COMUNICAÇÕES 224 - A Senhora Simplex (2017)

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APDC 224 - A Senhora Simplex Setembro 2017

estado da nação

estado da nação 2017 media – protagonistas Como estão os grupos a 1 RESPONDER AO DESAFIO DA transformação DIgITAL, em termos de posicionamento global e de propostas para o mercado? De que FORMA se PODERá 2 tirar PARTIDO DAS NOVAS tendêNCIAS TECNOLógICAS para construir novas ofertas inovadoras? Poderão ESTAR em MARCHA 3 alterações estruturais do SETOR, nomeadamente com a consolidação com as telcos. Quais os impactos desta potencial mudança? Carlos Magno, presidente da ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social Os grupos nacionais não foram capazes de assumir o 1 mercado da língua como um território cujas fronteiras deviam defender, para depois se assumirem como parceiros internacionais na globalização. Se o tivessem feito a tempo, teríamos hoje a neutralidade tecnológica a funcionar ao serviço de uma língua europeia em crescimento nos outros continentes. Como passámos a falar inglês em Portugal, tornámo-nos estrategicamente irrelevantes para o nosso mercado natural. Surge agora uma nova oportunidade com o Brexit. Basta ver quantas licenças de emissão estão sedeadas em Londres e quais serão as cotas de conteúdos europeus de transmissão obrigatórias depois das negociações. As tecnologias transportam 2 consigo novas ideologias difíceis de detetar a olho nu. Os sociólogos são cada vez mais precisos para nos ajudar a perceber dinâmicas e destinos das metamorfoses tecnológicas em curso. E depois, há o papel fundamental da filosofia, que serve precisamente para nos ajudar a sermos contemporâneos de nós próprios. A oferta mais inovadora poderá vir de uma filosofia digital que inclua o virtual no real e provoque um renascimento do espaço editorial. Com os jornalistas no centro das notícias. Em vez do algoritmo. Os impactos podem ser mais 3 indiretos que frontais. Tenho dúvidas de que a alteração estrutural fique por aqui. O movimento vai continuar, com os motores de busca e os agregadores globais de conteúdos a confirmarem a sua natureza instintiva. E predatória. A grande mudança virá do tempo que cada um de nós vai disponibilizar para a curiosidade e o desejo de ser surpreendido. Haverá seguramente quem procure a diferença na nova massificação e os nichos de mercado resistirão com a qualidade dos espíritos mais seletivos. Não falo só de elitismo. Falo de credibilidade, bom gosto e interesse por quem está em contacto connosco. Desde a nuvem até ao mais próximo dos periféricos disponíveis, quereremos sempre saber quem nos toca nos sentidos e entra no cérebro. Vera Pinto Pereira, executive vice- -president Iberia, Fox Networks Group 1e2 O desafio da transformação digital não é novo. É uma realidade que, ao longo das últimas duas décadas, tem vindo a provocar profundas alterações em disciplinas como o marketing e tem impulsionado grandes mudanças no comportamento dos consumidores ao nível da forma como se relacionam com as marcas. Esta é também uma realidade que em muito tem vindo a alterar os paradigmas no universo do entretenimento. O universo digital veio privilegiar o consumo de conteúdos multiplataforma e permitiu o proliferar do short content. As redes sociais fomentaram o nascimento do que conhecemos como “sharing economy”– onde o “word-of-mouth” ganhou uma dimensão exponencial. O mundo digital trouxe o big data para o cerne de todos

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