COMUNICAÇÕES 224 - A Senhora Simplex (2017)

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APDC 224 - A Senhora Simplex Setembro 2017

estado da nação

estado da nação 2017 MEDIA mercado televisivo média anual do share global 36,1 % 18,7 % 42,0 % 14,8 % 45,2% 12,6 % 2 % 2 % 2 % 19,7 % 18,7 % 17,6 % 23,5 % 22,5 % 21,5 % 2014 2015 2016 RTP 1 RTP 2 SIC TVI Cabo/Outros Fonte: Anuário da Comunicação 2015-2016, OberCom Michel Combes, a intenção é manter no projeto Rosa Cullel, atual CEO da MC, não se antecipando despedimentos na TVI, uma vez que o objetivo é crescer. À ESPERA DOS REGULADORES O mercado espera agora pelas movimentações dos restantes players, falando-se mesmo sobre uma eventual alteração de paradigma, não só através de novas compras, como também de mais parceiras. É que a NOS e a Vodafone poderão ser obrigadas a responder à estratégia da concorrente, na hipótese desta tentar fechar os conteúdos da MC. Do lado dos media, grupos como a Impresa poderão ter que se aproximar também dos operadores para salvaguardarem os seus negócios. Para já, aguarda-se pela decisão final dos reguladores. O dossier está nas mãos da Autoridade da Concorrência (AdC), que terá que ouvir a ERC, cujo parecer é vinculativo, e a Anacom. Carlos Magno, presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), acredita que esta “alteração estrutural” não vai ficar por aqui. “O movimento vai continuar, com os motores de busca e os agregadores globais de conteúdos a confirmarem a sua natureza instintiva, e predatória”, antecipa. Também Rosa Cullel já admitiu publicamente a possibilidade de mais consolidações, até porque essa é uma tendência europeia. Nos operadores, tanto a Vodafone como a NOS dizem não ter intenções de entrar nos conteúdos. Mas, para o CEO da NOS, o negócio levanta “significativas questões regulatórias que têm de ser endereçadas”, sendo mesmo único no contexto Europeu. Miguel Almeida admite, contudo, avançar, se a isso for obrigado. Em junho, num jantar debate APDC, o gestor advertia: “Se alguém pensa que, a partir dos conteúdos, vai criar uma vantagem competitiva sustentável e vai desequilibrar o mercado, criando a bala de prata, desengane-se. Isso não vai acontecer”. Referindo-se indiretamente à tentativa da PT controlar os conteúdos desportivos e à forma como o grupo que lidera reagiu, levando a uma situação de partilha e à entrada de todos os operadores no capital da Sport TV, Miguel Almeida deixou claro: “É os grupos de media nacionais poderão ter de se aproximar dos operadores de telecomunições para salvaguardarem os seus negócios. para já aguarda-se a decisão dos reguladores

Imprensa Escrita Quotas de Mercado fev 2016 dez 2016 Grupo R/com 37,5 36,4 RFM 24,6 23,3 Renascença 8,2 7,9 Mega FM 1,9 3,8 Grupo Media Capital 33,4 33,4 Comercial 22,9 21,8 Cidade FM 3,0 2,7 M80 6,1 7,7 Smooth FM 1,0 0,8 Grupo RDP 9,4 9,0 Antena 1 6,7 6,1 Antena 2 - - Antena 3 - - Em % Fonte: Anuário da Comunicação 2015-2016, OberCom possível criar uma oferta diferenciadora pela combinação de conteúdos e serviços associados. Mas criar uma diferenciação sustentada no tempo, não acredito”. Também o CEO da Impresa, Francisco Pedro Balsemão, reitera o que foi dito no comunicado do grupo, lançado após o anúncio do negócio: “Somos, e sempre fomos, a favor da concorrência leal num mercado que funcione de forma sã, bem como do pluralismo na comunicação social. Estamos confiantes de que os reguladores portugueses e europeus terão estes dois princípios em conta quando se pronunciarem sobre a operação em causa”. Já o presidente da RTP considera a articulação entre media e telecom “uma realidade incontornável”, “algo que não surpreende quem está nesta indústria. Gonçalo Reis destaca, no entanto, que “o fator-chave continua a ser a qualidade e riqueza dos conteúdos”. REESTUTURAÇÕES E VENDAS A Impresa é o mais recente grupo de media a passar por mudanças significativas. Depois de suspender uma emissão obrigacionista de 35 milhões de euros para se refinanciar, “atendendo às alterações recentes no setor dos media e ao impacto daí resultante nos investidores”, ou seja, o negócio da Altice/MC, anunciou o desinvestimento no negócio das publicações. Dos 13 títulos que tem, apenas pretende manter o semanário Expresso. As demais, como a Visão, Exame, Ativa e Caras, serão vendidas até final do ano ou encerradas. A decisão surge no âmbito de “um reposicionamento estratégico da sua atividade, que implicará uma redução da sua exposição ao setor das revistas e um enfoque primordialmente nas componentes do audiovisual e do digital”, como refere em comunicado à CMVM. Onde se acrescenta que “a prioridade passa por continuar a melhorar a situação financeira do grupo, assegurando a sua sustentabilidade económica, e logo a sua independência editorial”. Na Global Media, a entrada do novo acionista KNJ Investment Limited, que ficará com 30% do capital e injetará 17,5 milhões de euros no projeto, poderá trazer mudanças a um projeto onde são acionistas António Mosquito,

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