COMUNICAÇÕES 224 - A Senhora Simplex (2017)

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APDC 224 - A Senhora Simplex Setembro 2017

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em destaque transformação digital tologias e expectativas de sobrevivência”, sublinhou Francisco Velez Roxo. E cita mais exemplos: “Atualmente é possível um doente no pós-operatório mandar um sms ao seu médico, dizendo-lhe como se está a sentir. Um gesto simples, mas que está a pôr em causa toda uma cultura estabelecida”. Nos mínimos procedimentos a tecnologia está a insinuar-se, ao mesmo tempo que revela tendências na sociedade, anotou o CEO do Hospital Prof. D. Fernando Fonseca: “As sociedades desenvolvidas reclamam formação permanente, saúde e bem-estar. Na saúde o que hoje está em causa é a massificação do bem-estar e a personalização dos cuidados com os doentes”. Um mundo de soluções De entre as vantagens que a transformação digital trouxe às organizações, Cristina Dourado destacou a partilha e o acesso à informação: “Hoje em dia funcionamos com o Office 365, o share point, e conseguimos, por via da implementação desse sistema, melhorar o acesso à informação, que nos chega de forma simples e bem estruturada, e facilitar a sua partilha. Esse passo foi o mais importante do ponto de vista da organização no seu desenvolvimento”. José Theotónio também considera que há um antes e um depois no que diz respeito à partilha e gestão de informação quando se fala da introdução das TIC no universo empresarial: “Prestamos serviços nas áreas de e-com- merce, analytics, e business inteligence aos 15 países em que estamos presentes. Fazemos tudo a partir de Lisboa. Acompanhamos diariamente operações tão remotas como as que estão no ilhéu das Rolas, em S. Tomé. Isto tem criado grandes ganhos de produtividade”, referiu. No que concerne à gestão do conhecimento proporcionada pelas TIC, à facilidade na partilha da informação e à maior eficiência das comunicações, junta-se a eficiência na pesquisa e tratamento de dados. Esta valência traduz-se na capacidade de simplificação de informação extensa e complexa. Algo que em áreas como os “A tecnologia pode ajudar-nos a fazer a transformação digital, mas ela não é a transformação digital” Elsa Tavares (Ageas Seguros) “Na saúde, o que hoje está em causa é a massificação do bem-estar e a personalização dos cuidados com os doentes” Francisco Velez Roxo (Hosp. Prof. Dr. Fernando Fonseca) seguros se torna muito relevante, como fez notar Elsa Tavares: “Nos seguros a parte processual é pesada e precisa de ser renovada. O que temos feito é que sempre que há processos que verificamos ser necessário alterar, tentamos que a tecnologia nos ajude. Dessa forma prestamos um melhor serviço ao cliente”. Falando de clientes, ou de utentes, como sucede no caso específico da Administração Pública, Gonçalo Caseiro sublinha ser impossível separá-los da transformação digital, pois dia-a-dia a pressão para mudar exerce-se cada vez mais desse lado: “A exigência dos utentes subiu. Se é possível ter uma boa experiência de compra no retalho, mais desmaterializada, ou se os seguros vêm ter comigo com uma proposta à minha medida, apesar de não os ter procurado, então quando chego aos serviços públicos tenho iguais níveis de exigência”. A avaliação que o administrador da INCM fez da transformação digital que se tem operado na Administração Pública foi positiva, realçando casos de sucesso como o Simplex, “que deixou marcas muito fortes na cultura interna da AP”, mas advertiu: “A Administração Pública deve manter a capacidade de regulação, mas importa que tal não signifique uma barreira. Tem de ser mais ágil a responder a adventos como a Uber e ser mais rápida a atuar em relação a adventos como a Airbnb”. Last but not the least, “precisa de acompanhar a evolução das comunicações e novos modelos de negócio C

Todos concordaram que lutar contra a cultura instalada é um dos principais desafios que se colocam a quem trabalha em setores conservadores que a tecnologia acabou por trazer ao mundo. Tem de fazê-lo sentando-se mais à mesa, porque enquanto os ministros das finanças da zona euro não forem capazes de responder à pergunta ‘Onde é que a Amazon paga impostos?’, existe um problema. Um problema provocado pelos novos modelos de negócio que estão a erodir a base de sustentação dos Estados”. Reconhecendo na INCM uma cultura de inovação fortemente enraizada, apontou a desmaterialização como um processo que foi implementado naturalmente na casa. De olhos postos no futuro, vê o negócio da impressão de segurança, onde a INCM já está inserida, como uma oportunidade: “Quem hoje faz cartões de identificação com certificados, já no mundo mais digital, ou passaportes eletrónicos, tem de saber que um dia essas coisas vão mover-se para dispositivos como o telemóvel e tem de estar preparado para isso. Temos uma palavra a dizer sobre como é que essas informações vão passar, porque continuará a ser importante ter uma entidade de confiança que gere essa informação”. Quanto ao anunciado desaparecimento da moeda tal como a Casa da Moeda hoje a produz, Gonçalo Caseiro comentou: “Quem está no negócio da produção de moeda tem de saber que um dia a moeda acabará. Mas como estamos na identificação eletrónica, teremos algo a oferecer na área das transações monetárias”. C

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