A Economia Digital em Portugal 2017

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a economia em portugal 2017 digital 1.10 Saúde 90 O Hospital de Cascais foi o primeiro hospital português a atingir o nível 6 de uma escala de avaliação tecnológica internacional – o EMRAM, do HIMSS Analytics as co-morbilidades no domicílio. Após referenciação, o doente é submetido a uma avaliação em três eixos: médico, enfermeiro e assistente social, numa multidisciplinariedade complementar. Assenta em cinco princípios fundamentais: Voluntariedade na aceitação do modelo; Igualdade de direitos e deveres do doente; Equivalência de qualidade na prestação dos cuidados; Rigor na admissão de doentes e no seu seguimento clínico; Humanização de serviços e valorização do papel da família. Coordenação: Paula Roque Esteves e Rute Rocha, NOS Lusíadas Saúde HIMSS 7 | Hospital de Cascais Certificação nível 6 da escala de avaliação tecnológica internacional – o Electronic Medical Record Adoption Model (EMRAM), do HIMSS Analytics Em 2016, o Hospital de Cascais propôs-se a ser avaliado pela HIMSS (Healthcare Information and Management Systems Society), processo que avalia o estado de maturidade das instituições hospitalares na adoção de sistemas de informação. A avaliação da HIMSS é composta por três fases. Na 1ª fase, o hospital respondeu a um questionário subjetivo, processado eletronicamente para determinar em que estágio o hospital se encontra. Identificado o estágio 6, a 2ª etapa consiste num processo que valida se o hospital detém e utiliza os recursos tecnológicos convenientemente, dividindo-se no preenchimento de novo questionário subjetivo, avaliado pela equipa HIMSS Analytics, e uma vídeoconferência. Confirmado o estágio 6, chegou-se à 3º etapa: uma visita à instituição por auditores da HIMSS, que percorreram o hospital, conversaram com enfermeiros, médicos, rececionistas e doentes para, só então, decidir a certificação e o nível de classificação. Objetivos Certificação nível 6 da escala de avaliação tecnológica internacional – o Electronic Medical Record Adoption Model (EMRam), do HIMSS Analytics. Resultados O Hospital de Cascais tornou-se o primeiro hospital português a atingir o nível 6 de uma escala de avaliação tecnológica internacional – o EMRam, do HIMSS Analytics, integrando uma elite de 2,5% de hospitais a nível europeu que obteve esta classificação. Na Europa, apenas três hospitais se encontram no nível 7 – a classificação máxima – para o qual o hospital está presentemente a trabalhar. A certificação de nível 6 é parte integrante do foco na melhoria contínua e do compromisso na utilização da tecnologia como parte da estratégia de segurança do paciente. A tecnologia é utilizada não como fim, porque nunca se dispensa a humanização, mas como um meio para atingir a excelência dos cuidados de saúde. O atendimento de alta qualidade centrado no doente está no cerne de tudo. As equipas clínicas e técnicas trabalham para garantir que o investimento em tecnologia proporciona um benefício real para os cidadãos que serve, em Cascais e Sintra, bem demonstrado nesta certificação, que apenas uma pequena percentagem de

91 a economia digital hospitais na Europa atinge. Um dos principais requisitos para o Hospital de Cascais ter obtido o nível 6, teve a ver com os "Cinco Certos da Administração Terapêutica" - Doente Certo, com o Medicamento Certo, na Dose Certa, à Hora Certa e pela Via de Administração Certa. Para isso, o hospital implementou uma solução baseada em mobilidade e leitura de códigos de barras que assegura um acompanhamento do fármaco desde a entrada no armazém até à sua administração. Outro requisito esteve relacionado com a utilização adequada de sistemas de business intelligence na tomada de decisão clínica e operacional, resultando num aumento significativo da excelência dos cuidados clínicos prestados e na otimização na utilização de recursos. Métricas Pela implementação deste projeto, o Hospital de Cascais venceu em Pequim o prémio "Best Provider Implementation Case" da GS1 Healthcare. Os peritos internacionais verificaram as diversas tecnologias utilizadas no hospital: infraestruturas, redes, sistemas operacionais clínicos, sistemas de mobilidade, sistemas analíticos, integrações e standards utilizados. A avaliação concluiu que, nos últimos anos, têm sido efetuados investimentos adequados nos sistemas e tecnologias de informação que garantem um alinhamento com altos padrões de adoção de tecnologias em prol de melhores cuidados de saúde. Ensinamentos e Fatores Críticos de Sucesso Em 2017, o Hospital de Cascais foi desafiado a atingir o nível 7 da escala de avaliação tecnológica internacional – o EMRAM, do HIMSS Analytics. Para tal, todas as equipas integradas no projeto têm estado focadas em melhorar os processos identificados na pré-auditoria para HIMSS 7 e a trabalhar arduamente para que todos os projetos estejam no nível de maturidade certo, para a auditoria final. Acompanhando uma tendência crescente em instituições de saúde que apostam na tecnologia, duas pessoas do corpo clínico estão dedicadas ao desenvolvimento dos sistemas de informação, para que estes se ajustem cada vez mais às necessidades sentidas no terreno e se tornem parte da política de qualidade e segurança do doente. Foram criadas as funções de Chief Medical Information Officer (CMIO), e de Chief Nursing Information Officer (CNIO), que têm como missão traduzir as necessidades reais dos clínicos em linguagem que a área de sistemas de informação consiga implementar nos sistemas usados diariamente no Hospital de Cascais. Trabalha-se atualmente para integrar o processo de enfermagem e o processo médico, por forma a maximizar a qualidade da informação de que cada profissional dispõe no tratamento do doente. O Hospital de Cascais reconhece o papel fundamental da equipa técnica de sistemas de informação mas salienta a importância da visão de quem trata dos doentes para que este desafio chegue a bom porto. É uma mais-valia a constituição desta equipa de médicos e enfermeiros com o objetivo de moldar os sistemas de informação para que os mesmos ajudem ativamente na prevenção do erro e auxiliem os profissionais a tomar a decisão clínica mais correta para cada doente. É necessário “ouvir a equipa e perceber o que é útil”. Em termos organizacionais, a CMIO e a CNIO agregam todas as necessidades do corpo clínico em relação ao desenvolvimento do processo clínico eletrónico, para que não haja decisões sobre eliminação ou acrescento de campos no Na Europa, apenas três hospitais se encontram no nível 7 – a classificação máxima – para o qual o hospital está neste momento a trabalhar em portugal 2017 1.10 Saúde

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