A Economia Digital em Portugal 2017

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a economia em portugal 2017 digital 2.2 Cidades e Territórios Digitais 130 O SOL é um programa de implementação de startups focado na validação e integração de soluções inovadoras construídas para a melhoria da qualidade de vida na cidade Câmara Municipal de Lisboa Smart Open Lisboa (SOL) Acelerador internacional de dados abertos com casos de uso de Smart Cities O Smart Open Lisboa (SOL) é o grande projeto de “Inovação Aberta” na cidade de Lisboa, em que a matéria-prima são os dados abertos providenciados por entidades públicas e privadas que foram desafiados pela autarquia de Lisboa a partilhar os seus dados. O projeto SOL é promovido pela Câmara Municipal de Lisboa e tem os seguintes membros fundadores: Turismo de Portugal, altice-PT, CISCO, Beta-i e StartUp Lisboa . O SOL é um projeto de implementação, que é algo diferenciador face a outros programas de inovação e empreendedorismo já existentes, na medida em que a principal diferença entre um programa de aceleração – que tem um foco no mentoring, na formação e no fornecimento de ferramentas que possam contribuir para o sucesso dos fundadores – e um programa de implementação, que tem um foco principal na execução, com colaboração direta com potenciais clientes. Os resultados de um programa de implementação são exatamente o que: A. Um potencial cliente precisa de saber para superar o receio de trabalhar com uma startup; B. Um investidor procura para mitigar o risco na avaliação tecnológica e de equipa. O projeto SOL tem a cidade de Lisboa como um laboratório de experimentação, um verdadeiro Living Lab em que, para além dos dados abertos da cidade de Lisboa, acessíveis através do portal de dados abertos, estão também disponíveis os diferentes serviços da Câmara Municipal de Lisboa (CML) para o apoio à experimentação, as tecnologias e serviços dos parceiros e o apoio destes na aceleração do progresso. O projeto SOL tem o seu enquadramento em quatro grandes desafios para as startups: Mobilidade: O aumento da mobilidade significa formas mais eficientes, seguras, confortáveis e sustentáveis para movimentar pessoas e bens na cidade. Cidadania: Os cidadãos devem ser partes interessadas, não usuários - a forma como lidamos com os serviços públicos ainda pode ser melhorada e otimizada. Cultura e turismo: São atividades centrais para a cidade. Para melhorar a forma como os cidadãos e os visitantes experimentam a cidade, como novos serviços podem ser construidos e como as intermináveis combinações de experiências podem atrair ainda mais turistas para Lisboa. Sustentabilidade: Considerando temas como a iluminação, o controlo de tráfego, a produção de energia, o consumo de energia, água, resíduos e a procura por uma forma mais inteligente e melhorada para diminuir a pegada ecológica da cidade e ser mais eficiente. Estes desafios servem para definir o âmbito das soluções a desenvolver para a cidade. Objetivos Criação de um programa de implementação de startups, com processo de aceleração e experimentação, focado na validação e integração de soluções inovadoras construídas para a melhoria da qualidade de vida na cidade, através do uso ou contribuição para open data. Resultados A nível macro: 7 de 8 startups, alcançaram o obje-

131 a economia digital tivo para “prova de conceito” e criaram um caso de uso sólido. 6 de 7 startups que criaram um caso de uso, atingiram o objetivo de concretizar os primeiros negócios com clientes importantes. 4 de 5 startups que procuraram investimento já fecharam ou estão a fechar rondas de investimento. Métricas Número de candidaturas: 100 Número de candidaturas para implementação: 8 Ensinamentos e Fatores Críticos de Sucesso O projeto SOL permitiu, na sua primeira edição, a conclusão de alguns fatores críticos para o seu sucesso que fomentaram o crescimento e melhoria do programa em 2017. Através da disponibilização de um portal de dados abertos muito relevante, com contribuições de várias entidades e com dados cada vez mais ricos e dinâmicos, potenciou-se a inovação. Foi possível a melhoria e criação de soluções inovadoras para a cidade de Lisboa e evidenciou-se a necessidade de se evoluir para um sistema de partilha e uso dos dados abertos mais dinâmico, através do uso e exposição dinâmica de APIs. Nomeação de um responsável pela gestão dos dados produzidos por empresas, população, ou entidades públicas, denominado por Chief Data Officer de Lisboa. Este responsável evidencia não só a importância que assume a disponibilização dos dados abertos da cidade, como a sua partilha fomenta o empreendedorismo e a melhoria da qualidade de vida na cidade de Lisboa. A criação de um programa de aceleração integrado no projeto SOL, que permite o mentoring, a formação e a disponibilização de ferramentas que, por sua vez, permitiram a implementação de soluções para a cidade com clientes reais. Ter os parceiros certos. A contribuição das várias entidades é fundamental e o seu envolvimento é conseguido através da seleção criteriosa dos temas em foco no programa. A fase de experimentação é muito importante e constitui um processo de aprendizagem relevante para todos os participantes, pois permite alimentar o ciclo de inovação, disponibilizando dados mais ricos e em tempo real para o portal de dados abertos. Aprendizagem e agrupamento dos vários departamentos da CML e restantes entidades, na criação de condições no terreno para a concretização e implementação da transformação de Lisboa num laboratório vivo. Quanto mais concretos forem os desafios e a proximidade aos parceiros, que se pretendem setoriais, mais fácil é ao ecossistema dar resposta. É importante garantir o investimento por parte da cidade na criação de condições para estes projetos de inovação aberta e o apoio às diferentes entidades, disponibilizando a cidade como espaço de experimentação. O SOL dá estrutura e organização ao objetivo de transformar a cidade num laboratório vivo e permite a aprendizagem, num ambiente colaborativo e envolvente. O programa SOL está a ajudar a CML a ver esta temática de forma mais transversal, estimulando a colaboração entre diferentes departamentos (Espaço Público, Higiene Urbana, Educação, Desporto, Economia e Inovação, Sistemas de Informação, Atendimento, COI, Open Data, Sharing Cities, Lisboa e-Nova, etc.). No programa de 2017 pretende-se envolver outras empresas do universo camarário como a EMEL, CARRIS e a Lisboa -enova, bem como o envolvimento do O SOL dá estrutura e organização ao objetivo de transformar a cidade num laboratório vivo e permite a aprendizagem, num ambiente colaborativo e envolvente em portugal 2017 2.2 Cidades e Territórios Digitais

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