COMUNICAÇÕES 224 - A Senhora Simplex (2017)

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APDC 224 - A Senhora Simplex Setembro 2017

estado da nação

estado da nação 2017 ti – protagonistas Perante a lista de 1 megatendêNCIAS TECNOLógICAS, que não pára DE crescer, como estão a antecipar o futuro? Prevêem grandes 2 alterações da vossa estratégia e posicionamento? A falta de recursos 3 huMANOS COM as qualificações CERTAS constitui um entrave à vossa operação, ou é ultrapassável? José Gonçalves, presidente, Accenture Portugal O futuro dos negócios será 1 cada vez mais digital, promovendo a inovação como forma estratégica de diferenciação e concretização de vantagens competitivas. Este paradigma implica o aprofundamento da transformação da Accenture e, consequentemente, dos serviços que prestamos. Na consultoria, tanto estratégica como de transformação, consideramos que, atualmente, todos os negócios são digitais. Assim, apoiamos os nossos clientes a incorporar as novas tecnologias digitais nos seus negócios, mobilizando as melhores competências de indústria, funcionais e tecnológicas. Nos sistemas e TIC, promovemos a implementação e manutenção de soluções baseadas em arquiteturas e metodologias ágeis e orientadas à experiência humana, potenciando a automação, inovação e a elasticidade da cloud, tendo em consideração as questões de cibersegurança. No outsourcing de processos (BPO), seremos cada vez mais um negócio de analytics, robotização e AI, fazendo evoluir o papel das pessoas para funções de gestão, otimização e inovação, assim como de resolução de exceções. Antecipamos a necessidade 2 de aceleração da execução da nossa estratégia, que designamos como a “Nova Accenture”: promover a inovação e transformação digital em tudo o que fazemos e ser cada vez mais um parceiro de negócio dos clientes, não apenas uma consultora ou um prestador de serviços reconhecido pela sua liderança no mercado e competências distintivas. Isto implica promover mais parcerias de longo prazo, assentes em relações de confiança com os nossos clientes ao mais alto nível, remuneradas em função da entrega de valor para o negócio versus uma lógica tradicional de faturação de honorários. Para tal, é diferenciadora a capacidade única da Accenture mobilizar serviços endto-end para os nossos clientes, envolvendo consultoria estratégica e de transformação, sistemas e TI e BPO, potenciando a inovação e o paradigma digital de forma transversal. A falta de recursos humanos, 3 sobretudo em áreas tecnológicas e digitais, é uma realidade com a qual temos de lidar, mas acreditamos que não pode, de forma alguma, relevar-se um entrave à ambição de fazer crescer o negócio de forma sustentável e criar valor para o país. O que implica é um reforço relevante do foco e investimento em capacidades de identificação, atração, recrutamento e retenção do melhor talento que não eram tão críticas em contextos de maior abundância de talento. Célia Reis, CEO, Altran Portugal É crítica a ligação ao meio universitário e o coinvestimento 1 em iniciativas de R&D, com alguns clientes, para antecipar a transferência tecnológica para a indústria, por via do desenvolvimento de demonstradores e protótipos. Assim, é possível antecipar os próximos 24 a 36 meses, apoiando os clientes na consolidação do business case global, adaptação a novos processos produtivos e desenvolvimento das novas competências. É um trabalho que temos desenvolvi-

do de forma consistente. Temos mais de 30 engenheiros no R&D. Mas o verdadeiro desafio está na redução do período de renovação da tecnologia para 18 a 24 meses e na forma como as empresas vão ajustar os mecanismos produtivos e competências críticas a esta realidade. O caminho terá que passar pela forte integração entre universidades, laboratórios e empresas e pela criação de plataformas comuns de desenvolvimento, transversais às indústrias, seguida de especialização pela marca. A Altran, como todas as tecnológicas, terá que estar adap- 2 tada em dois grandes domínios. Na participação ativa no desenvolvimento da próxima vaga tecnológica, como mecanismo crítico de diferenciação junto dos clientes, ao apoiá-los na transformação dos processos produtivos e desenvolvimento das novas competências críticas, o seu novo “core”. E no desenvolvimento industrializado e eficiente, que dê aos clientes uma alternativa de externalização das áreas não core, libertando os recursos internos para os focar na construção do novo core tecnológico. Em termos de estratégia, temos consolidado a estrutura interna, incorporando estes dois eixos: no investimento numa estrutura de R&D fortemente integrada com o meio universitário; e por via de um dos Global Delivery Centers Altran em Portugal, com mais de 500 engenheiros em projetos internacionais. A competição pelos recursos 3 especializados, sobretudo nos perfis seniores, tem colocado desafios. Nos perfis júniores, investimos há vários anos na integração com o meio universitário, com planos de formação complementares às licenciaturas, sendo um processo maduro e a funcionar. Mas nos seniores, o desafio tem outra dimensão. Temos apostado na importação de competências especializadas, mas o processo é moroso e burocrático. Este ano, deveremos incorporar 30 profissionais de perfil internacional e o valor pode triplicar em 2018. Aqui, urge a criação de um “Balcão Único para o Imigrante Altamente Qualificado”, para motivar e simplificar a sua integração. Procuramos ainda motivar o regresso de portugueses altamente qualificados, pelo que devia haver uma ação específica do governo, para criar mecanismos facilitadores. É um capital de inteligência que é útil às empresas nacionais com programas de internacionalização, ou que procuram desenvolvê-los. Pedro Afonso, CEO, AXIANS Portugal A evolução das tecnologias de 1 inteligência artificial aplicadas sobre big data, empurra-nos para um nível de interação com a “máquina” sem precedentes. O momento de consolidação da cloud é hoje comparável à novidade que a internet era para as empresas há alguns anos. A cibersegurança é um tema tão transversal, que envolve muito mais do que tecnologia. Perante isto, as TIC deixarão de ser definitivamente mais um recurso para o negócio, afirmando-se como pilar da sua sobrevivência e crescimento. Somos hoje, no coração da transformação digital dos clientes, um verdadeiro parceiro na sua capacitação perante tão profunda mudança de paradigma, que se estende, ou melhor, que começa na cultura e na organização. Estamos a aprofundar a nossa 2 liderança e a assumir o desenvolvimento do nosso perímetro internacional. Estamos ainda a assumir maior relevância no âmbito da nossa rede internacional, com oportunidades concretas que endereçamos. Focamo-nos na transformação dos nossos clientes, apostando em consultoria suportada por ferramentas de innovation design. Somos um player de referência no mundo híbrido, com a cloud. O cockpit de gestão integrada dessas plataformas, suportadas nos managed services, é hoje um dos negócios core. E a cibersegurança crítica em tudo o que desenvolvemos. A AXIANS tem ainda a responsabilidade da digitalização em várias atividades e brands da VINCI Energies, a área especializada em energia e TIC do Grupo VINCI nos vários países do mundo. Se estivéssemos na corrida do 3 “nearshore a metro”, estaríamos mais expostos a esse desafio. Porém, acreditamos numa diferenciação de alto valor acrescentado, com profissionais altamente qualificados e apoiados por

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