferente de muitas empresas de IT: transformação da força de trabalho e programas de atracão de jovens talentos, para os formar e fazer evoluir no nosso ecossistema. Apesar das dificuldades e de ser um tema fulcral na estratégia, não antevejo que seja um inibidor. Temos várias soluções para ter os recursos de que necessitamos. Pedro Queirós, presidente executivo, Ericsson Portugal Além das óbvias tecnologias 1 do 5G e da IoT, uma megatendência incontornável é o ‘dataísmo’. Pessoas, dispositivos e redes estão constantemente a gerar dados. As atividades dos utilizadores geram dados sobre as suas necessidades e preferências, bem como a sua qualidade de experiência. No passado, os prestadores de serviços de comunicações viam-se impedidos de beneficiar do valor do big data pela sua grandiosidade. O volume, a velocidade e a variedade - os três Vs – do big data eram impossíveis de processar. Atualmente, o foco está a mudar cada vez mais para insights adequados, precisos e acionáveis. Que permitirão que os prestadores de serviços de comunicações possam tirar proveito desses dados para gerar uma ampla gama de decisões e atividades importantes, que visam melhorar a experiência do utilizador, o aumento da satisfação do cliente e ter redes mais inteligentes para facilitar o progresso na Sociedade em Rede. Desde a nossa fundação, há 2 mais de 140 anos, que a Ericsson tem antecipado tendências de mercado e inovado continuamente. Muitas das tendências que antevimos tornaram-se realidade, algumas delas mais recentemente, como é o caso da emergente Inteligência Artificial. Por meio das nossas interações diárias com os clientes e das pesquisas da Ericsson ConsumerLab, adquirimos uma compreensão completa de como interligar os pontos de vista do consumidor ao mercado das TIC, a modelos de tecnologia e negócios e à gestão de produtos, marketing e estratégia. Isso permite-nos ter uma estratégia permanentemente adaptada à realidade do mercado. 3É nossa prioridade garantir que dispomos dos recursos necessários, com as competências certas, para que a Ericsson continue a ser um líder nas Tecnologias de Informação e Comunicação. Desde sempre temos procurado investir na gestão de talento e, como tal, não antecipamos que seja um entrave futuro. Carlos Barros, diretor-geral, Fujitsu Services Existem algumas megatendências tecnológicas que estão a 1 criar valor significativo para os negócios e para a sociedade. Entre elas, destacamos quatro: o crescimento de uma inovação centrada no ser humano, que é um dos segredos para impulsionar a transformação digital (uma nova força de trabalho apoiada em AI e robôs, que combina tecnologias digitais com a criatividade humana); a co-criação de um negócio digital (onde a inovação e a transformação do negócio são co-criadas pelos fornecedores de serviços e produtos, os seus parceiros de ecossistema e os próprios utilizadores); o crescimento de uma sociedade digital (para concretizar um mundo sustentável, mais seguro e mais próspero, é essencial que os objetivos de negócio estejam alinhados com os objetivos partilhados da sociedade - uma Sociedade Inteligente Centrada no Ser Humano); e os serviços conectados (recolhendo dados e trabalhando essa infor-

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