COMUNICAÇÕES 224 - A Senhora Simplex (2017)

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APDC 224 - A Senhora Simplex Setembro 2017

estado da nação

estado da nação 2017 comunicações – protagonistas Quais são os PRINCIPAIS 1 DESAFIOS DA REgulação SETORIAL DAS COMuNICAções, tendo em conta as aceleradas e profundas alterações do mercado? Como olha a proposta do 2 NOVO Código EuROPEu para as Comunicações Eletrónicas? É possível garantir 3 uma ABORDAgem reguLATória que antecipe a EVOLução do SETOR e que PROMOVA simuLTANEAMENTE CONCORRêNCIA, investimento e defesa dos clientes das comunicações e serviços postais? João Cadete de Matos, presidente, ANACOM A regulação setorial das comunicações deve assegurar 1 que os investimentos e a inovação tecnológica que caracterizam este mercado continuarão a ter lugar, sem porem em causa o desenvolvimento de mercados competitivos. A crescente importância das ofertas, combinando múltiplas plataformas, produtos e serviços, terá tendência para se acentuar e para implicar uma cada vez maior interligação com as atividades de outros setores do ecossistema digital. Um movimento que colocará novos desafios à regulação, nomeadamente a definição de novos mercados relevantes. Também as questões relacionadas com a neutralidade de rede, a segurança e a integridade das redes e a proteção dos dados pessoais, constituem desafios importantes. Igualmente importante, para o futuro imediato, será o aprofundamento do processo de reflexão sobre a prestação do serviço universal de comunicações e dos serviços postais, de forma a identificar as condições que devem ser asseguradas no respetivo quadro regulatório. Em todas estas dimensões, a ANACOM utilizará os seus poderes, nomeadamente de regulamentação, supervisão, fiscalização e sancionatórios, para defender os interesses e os direitos dos cidadãos nacionais, nomeadamente daqueles que são consumidores, assegurando que o mercado gera ofertas e preços competitivos e assegura a melhor qualidade de serviço. Embora o debate ainda esteja 2 em curso, merecem a nossa inteira concordância os objetivos que visam o reforço da independência e das competências dos reguladores nacionais e que consagram a necessidade de se garantir a conetividade, em banda larga rápida, a todos os cidadãos. Importa, igualmente, que o novo Código Europeu para as Comunicações Eletrónicas respeite o princípio da subsidiariedade. A promoção da concorrência 3 e a proteção dos interesses dos consumidores continuarão a ser desafios permanentes que nortearão a atividade da ANA- COM e nos quais baseará as suas decisões. A regulação do setor das comunicações será eficaz, na medida em que contribua para o desenvolvimento económico do País e assegure a proteção dos utilizadores de serviços. Num quadro de permanente e acelerada evolução tecnológica, entendemos que a satisfação dos utilizadores é, e terá de ser sempre, uma prioridade necessariamente partilhada pelo regulador e pelos operadores do setor. Neste âmbito, a ANACOM continuará a privilegiar a disponibilização de informação e ferramentas que permitam aos utilizadores tomar decisões informadas sobre os serviços que subscrevem.

Como está o grupo a 1 RESPONDER AO DESAFIO DA transformação DIgITAL, em termos de posicionamento global e de propostas para o mercado? De que FORMA se PODERá 2 tirar PARTIDO DAS NOVAS tendêNCIAS TECNOLógICAS para construir novas ofertas inovadoras? Para garantir o futuRO, 3 que tipo de ativos é essencial controlar num projeto como o vosso? Francisco de Lacerda, presidente e CEO, CTT 1Em 2020, faremos 500 anos de atividade. A mudança e a transformação estão no ADN dos CTT e a transformação digital é mais uma revolução que encaramos com a naturalidade de quem tem a adaptabilidade na sua génese. Traz oportunidades para nos reinventarmos e criarmos produtos e serviços alavancados na conveniência e que simplificam processos. É o posicionamento que queremos: assumir-nos como facilitadores do dia-a-dia dos clientes. A transformação digital tem também impacto nos novos negócios, como o Banco CTT, construído de raiz para garantir uma verdadeira experiência omnicanal. Já temos mais de 200 mil clientes, sendo 85% nas faixas etárias mais jovens, e uma taxa de adoção dos canais digitais acima da média. Temos nos CTT um foco cada 2 vez maior na modernização dos sistemas tecnológicos, para garantirmos uma resposta capaz. Vai nesse sentido a estratégia de transformação em curso, em toda a organização, para assegurar sistemas mais ágeis e mais flexíveis que melhorem e acrescentem valor à oferta. Até o nosso modelo organizativo foi revisto para capturar este momentum tecnológico: desde abril, contamos na comissão executiva com um Chief Transformation Office, com um programa de transformação e um modelo de governo definido para garantir a sua execução. Há um número, virtualmente ilimitado, de opções e caminhos a seguir e ainda estamos no início do nosso caminho. Queremos dar aos clientes uma qualidade de serviço e uma customer experience cada vez melhor, o que implica colocar os CTT nas “mãos das pessoas”. Por isso, desenvolvemos um ecossistema de aplicações web e mobile que suportam toda a jornada do cliente e dão visibilidade ao portfolio CTT. E há ainda um leque de tendências tecnológicas em fase exploratória, como a IoT aplicada ao setor postal. São tecnologias que estão no nosso radar. Há um conjunto de ativos que 3 são únicos e distintivos. O primeiro é a confiança dos consumidores, que está intrinsecamente ligada à proximidade que nos esforçamos por manter, através da nossa rede. Este contacto presencial e físico é um ativo relevante para atingirmos a verdadeira multicanalidade e omnicanalidade. Os canais digitais assumem um papel fundamental, mas acreditamos que o verdadeiro valor vem da conjugação do físico com o digital. As pessoas são outro ativo fundamental e temos uma estrutura corporativa multidisciplinar que potencia a mudança e a transformação sustentada. A informação é o terceiro ativo onde temos vindo a apostar, partindo dos dados que produzimos para os usar no negócio, ou para proporcionar uma melhor experiência aos clientes. É este tipo de ativos que é fundamental para aquilo que faremos no futuro. Miguel Almeida, CEO, NOS A NOS tem sido um agente 1 ativo na criação de condições para que a sociedade portuguesa se transforme, cada vez mais, numa sociedade da informação. A transformação digital tem interesse se aumentar o conhecimento, através de um maior e melhor acesso à informação, facilitar o dia-a-dia e contribuir para agilizar a relação entre os vários agentes da sociedade. A NOS faz uma clara aposta no sentido de ser um catalisador de todas as oportuni-

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