A Economia Digital em Portugal 2017

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a economia em portugal 2017 digital 2.2 Cidades e Territórios Digitais 136 O modelo de serviços partilhados TIC tem como objetivo criar um novo paradigma de desenvolvimento económico e social que projete o Alentejo para o futuro deste projeto. Por essa razão, houve um extraordinário acolhimento por parte da população local que frequentemente ofereceu alimentação aos técnicos em trabalho. A instalação deste troço acomodou algumas preocupações pouco usuais comparativamente com a instalação da rede de fibra Vodafone noutros locais, como seja a necessidade de planear os trabalhos tendo em consideração o clima, designadamente previsão de queda de neve ou frio intenso. Outro fator crítico para o sucesso deste tipo de projetos é o envolvimento, preparação e acompanhamento da população sénior para a utilização de novas tecnologias. Este trabalho foi assegurado no terreno por equipas da Câmara Municipal de Seia. Coordenação: Ana Mesquita Veríssimo, Fundação Vodafone Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (cimac) / Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo (ADRAL) Centro de Serviços Partilhados TIC de Base Territorial no Alentejo Central Modelo de centro de serviços partilhados TIC de base territorial Desenvolvimento de um centro de serviços no domínio das tecnologias de informação, alicerçado numa estratégia inclusiva e integradora de parceiros, que potencie a fixação de recursos técnicos, o aumento da qualidade dos serviços prestados e geradora de novos projetos de elevada intensidade tecnológica e de inovação. Evolução faseada para um modelo de serviços partilhados em TIC, iniciada pela definição de uma visão comum para a região, dotada de capital humano e de infraestruturas tecnológicas de elevado valor. O processo de definição de uma estratégia integrada iniciou-se com o projeto de Região Digital e serviços partilhados em 2004 com a opção política e operacional por uma lógica intermunicipal de consolidação TIC para racionalização de CA- PEX e OPEX e permitindo um aumento dos níveis de serviço, seguido em 2008 pela concretização da Rede Comunitária do Distrito de Évora (RCDE), uma infraestrutura de comunicações de alto débito que interliga Parques Empresariais, Municípios, cimac, ADRAL e outros organismos regionais, em modelo de rede aberta (oan – Open Access Network). Elemento chave desta primeira fase de desenvolvimento foi a implementação do Centro de Tecnologias Digitais (ctd) liderado pela ADRal em parceria com a cimac que permitiu a consolidação de competências, o desenho de novos projetos e a persecução de uma visão coerente e incremental potenciadora de maior impacto no território. Em 2011 concretizou-se uma nova fase relevante, com a inauguração do centro de dados de última geração, onde são disponibilizados serviços TIC aos diferentes organismos da administração pública e empresas, de que é exemplo o serviço comum de comunicações unificadas para voz e vídeo abrangendo 14 municípios, a cimac, a adRAL, incubadoras e outros serviços, e que terá interoperabilidade com a Universidade de Évora e a CCDRA. Apesar de, desde 2006, dispor de infraestrutura cloud de serviços partilhados, 2015 marca a evolução para modelos cloud avançada, com a disponibilização de um portal self-service e serviços de valor acrescentado para os parceiros. Atualmente estão em fase de estudo

137 a economia digital e implementação novos projetos que comprovam a vitalidade deste modelo cooperativo, relacionados com a temática das cidades inteligentes, o turismo, a eficiência energética e sustentabilidade, cloud da AP, gestão urbana, etc. Objetivos Consolidar as melhores infraestruturas e os melhores serviços, potenciar um maior desenvolvimento das TIC e assim contribuir para a dinamização dos processos de inovação e modernização tecnológica do território, das instituições e das empresas, criando um novo paradigma de desenvolvimento económico e social que projete a região para o futuro. Resultados Rede comunitária de banda larga com infraestrutura ótica superior a 1000 Km, interligando diversas redes públicas e privadas no território nacional. Redes municipais (lan e man) com operação, manutenção e gestão centralizadas. Centro de dados com redundância e ligações de alto débito. Gestão de redes e help-desk centralizado baseado no modelo itil. Desenvolvimento aplicacional ágil que dá resposta às necessidades dos municípios. Agilidade nas comunicações e vulgarização da utilização do vídeo. Cloud avançada de serviços partilhados on-premises com autonomia de gestão de catálogo de serviços por cada cliente público. Métricas Comunicações Intermunicipais a débitos gigabit (20Gbps e 2Gbps) em alta disponibilidade. Número total de equipamento sob gestão superior a 1600; 180 edifícios integrados em redes municipais, incluindo municípios e juntas de freguesia, escolas, a Universidade de Évora, Águas de Portugal, Incubadoras, Administração Regional de Saúde e Hospital de Évora. Tarifa plana de comunicações e chamadas grátis entre municípios, com redução de custos superior a 50%. Cloud de última geração com capacidade de 232 Cores; 3,3 TB Ram; 120 TB Disco. Ensinamentos e Fatores Críticos de Sucesso O estabelecimento de uma visão comum sobre o papel da tecnologia e de um planeamento estratégico consubstanciado numa implementação faseada que promova o desenvolvimento económico, social e ambiental do território. A cooperação com todos os atores locais, promovendo iniciativas comuns e projetos conjuntos no espírito de parceria que constitui um elemento fundamental para cumprir com êxito os objetivos. A capacidade dos recursos locais de entregar rapidamente serviços, que demonstrem a capacidade técnica e que promovam a confiança dos agentes e parceiros. Capacidade de demonstrar recorrentemente aos políticos e decisores as opções, expondo todas as vantagens e dificuldades, para criar um clima de confiança na estratégia e no investimento. A criação de equipas multidisciplinares de operação, manutenção e gestão com valências que assegurem o alinhamento estratégico das TIC com as necessidades do território, e a capacidade de executar ao nível do desenvolvimento e gestão de projetos inovadores, apoio técnico, aquisições e financiamento. Estratégia inclusiva de recursos humanos, nunca sobrepondo, mas sim É essencial uma estratégia inclusiva de recursos humanos, incluindo e mantendo autónomas as equipas, dotando-as de conhecimentos e ferramentas- -chave em portugal 2017 2.2 Cidades e Territórios Digitais

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